"Pai, que estás a fazer?
sexta-feira, 18 de março de 2022
𝕮𝖆𝖗𝖙𝖆 𝖉𝖊 𝖚𝖒 𝖏𝖔𝖛𝖊𝖒 𝖆𝖙𝖑𝖊𝖙𝖆 𝖆 𝖘𝖊𝖚 𝖕𝖆𝖎
sexta-feira, 11 de março de 2022
quarta-feira, 2 de março de 2022
"A Ética não é uma moda"
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
À conversa com Vítor Santos, que nos fala de desporto…
À conversa com Vítor Santos, que nos fala de desporto…
Iniciar desportivamente uma criança no futebol, não significa ensiná-la a chutar, a fazer golos e a correr. Significa incentivá-la a saber trabalhar em equipa, ter disciplina, conhecer as regras do jogo e respeitá-las. Além de ensinar conceitos sobre o jogo, a prática do futebol prepara-a para a vida.
Vítor Santos tem um percurso ligado ao desporto e nos últimos anos tem-se dedicado na promoção da ética desportiva. Os seus trabalhos têm ganho prémios e distinções a nível nacional e tem percorrido o país a fazer comunicações sobre a participação dos pais na prática desportiva dos filhos.
Embaixador do Plano Nacional de Ética no
Desporto e assume que “tenho o compromisso de reportar todas as situações que
sejam verídicas e coloquem em causa a integridade desportiva e os direitos das
crianças”.
Falta cultura desportiva em Portugal?
Sem dúvida nenhuma. Portugal não tem
cultura, nem educação desportiva. Vive-se muito os clubes – os 3 grandes, e
esvazia-se todo o resto. Infelizmente, a única cultura existente é a de “ganhar
a todo o custo” que está cada vez mais presente nessa sociedade. Este tipo de
situações leva a comportamentos antiéticos e violentos, afetando negativamente
o desenvolvimento desportivo.
O
futebol português tem sido fértil em maus exemplos?
O futebol é a
atividade mais mediatizada e escrutinada do mundo. Como qualquer outra
atividade tem gente boa e má. O que se passa em Portugal, na minha opinião, é
que não evoluímos em termos desportivos. A própria imprensa desportiva
não tem a qualidade de outros tempos.
As
cenas que vimos no Porto – Sporting são exceções?
O clima da
competição profissional em Portugal é de guerra. Durante a semana assistimos a
personagens surrealistas, idolatra-se o diretor de comunicação, um líder de
claque… tudo que acontece no jogo acaba por ser reflexo do que o rodeia. É
muito fácil o confronto acontecer. Só se remedeia com fortes sanções
monetárias.
Mas
não foi caso único?
Não foi e nem será.
Na iniciação e depois na formação ainda se exige á criança e ao jovem que sejam
“chico-espertos”, para ludibriar o árbitro. São premiados estes gestos na
formação. Estes atletas vão ser sempre um mau agente desportivo, um mau adepto,
porque na sua vivência da prática desportiva foi-lhe incutido que o crime
compensa. Depois também não entendo como os treinadores permitem tanta gente
nos bancos. Eu queria sempre o menor número de pessoas. Só mesmo as
indispensáveis. Eu assumia-me como o líder e por isso a única voz de comando e
não queria ruído. Aprendi que era assim e assim partilho esse ensinamento. Hoje
os treinadores deixam toda a gente falar, dar orientações, fazer ruído… O foco
não é o processo mas o resultado! Devia ser precisamente o contrário.
E
em particular no Distrito de Viseu?
Estamos a sair de
dois anos atípicos e só mais adiante podemos ter dados concretos sobre o
impacto que a pandemia teve no desporto. No entanto o futebol, que é o que mais
acompanho, tem tido competição regular nos últimos meses. A verdade é que o
desporto distrital é pouco valorizado e todos os clubes parecem querer fugir
para os nacionais. Não reconhecem a força que o desporto tem no contexto
regional e se os clubes se organizarem em termos de ética desportiva vão fazer
do futebol um encontro de beirões por estes campos todos. A dinâmica do futebol
distrital é sobrevalorizada em termos desportivos e mesmo sociais e económicos.
