quinta-feira, 27 de agosto de 2026

26 de agosto - Dia Internacional da Igualdade Feminina

Se ele não deixa, ela abandona?

Há uma pergunta que não devíamos ter de fazer em pleno século XXI: pode uma jovem abandonar o desporto porque o namorado não permite que continue?

A resposta deveria ser óbvia. Não.

Mas a realidade nem sempre acompanha aquilo que consideramos adquirido.

Há jovens atletas que deixam de treinar, de competir ou simplesmente de praticar a modalidade de que gostam porque o namorado não gosta que estejam naquele ambiente. Porque não aceita que treinem com rapazes. Porque não gosta do equipamento que usam. Porque não quer que sejam fotografadas. Porque não gosta que falem com determinado colega. Porque entende que a relação lhe dá o direito de decidir.

E quando uma jovem começa a abdicar de partes importantes da sua vida para evitar o conflito numa relação, talvez seja tempo de deixarmos de chamar a isso apenas “ciúme”.

Ciúme não é amor. Proibição não é proteção. Controlo não é respeito. O problema é que alguns destes comportamentos continuam a ser banalizados entre os mais jovens. São apresentados como manifestações de amor, preocupação ou insegurança. E, pouco a pouco, aquilo que deveria ser uma relação de confiança transforma-se numa relação de controlo.

O desporto pode tornar essa realidade ainda mais visível.

Uma atleta está exposta. Está num espaço público, compete, usa equipamento

desportivo, é fotografada, aparece nas redes sociais e, cada vez mais, é acompanhada por uma comunicação social que nem sempre olha para homens e mulheres da mesma forma.

Há atletas que têm denunciado a utilização de fotografias evasivas, centradas no corpo feminino e não naquilo que a atleta está a fazer. Uma realidade que levanta uma questão incómoda: porque continuamos, tantas vezes, a olhar primeiro para o corpo de uma mulher e só depois para a atleta?

No desporto masculino, esta realidade existe de forma muito diferente.

Não se trata de negar a importância da imagem. Trata-se de perguntar que imagem estamos a construir e que mensagem transmitimos a quem está a crescer.

Porque tudo isto educa. Educa quem fotografa. Educa quem publica. Educa quem comenta. Educa quem partilha. E educa, sobretudo, quem observa.



Quando uma jovem percebe que o seu corpo é mais valorizado do que o seu desempenho, estamos a transmitir-lhe uma mensagem. Quando um rapaz cresce a acreditar que pode determinar a roupa, os amigos, as fotografias ou a prática desportiva da namorada, também estamos a transmitir-lhe uma mensagem.

E é aqui que a discussão deixa de ser apenas sobre relações entre jovens.

Passa a ser uma discussão sobre igualdade, respeito, liberdade e educação. O desporto tem, neste domínio, uma responsabilidade enorme.

Porque o desporto pode ser um dos espaços mais poderosos de aprendizagem social.

No treino e na competição aprendemos a respeitar regras, adversários, colegas,

treinadores e árbitros. Aprendemos a ganhar e a perder. Aprendemos a trabalhar em equipa. Aprendemos que o outro merece respeito mesmo quando está do outro lado.

Mas há uma condição: é preciso que esses valores sejam trabalhados desde o início.

A ética no desporto não pode aparecer apenas quando existe um conflito, uma agressão, uma discriminação ou um caso que chega às notícias.

Tem de começar na iniciação. Quando uma criança aprende que meninos e meninas têm o mesmo direito a jogar. Quando aprende que ninguém deve ser excluído pela sua origem, cor da pele, género ou condição.

Quando aprende que respeitar o outro não depende de ganhar ou perder. Quando aprende que ninguém é propriedade de ninguém. Quando aprende que gostar de alguém não significa controlar essa pessoa. São aprendizagens que ultrapassam o campo, o pavilhão, a pista ou a piscina. São aprendizagens para a vida.

Por isso, quando falamos de ética no desporto, estamos também a falar de igualdade, não discriminação, equidade, inclusão, respeito e liberdade.

