terça-feira, 19 de dezembro de 2023

"A É𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐨: complemento à formação do jovem". ⚽️⚽️


 22 de dezembro de 2023 | 19:15h | Auditório do IPV

Organização: Sport Viseu Benfica

QUANDO UMA ATITUDE VENCE UM JOGO ! 👏👏👏👏👏

Sábado, 16.dezembro.2023
Pavilhão Municipal da Mealhada
Jogo de Hóquei em Patins
Sub-17
HC MEALHADA x ACADÉMICA
O lance explica-se em poucas palavras:
Numa disputa de bola entre dois jogadores adversários, O árbitro interrompe a partida, e decide mostrar cartão azul ao atleta da Académica.
Imediatamente o jogador do HC Mealhada dirige-se ao árbitro e alerta-o para a injustiça dessa decisão não concordando com o cartão azul mostrado ao seu adversário.
Após isso o árbitro retira o cartão mostrado, o jogador da Académica volta ao ringue e o jogo prossegue.
O tempo e a distância o dirão, mas daqui a uns tempos poucos se lembrarão do resultado deste jogo, mas todos se recordarão da atitude deste atleta.
PARABÉNS TOMÁS COSTA
ÉS UM VERDADEIRO CAMPEÃO !


Treinador do Real Madrid #educarosonho #deixajogar #ética #comportamento

Nem precisamos de comentários e/ou legendas. É só olhar para o rosto destas crianças de 10 anos perante um discurso completamente despropositado para estas idades. Onde fica a paixão de jogar futebol? Um dia mau de um treinador do Real Madrid?!
"O impacto do treinador é de tal modo importante que a sua atitude e comportamento pode ter consequências negativas ao nível do auto-conceito ou auto-estima, de forma tão intensa como, no sentido positivo, é determinante o bom treinador! "




Jogo de iniciados | ESPANHA

Nunca se passa nada....! (dizem eles)
Jogo de iniciados (14-15 anos) e os pais envolvem-se em agressões.
"Os pais e as mães - que normalmente iniciam e lideram estas discussões - é que estão a transformar o que devia ser uma etapa de formação de personalidade em algo que um dia pode acabar em tragédia”. Envergonham os filhos.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

CAMPEÃO da prova

A Maratona de Málaga, corrida este domingo, ficou marcada por um gesto nobre de Ricardo Rosado, que foi o melhor atleta espanhol na prova.
Prestes a cortar a meta, chegando na sexta posição, Rosado apercebeu-se de que o atleta à sua frente estava em grandes dificuldades. Em vez de o ultrapassar, Rosado abrandou e ajudou o queniano Evans Kimtai Kiprono a cruzar a linha de meta.
Detalhe importante: só havia prémio monetário para os cinco primeiros classificados – e o espanhol abdicou disso. Pode não ter vencido a prova, mas foi o campeão do dia, em Málaga.
A organização, de resto, decidiu premiar o gesto de Ricardo Rosado, atribuindo-lhe o mesmo prémio do quinto classificado. Isso, além do reconhecimento do público presente que o brindou com palmas intermináveis.



terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Ausência de valores no desporto de formação

 
Em todo o processo formativo dos jovens jogadores, para além dos conteúdos, conhecimento ou comportamento, é fundamental a relação que se estabelece entre o atleta e o treinador. Na verdade, o treinador necessita de fomentar essa relação e o jovem jogador necessita de acreditar na mensagem do seu treinador.
Todos gostamos de ganhar. Como poderia deixar de ser? Mas as crianças e os jovens gostam de aprender. Aprender a fazer as coisas bem, para serem melhores quando forem grandes. O processo é de complexidade crescente. Não podemos querer que aos 9 anos se proceda como aos 17.
Sabemos que não é fácil dar as mesmas oportunidades a todos. Os dirigentes são exigentes. Esperam vitórias, para ontem, dos treinadores, o que é difícil de conciliar com o desejo de cada um dos atletas, que é entrar e jogar.
É injusto e desigual um desporto que só se afirma na glória de uns (os vencedores) e na desvalorização de outros (os vencidos). Quando os motivos principais que levam os mais jovens a fazerem desporto deveriam ser bem outros: aprender, saber fazer, desenvolver capacidades, saber ser e saber estar. Preparando o amanhã.
Em vez de se encorajar para a vitória, esta é tomada como a condição de tudo o mais. Como o objetivo absoluto. Criam-se as circunstâncias para que seja atingida à custa de outros valores e motivos de participação, que não são estimulados: o esforço, o empenhamento, a alegria e o prazer. Despreza-se a importância de fazer coisas bem feitas, de aprender coisas novas (as habilidades, as técnicas, as formas de entender o jogo e de o jogar), de fazer outros amigos e de ter novos companheiros. 

Muitos sentem-se fora deste processo, excluídos. Por uma lógica de desporto que só valoriza a vitória, que faz da competição o centro de tudo, o foco de todo o trabalho, da preparação e que cria conflitos. Gostar de competir, gostar de ganhar tem o seu lugar, mas o desporto não se limita a esta ideia, estes princípios, estes valores. Ou melhor, à ausência deles.
Deixem as crianças e os adolescentes aprenderem a ser adultos, devagar. Deem-lhes espaço, autonomia, tempo e todas as condições que lhes permitam ser, estar, descobrir e experimentar. Jogando. Sem pressas de serem grandes num mundo tornado hostil. Jovens que já não têm tempo. Não repliquem os modelos dos adultos nos treinos e competições de iniciação e formação.

Dizem que os bons treinadores são os que chegam às vitórias. Não aqueles que se empenham em criar uma escola, uma vivência mais humana do desporto, em que os jogadores, mais que o objeto, são o centro da atividade. Esta deve ser a primeira e a última razão de ser do desporto. E por esse facto, os treinadores são os garantes de um desporto novo. Um novo desporto, no futuro, renovado, mais à nossa dimensão, mais humano. Um novo desporto justificado não apenas pela transmissão de uma cultura, o seu desenvolvimento, a busca de resultados e o progresso, mas também, e sobretudo, por valores pedagógicos e morais. Os mesmos valores que estiveram no ato da criação do desporto que temos. Agora menos visíveis, a exigir reflexão…

Porque são os “treinadores do ano” escolhidos entre os mais bem sucedidos, os que obtêm resultados? E não entre aqueles que constituem modelos de referência, de responsabilidade pedagógica e moral?
Porque é que o sucesso como treinador de jovens (os critérios que determinam a avaliação de competência) depende mais dos resultados obtidos no presente e menos do número de desportistas que ajudam a formar e que atingem os estágios mais avançados da preparação desportiva, no desporto de alto nível?

As crianças e os jovens, em vez de serem encorajados a fazerem o seu melhor e serem compensados por o terem feito, são excluídos por não terem capacidades para o imediato. São excluídos de participarem naquilo que mais gostam. E acabam por abdicar do que os faz estar no desporto, numa equipa. Como poder só treinar, sem jogar? Como poder jogar só para o resultado? Qual o interesse, o sentido, de um desporto como este (se é que de desporto se trata)?

A vitória é o importante, e só têm reconhecimento os que dela participam. Está tudo errado quando assim é. Se a isto juntarmos a interferência dos pais durante os treinos e jogos (que é por norma bem mais negativa que produtiva), é assim o tipo de competição que temos nestes escalões e que  está a matá-los.
Não admira que os comportamentos destas crianças e destes jovens sejam desviantes e agressivos.

Não compliquem, deixem as crianças fazer aquilo de que eles gostam. Deixem-nas jogar!

Feliz Natal.

#educarosonho 


Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...