A
distrital é preferível a um nacional?
Depende do clube.
Na maioria dos casos sim. Em termos desportivos e económicos. Existe o estigma
de “ser distrital” quando as competições intermédias são muito menos atrativas
e vazias de público. A liga 3, por exemplo, é jogada a horas que afasta o
público do jogo. A médio e longo prazo o jogar para a TV vai custar caro a
esses clubes que começam a perder adeptos. O Campeonato de Portugal não gera
receitas e o quadro competitivo é injusto.
A rivalidade
saudável e o bem-receber o adversário são fatores decisivos e teríamos meia
dezena de adeptos visitantes a cada domingo á tarde a passear e a ir ver o
jogo. Mas deixar a competição para dentro do campo. Fora é o apoio positivo. As
localidades ganhavam vida, economia, promoção dos artigos tradicionais e
modernidade. Agora ninguém se desloca a uma localidade para ver um jogo e ser
recebido de forma hostil e agressiva!
E
em termos de formação?
A nossa situação
não é diferente da do resto do país. Continuamos semanalmente a ver jogos a
serem interrompidos por causa da violência nas bancadas. O foco passa do jogo
para as bancadas onde crianças e jovens observam os seus pais a agredirem-se! A
linguagem usada continua a ser a palavra agressiva, o insulto fácil quer para
as crianças, árbitros e treinadores (ambos maioritariamente jovens). Crianças
de 11 anos insultadas no desporto é uma realidade inconcebível e criminosa.
Jovens árbitros a serem alvo de violência verbal igualmente. É tudo muito
triste. É tudo muito triste.
Continuam a
haver treinadores que não têm perfil, nem conduta para o serem. Não sei o que
os prende porque não gostam de desporto e porque os clubes os têm! Os
treinadores de jovens são especiais porque terão de ser pessoas disponíveis
para trabalhar a longo prazo e devem inspirar os jovens mantendo-os motivados
para a prática desportiva e assegurando que a sua participação seja realizada
essencialmente por razões intrínsecas. Não é o que acontece.
Uma publicação sua nas redes sociais de um vídeo de futebol
infantil, no Fontelo, deu a conhecer a quem não frequenta este espaço o muito
do ambiente que é vivido pelas crianças na sua prática desportiva. Passaram-se
algumas semanas sobre tal incidente e que foi feito?
A verdade é que o
clube em causa tomou medidas e reforçou junto da sua comunidade qual o tipo de
comportamentos que aceitam. Quanto a outras instituições penso que nada foi
feito. Todas reconhecem o problema, mas que é difícil fiscalizar, punir, etc.
Quando muitas vezes a presença destas instituições nos campos desportivos onde
as crianças praticam desporto era já por si dissuasora.
No entanto também
falta interromper os jogos e colocar as crianças de braços cruzados em silêncio
a olharem para as bancadas. O durante é muito importante.
É no âmbito do
envolvimento parental na prática desportiva, que tenho realizado diversas
comunicações em clubes e associações para pais, treinadores e dirigentes.
Desde
o lançamento do livro Educar o Sonho: ética e envolvimento parental na prática
desportiva em 2018 até aos dias de hoje o que mudou?
Infelizmente as
mudanças não são instantâneas. Os clubes melhoraram muito na sua organização e
comunicação aos pais sobre o processo de formação. No entanto ainda existe
muito trabalho a fazer de forma a que possamos encarar o jogo pelo jogo e em
que o adversário ou o árbitro não sejam olhados como inimigos. O processo de
certificação e a bandeira da ética trouxeram exigência aos clubes. Falta
aplicar na prática a teoria toda. Mas muito já se faz. Esperemos que as
Autarquias nos seus contratos programas também o façam. É muito importante e
têm um papel de responsabilidade junto da comunidade. A melhor imagem é que
atuamos e não fazer de conta que o problema não existe connosco.
O Vítor
tem partilhado vários exemplos negativos e positivos. Tem feedback desse
trabalho?