E não podemos exigir aos adultos de amanhã comportamentos que nunca ensinámos às crianças de hoje.

O desporto feminino tem crescido, conquistado espaço, reconhecimento e público. As próprias atletas têm ajudado a quebrar barreiras e preconceitos. O facto de, por exemplo, uma camisola de uma equipa feminina poder alcançar num leilão um valor

superior ao de uma equipa masculina mostra que existe também uma crescente valorização do desporto praticado por mulheres.

Mas a verdadeira igualdade não se mede apenas por audiências, contratos ou pelo valor de uma camisola.

Mede-se pela liberdade de uma menina escolher a modalidade que quer praticar. Mede-se pela possibilidade de uma atleta competir sem ser objetificada. Mede-se pelo respeito pela sua imagem e pelo seu corpo. Mede-se pela igualdade de oportunidades.

E mede-se, também, pela possibilidade de uma jovem manter o desporto na sua vida sem que alguém lhe diga que, para continuar numa relação, terá de abandonar aquilo que gosta.

Talvez seja esta uma das grandes responsabilidades de quem trabalha no desporto de formação. Não estamos apenas a formar atletas. Estamos a formar pessoas. E cada treino pode ser uma oportunidade para ensinar alguma coisa que nenhum resultado consegue medir.

Ensinar respeito. Ensinar responsabilidade. Ensinar liberdade. Ensinar igualdade. Ensinar que ninguém tem o direito de controlar a vida de outra pessoa em nome do amor.

As crianças também nos educam quando lhes transmitimos os valores do desporto.

É por isso que acredito na força do desporto na construção de um mundo melhor.

Não porque o desporto seja perfeito. Não é. Mas porque tem uma capacidade extraordinária de colocar pessoas diferentes lado a lado, com objetivos comuns, obrigando-as a aprender a respeitar-se.

E talvez seja precisamente aí que devemos começar. Antes das grandes competições. Antes dos títulos. Antes dos contratos.

Na infância. Porque se queremos jovens que saibam respeitar os outros nas suas relações, talvez tenhamos de começar por lhes ensinar, no desporto, que respeito não é uma palavra bonita.

É uma regra de vida.

E, perante a pergunta “Se ele não deixa, ela abandona?”, a nossa resposta enquanto

sociedade só pode ser uma:

Não.

Ela não deve abandonar o desporto. Ele é que deve aprender a respeitar a liberdade dela.

 

Vítor Santos

Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O JOGO TERMINA. O EXEMPLO FICA.

Houve um tempo em que ir ver uma competição de crianças era uma festa.
Hoje, demasiadas vezes, transformamos as bancadas num espetáculo de que nos deveríamos envergonhar.
Gritos. Insultos. Ameaças. Discussões.
Pais que protestam por cada decisão como se estivesse em jogo uma final mundial.
E, do outro lado, estão crianças e jovens.
Meninas e meninos que estão ali para aprender uma modalidade, mas também para aprender a lidar com a vitória, com a derrota, com o erro, com o respeito e com os outros.
E nós, adultos, o que lhes estamos a ensinar?
Que o árbitro é um inimigo?
Que quem erra merece ser insultado?
Que perder é uma vergonha?
Que ganhar é mais importante do que respeitar?
Por vezes, chega-se às agressões, aos empurrões e às ameaças.
E esquecemo-nos de que, muitas vezes, quem está a arbitrar é também um jovem.
Um rapaz ou uma rapariga que está a aprender.
Que pode errar.
Tal como erram os nossos filhos.
E depois perguntamo-nos porque há cada vez menos jovens disponíveis para arbitrar.
O problema não está nas crianças.
Está nos adultos que deviam ser os seus primeiros exemplos.
Uma criança pode esquecer o resultado poucos minutos depois de terminar a competição.
Mas dificilmente esquecerá um pai, uma mãe ou outro adulto a insultar um árbitro.
Dificilmente esquecerá a vergonha de ver adultos a discutir ou a agredir-se por causa de um jogo.
O desporto deve ensinar.
Deve educar.
Deve ajudar a formar pessoas.
E, demasiadas vezes, somos nós que estamos a ensinar a lição errada.
Antes de perguntarmos que atletas queremos que os nossos filhos e as nossas filhas sejam, talvez devêssemos perguntar:
Que adultos estamos nós a escolher ser?
Porque o jogo termina.
Mas o exemplo fica.