Sim. Hoje recebo
muita informação de quase todo o lado. Tenho a obrigação de a saber interpretar
e selecionar antes de a partilhar. É o que faço. Quando aceitei o compromisso
de ser Embaixador do PNED sabia que tinha a obrigação de reportar e denunciar
todos os comportamentos de que tenha conhecimento e sejam veridicamente
provados. A receção ao meu trabalho é excelente. Se por cá ainda existe
muito o estigma de ser “da casa”, quando percorro o país, regresso sempre de
coração cheio e de que valeu a pena a partilha. Tenho bastantes comunicações já
agendadas pelo país.
É fundamental. Não
faz sentido ser de outro jeito. Mas fora do espaço desportivo. Quando saem as
convocatórias por exemplo. No treino e jogo os pais são apoiantes. Nada mais.
Quando ultrapassam esta função e que já é muito importante, estão a ser os
protagonistas e não o devem ser. Têm de confiar no clube que escolheram. Por
sua vez os clubes têm de ser responsabilizados pelos treinadores que escolhem e
a quem os pais confiam os filhos. O comportamento de um treinador de crianças é
muito mais de formador que de Mister.
Os atletas em campo têm de
tomar decisões. Vão errar? Vão. Mas é assim que aprendem e os treinadores estão
lá para corrigir no momento certo para o fazer. O que se pretende não é
eliminar completamente os erros – tal não é possível – mas diminuir
progressivamente o seu número. Não façam é das crianças totós. Os pais e
treinadores têm de dar mais autonomia aos atletas nestas idades. Os clubes têm de estar preparados para esta realidade da
participação dos pais.
E
é importante?
Decisivo. Ninguém
nasce ensinado para ser pai de um atleta. A experiência diz-nos que tudo começa
de uma forma lúdica e com o tempo o envolvimento começa a ser tão grande que
toda a rotina familiar vai ser gerida em função dos horários de treinos e jogos
do filho. A família abdica de muito do seu tempo para acompanhar o filho. Daí a
irritação, muitas vezes, dos pais quando os filhos jogam poucos minutos. Temos
de dar tempo a todos os intervenientes de assimilarem este processo.
Porque se começa muito cedo?
A prática
desportiva do futebol chega a ser iniciada antes mesmo de haver contacto com a
escola. As crianças adoram desporto, jogar, brincar e divertem-se antes mesmo
de conhecer regras e atitudes que se devem ter em campo. Iniciar
desportivamente uma criança no futebol, não significa ensiná-la a chutar, a
fazer golos e a correr. Significa incentivá-la a saber trabalhar em equipa, ter
disciplina, conhecer as regras do jogo e respeitá-las. Além de ensinar
conceitos sobre o jogo, a prática do futebol prepara-a para a vida. Tudo leva o
seu tempo. Não se pode é confundir prática desportiva com competição de alto
rendimento. É o que acontece: o transfer
do sénior profissional para a criança. É comum ouvir num jogo de crianças
arbitrado por um(a) jovem: “ainda esta semana no jogo da liga dos campeões o
árbitro roubou”. Isto faz algum sentido?! Diz muito sobre quem tem este tipo de
afirmações.
Por isso é
importante tirar o peso da competição para que todos cresçam em harmonia.
O cartão branco tem sido bem utilizado?
As boas práticas
são sempre de valorizar. O cartão é uma ferramenta pedagógica e serve para
promover essas boas práticas. Eu tenho lido que tem havido uma banalização do
cartão branco – algo que já tínhamos discutido em alguns fóruns de decisão,
quando se fala de retirar uma criança de campo para as equipas jogarem em
igualdade numérica. Eu entendo e acho que esta não é a melhor forma de motivar
as crianças. Mas temos de perceber porque acontece e que podemos fazer. E
podemos começar por retirar a formalidade à competição. Em vez de retirarmos
crianças, passamos uma, duas ou mais para a outra equipa e damos tempo de jogo
e oportunidade a mais atletas de jogarem. Criamos situações novas às crianças
tirando-as da sua zona de conforto que é importante para o seu crescimento.
Depois vamos ver como lidam os treinadores resultadistas e os pais obcecados!!!