Vitor Santos | Educar o Sonho

#educarosonho #desportodeformação #ética #respeito #fairplay #paisdeatletas #desporto #formação #valores #arbitragem
 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

A época começa. E o exemplo também.

Há um momento, todos os anos, em que o desporto de formação recomeça. Reabrem-se portas, enchem-se balneários, reaparecem equipamentos, horários, treinos e jogos. E milhares de crianças voltam a entrar num campo, num pavilhão, numa piscina, numa pista ou num tatami.

Algumas chegam com o sonho de serem campeãs. Outras querem simplesmente estar com os amigos. Muitas nem sequer sabem ainda o que procuram.

Mas todas vão aprender alguma coisa. A questão é saber o quê.

Uma nova época não começa apenas com uma inscrição, um calendário ou o primeiro treino. Começa também com os exemplos que os adultos vão dar. E aqui está uma responsabilidade que não podemos continuar a ignorar.

Um clube é muito mais do que o lugar onde se pratica uma modalidade. Em muitas comunidades, é uma das instituições com maior valor social. É espaço de encontro, pertença, integração e aprendizagem. Junta gerações, cria amizades, combate o isolamento e ajuda a formar cidadãos.

E grande parte deste trabalho acontece graças a pessoas que quase nunca aparecem nas fotografias. Dirigentes voluntários que saem do trabalho e vão para o clube. Pessoas que passam horas a tratar de inscrições, equipamentos, transportes, instalações, seguros, calendários e problemas que ninguém vê. Treinadores que dedicam muito mais tempo do que aquele que aparece no horário do treino. Famílias que fazem quilómetros para que os filhos possam praticar uma modalidade.

É um trabalho exigente. Muitas vezes ingrato. Quase sempre feito por paixão. Merece reconhecimento.

Mas merece também uma pergunta: que responsabilidade temos todos quando colocamos uma criança dentro de um clube?

Os pais não precisam de ser treinadores. Não precisam de conhecer táticas, discutir convocatórias ou explicar ao árbitro como deveria ter decidido. Precisam de ser pais. Estar. Apoiar. Incentivar. Acompanhar. E, sobretudo, deixar os filhos desfrutar.

Talvez uma das perguntas mais importantes depois de um jogo não seja «quanto ficou?», mas simplesmente:

«Divertiste-te?»

Porque uma criança que começa a acreditar que o amor dos pais depende do resultado começa, pouco a pouco, a deixar de jogar para si e passa a jogar para corresponder às expectativas dos outros.



E o desporto deixa de ser descoberta para se transformar em obrigação.

É aqui que entram valores que parecem simples, mas que se tornaram extraordinariamente difíceis de praticar: respeito, lealdade e verdade.

Respeitar quando se ganha.
Respeitar quando se perde.
Reconhecer o mérito do adversário.
Aceitar que o árbitro pode errar.
Assumir os próprios erros.
Não procurar sempre um culpado.

Parece básico. E, no entanto, basta olhar para o desporto profissional, particularmente para o futebol, para perceber a dimensão da contradição.

Queremos que as crianças respeitem os árbitros, mas mostramos-lhes adultos a pressioná-los. Queremos que saibam perder, mas ouvimo-los justificar todas as derrotas. Queremos que respeitem o adversário, mas assistimos a treinadores, dirigentes e outros agentes a transformar cada jogo numa batalha verbal. Queremos que sejam leais, mas ensinamo-las, demasiadas vezes, que a verdade é relativa quando está em causa uma vitória.

O desporto profissional, em particular o futebol, tem uma responsabilidade que não pode ser esquecida: é observado por quem ainda está a aprender. Cada declaração, cada gesto, cada conflito e cada exemplo chega às crianças através da televisão, das redes sociais ou das conversas em casa. Não podemos pedir aos jovens aquilo que os adultos não estão dispostos a cumprir.

Esta talvez seja uma das maiores fragilidades do nosso discurso sobre ética no desporto: falamos muito às crianças sobre valores e demasiado pouco aos adultos sobre o exemplo.

Porque as crianças não aprendem ética apenas quando lhes explicamos o que é certo.

Aprendem-na, sobretudo, quando nos veem fazer. Por isso, o início de uma nova época pode ser também um momento para começarmos de novo.

Para os clubes, uma oportunidade de reafirmarem a sua dimensão educativa. Para os treinadores, a consciência de que cada treino é também uma aula de vida. Para os pais, a coragem de apoiar sem pressionar. Para os dirigentes, a responsabilidade de liderar pelo exemplo. E para todos nós, a obrigação de perceber que o resultado de um jogo termina quando o árbitro apita.

A formação de uma criança não. No fim da época, haverá campeões, medalhas, classificações e vencedores.

Mas haverá também crianças que terão aprendido a respeitar, a cooperar, a lidar com a frustração, a reconhecer o mérito dos outros, a ganhar com humildade e a perder com dignidade.

E talvez seja esse o verdadeiro campeonato que todos deveríamos querer ganhar.

Porque o maior resultado do desporto não aparece numa tabela classificativa.

Fica numa pessoa.

 

Que seja, para todos, uma excelente época desportiva. Mas, acima de tudo, uma época de que possamos ter orgulho naquilo que ajudámos a formar.



Vitor Santos | Embaixador do PNED


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

O potencial não nasce no mesmo dia para todos.

O número que mais influencia a forma como avaliamos uma criança ou um jovem no desporto é, muitas vezes, o mais enganador: a idade.
Dois atletas nascidos no mesmo ano civil podem apresentar diferenças biológicas enormes. Um pode já ter passado pelo pico de crescimento da adolescência, enquanto o outro ainda nem começou essa fase.
Dentro de campo, do pavilhão, da pista ou da piscina, essa diferença parece talento.
Mas, muitas vezes, não é talento. É maturação.
Quem amadurece mais cedo tende a ser mais forte, mais rápido e mais dominante fisicamente. É escolhido primeiro, recebe mais minutos de jogo, mais elogios e, frequentemente, mais oportunidades.
Quem amadurece mais tarde, apesar de trabalhar, aprender e evoluir da mesma forma, acaba por ser comparado com corpos que ainda não são o seu. Muitas vezes, é colocado em segundo plano ou simplesmente deixa de ter oportunidades.
No entanto, nenhuma destas realidades permite prever, com confiança, quem será o melhor atleta aos 20 anos.
É por isso que utilizar apenas a idade cronológica para tomar decisões na formação é um erro.
A idade diz-nos apenas quando um atleta nasceu. Não nos diz quem ele ou ela se está a tornar.
Quando confundimos maturação biológica com talento, estamos, muitas vezes, a selecionar quem cresceu primeiro e não quem tem maior potencial.
Esta é uma reflexão que merece ser aprofundada por pais, treinadores, clubes e dirigentes. Não para procurar uma perfeição impossível, mas para criar contextos mais justos, mais humanos e mais inteligentes.
Porque cada criança e cada jovem têm o seu próprio ritmo de desenvolvimento.
E esse ritmo deve ser respeitado.
Há outro dado que nos deve fazer pensar.
Muitos atletas que parecem imparáveis aos 12 anos deixam de praticar desporto poucos anos depois. E muitos dos atletas que hoje competem ao mais alto nível nem sequer eram considerados os melhores da sua geração.
O sucesso precoce não garante uma carreira de sucesso.
Tal como um desenvolvimento mais lento não significa falta de talento.
Se projetarmos esta realidade entre os 8 e os 24 anos, percebemos como é perigoso fazer previsões demasiado cedo.
O papel da formação não é encontrar vencedores aos 10 ou aos 12 anos.
É ajudar crianças e jovens a apaixonarem-se pelo desporto, a crescerem ao seu ritmo, a desenvolverem competências e a permanecerem ativos durante muitos anos.
Por isso, talvez seja tempo de reduzirmos a pressão. De deixarmos as crianças brincar mais. De compreendermos que brincar também é aprender.
E de aceitarmos que crescer depressa não significa, necessariamente, chegar mais longe.
Porque o verdadeiro talento não tem pressa.
Tem tempo para crescer.