Em Inglaterra tiveram a iniciativa Silence
is Gold e a reação dos treinadores resultadistas foi vergonhosa. Os bons
treinadores adaptam-se a todas as situações e vão sempre recolher material para
o seu trabalho.
Enquanto treinador o que mais o marcou?
As crianças e os
jovens. São amizades que se criam e ficam para a vida. Os menos culpados de
tudo e os que são usados pelos adultos para as suas causas e objetivos. No
desporto criam-se muitas amizades.
Pela negativa, sem
dúvida, que os comportamentos de alguns treinadores da formação e dos
familiares de atletas. No mesmo clube vi pai/treinador a agredir o treinador do
filho!
Mais do que nunca.
A responsabilidade também aumentou. Não basta falar ou escrever umas frases
bonitas. Temos de ser coerentes e apresentar soluções. A verdade é que tenho
momentos que sinto que vou em contramão. Não entendo como as pessoas têm tantas
desculpas para o indesculpável. Começam por dar os parabéns pelo trabalho
e depois vem sempre o, “mas”.
Projetos?
Tenho uma edição
ampliada e atualizada de Educar o Sonho pronta. Durante estes três anos adquiri
muito mais conhecimento e informação. Mas não creio que seja possível, sem um
parceiro institucional, pelo que vou continuar a comunicar para quem me convida
e a escrever para vós.
Fonte: https://www.ruadireita.pt/ultima-hora/a-conversa-com-vitor-santos-que-nos-fala-de-desporto-39097.html
#ética
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
Show-off
Nos dias em que vivemos, não é surpresa a publicação de notícias respeitantes a um conjunto de questões relacionadas com a violência. Estas situações merecem muita atenção por parte da Comunicação Social. Como o desporto está integrado na sociedade, também ele está sujeito a conviver com estes comportamentos. Daí que o policiamento seja um mal necessário. Os intervenientes no jogo, sejam eles treinadores, jogadores, dirigentes ou árbitros, precisam de se sentir em segurança para poderem desfrutar da prática desportiva, do verdadeiro jogo.
Na formação, os
clubes tendem a esconder estes atos de forma a não serem importunados e a
manterem uma imagem imaculada, dando a ilusão de que tudo corre sempre bem. A
verdade é que semanalmente acontecem casos de violência verbal e mesmo física
nos desportos praticados por crianças e jovens. Se estivermos com atenção e
observarmos que o público destes jogos é, na sua maioria, constituído pelos
familiares dos atletas, estamos perante uma situação muito mais gravosa.
A pressão que
hoje é incutida em crianças de tenra idade é, no entanto, a grande diferença em
relação ao que acontecia no final do século passado. Sempre houve campos e pavilhões
onde todos temiam jogar pelo clima de terror que era criado à volta de cada
jogo.
Os pais não
acompanhavam os atletas e as situações ocorriam entre os clubes e alguns
adeptos malformados e, muitas vezes, alcoolizados. Hoje, os pais são os adeptos
e, à força de quererem vencer a todo o custo, adicionam a pressão sobre os
filhos, os colegas e treinadores.
Por outro lado,
a pressão exercida pelos progenitores leva à criação de expetativas exacerbadas
que conduzem a desinteresse e mesmo frustrações muito precoces. O abandono da
prática desportiva regista‑se cada vez mais cedo e cada vez atinge um maior
número de jovens. Estas vão ser gerações de desportistas frustrados. Quando
forem pais, vão ser mais desrespeitosos para com treinadores, árbitros e
atletas. Entra-se, pois, nesta espiral de abandono cada vez mais precoce, que
leva a pais mais pressionantes, que por sua vez levam a abandono mais precoce.
Em 1000
crianças‑atletas, só uma chega a profissional. Os que não atingem este patamar,
como vão vivenciar o desporto?! Se a prática desportiva que conheceram foi a da
vitória a qualquer custo, da pressão de ser o melhor, de não ter necessidade de
perceber/pensar o jogo, não se pode esperar milagres. Provavelmente vão limitar‑se
a ser mais uns adeptos fanáticos de sofá e de redes sociais de um clube de
Lisboa ou do Porto.
Por tudo isto,
seres humanos normalmente civilizados, educados e serenos chegam a
transformar-se em verdadeiros holligans!
Urge irradiá‑los dos espaços desportivos. Urge banir a violência física e
verbal. Urge educar o sonho dos nossos jovens, mostrando que nem sempre somos
os melhores, mas podemos sempre dar o melhor de nós mesmos.
Aquilo a que assistimos no F C Porto – Sporting através da televisão foi um triste espetáculo em que não há inocentes. Não vale a pena atirar a culpa para o outro. O que está mal é todo o sistema de funcionamento da competição e extracompetição. São pessoas a mais à volta do campo, pessoas a mais nos bancos, comunicação tóxica dos clubes, ausências da LPF e FPF, delegados que só buscam pedir camisolas, etc. De liga profissional tem muito pouco.
Preocupam‑se
com o acessório e ignoram o essencial. Muito show-off.
Vamos ter
esperança de que os órgãos competentes serão mesmo competentes e destemidos, e que
os sistemas disciplinares e judiciais desportivos funcionem.
O ensino de valores no e através do desporto é um dever.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
TREINADOR: RELACIONAMENTO COM OS COLEGAS
• O relacionamento com os treinadores da sua modalidade, colegas de profissão, deve merecer uma atenção especial.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
Código de ética para treinadores: Necessidade de uma relação EXEMPLAR com os outros agentes
A mediatização que tem o desporto
dá-lhe uma força que nenhuma outra atividade goza. Conhecemos todos o grande
investimento que as televisões fazem para terem desporto e tudo o que anda à
sua volta, mesmo que sejam só especulações ou suposições. Não se deve
generalizar tomando injustamente a parte pelo todo. Mas é o que se faz!
Os treinadores são os agentes
centrais do desporto. Ser treinador não é só um emprego ou um part-time. Não
pode ser. As suas responsabilidades são acrescidas em relação a um simples cidadão
adepto, cumpridor da lei.
A formação de treinadores tem de
dar cada vez maior relevância aos comportamentos. Os princípios éticos
inerentes a esta atividade são o respeito pelos participantes, a
responsabilidade no exercício da atividade do treinador, a integridade nas
relações humanas e a dignificação do Desporto. Esta dignificação procura
realçar aspetos positivos fundamentais como o fair-play, a competição honesta,
o respeito pelo corpo, a integridade e o desenvolvimento pessoal.
O treinador tem de considerar os
colegas de atividade como parceiros no que respeita ao desenvolvimento das
modalidades desportivas que treinam e fomentar uma saudável relação entre todos
os colegas de classe. Não é um inimigo que está do outro lado. Nunca o é.
O comportamento do treinador determinará os comportamentos daqueles que se encontram dentro da sua esfera de ação. Ele, treinador, é o líder. Todas as suas decisões e ações têm um enorme impacto na sua equipa e no público. Mas quantas vezes as propostas e decisões, a interação que estabelece com os diversos agentes desportivos dependem, quase sempre, mais da decisiva influência de fatores de contexto, dos seus objetivos pessoais e da sua personalidade, que dos conhecimentos adquiridos!
Aqui chegados, impõe-se a seguinte
reflexão: têm os treinadores sido bons exemplos de desportistas?!
Ensinar a prática dos valores do desporto não é difícil. Difícil é encontrar treinadores / formadores que sejam, eles próprios, exemplos de desportistas e referências éticas incontornáveis. Os treinadores, principalmente os profissionais, devem ser modelos de conduta e assumir as suas responsabilidades. Devem ter consciência de que os seus exemplos são seguidos por muitos e existem mesmo aqueles que os replicam em competições completamente diferentes.
Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância
O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...
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A gestão do tempo de jogo, as não convocações e a divisão entre equipas A e B continuam a ser das maiores fontes de conflito no desporto de ...
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Seis anos depois do lançamento de Educar o Sonho: Ética e Envolvimento Parental na Prática Desportiva, chegou o momento para uma 2.ª edição....
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Nos dias de hoje, cada vez mais são as mães a acompanharem os filhos na prática desportiva. Nos jogos essa presença é partilhada com o pai, ...