E se o talento do futuro estiver hoje sentado no banco?

Há crianças que nascem em janeiro.
Outras nascem em dezembro.
A diferença são apenas alguns meses.
Mas, no desporto de formação, esses meses podem transformar-se em mais força, mais velocidade, mais oportunidades... e, muitas vezes, em mais elogios.
Enquanto isso, quem amadurece mais tarde pode ouvir que "não tem nível", jogar menos, perder confiança... e até abandonar o desporto.
O problema não é a data de nascimento.
O problema é quando confundimos desenvolvimento com talento.
Nenhuma criança escolhe o mês em que nasce.
Mas todos nós escolhemos a forma como a avaliamos.
O verdadeiro desafio de um treinador não é descobrir quem é melhor aos 10 ou 12 anos.
É conseguir reconhecer quem poderá ser extraordinário aos 18, aos 20 ou aos 25.
Porque o talento não tem calendário.
Não cresce ao mesmo ritmo.
E não se mede pelo trimestre em que alguém nasceu.
Que estas imagens nos recordem uma verdade simples:
O nosso papel não é selecionar os que crescem primeiro. É desenvolver o potencial de todos.



Vitor Santos | Educar o Sonho

Mais atletas. Mas estaremos a formar melhores pessoas?

 O desporto federado em Portugal atingiu um máximo histórico em 2025.

Mais de 860 mil praticantes, um aumento de 16.700 atletas face ao ano anterior, um crescimento de 33% na participação de pessoas com deficiência e quase 10 mil novos títulos profissionais emitidos.
São números que merecem ser celebrados.
Há uma pergunta ainda mais importante.
Não é apenas quantos entram no desporto. É quantos permanecem.
Não basta aumentar o número de praticantes. É fundamental garantir que as crianças e os jovens continuam a praticar porque são felizes, porque aprendem, porque se sentem valorizados e porque encontram no desporto um espaço de crescimento.
De pouco serve bater recordes de inscrições se continuarmos a perder demasiados jovens devido à pressão excessiva, à obsessão pelos resultados, à especialização precoce ou à falta de ambientes verdadeiramente educativos.
O crescimento do desporto deve ser acompanhado pelo crescimento da sua qualidade humana.
Precisamos de treinadores que eduquem antes de querer vencer.
De dirigentes que coloquem as crianças e os jovens no centro das decisões.
De pais que apoiem sem pressionar.
De clubes onde o sucesso não se mede apenas pelas medalhas ou pelas vitórias, mas também pelo número de atletas que, anos mais tarde, continuam a amar o desporto.


O aumento da participação de pessoas com deficiência é um excelente sinal. Mostra que o desporto está a tornar-se mais inclusivo e acessível. Esse é o caminho que devemos continuar a seguir.
Porque o verdadeiro sucesso não está apenas em termos mais atletas.
Está em formar melhores pessoas através do desporto.
Essa será sempre a maior vitória.
E tu, acreditas que o sucesso do desporto deve ser medido apenas pelos números ou, sobretudo, pelo impacto que tem na vida das crianças e dos jovens?

Vitor Santos | Educar o sonho

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26 de agosto - Dia Internacional da Igualdade Feminina

Se ele não deixa, ela abandona? Há uma pergunta que não devíamos ter de fazer em pleno século XXI: pode uma jovem abandonar o desporto por...