segunda-feira, 15 de abril de 2019

Pais e filhos juntos é o MELHOR

Nos tempos que correm, a participação dos pais nas atividades dos filhos é frequente e salutar. Esta participação é feita a todos os níveis: escolar, social, desportiva ou lúdico. Para isso devem tanto os pais como os filhos sentir-se agradados com a presença de ambos e não serem motivos de «stress».
A verdade é que, na maior parte das vezes, os pais não estão preparados para serem pais de atletas. A vida altera-se quando o filho entra no desporto e muita da rotina familiar é feita em função dos horários desportivos do filho. Deve-se ainda acrescentar que os fins-de-semana são também condicionados pela participação do filho na competição. Daí inúmeras vezes os pais se indignarem pela pouca ou nenhuma utilização do filho no jogo. O «stress» a que se sujeitam e para o qual não estavam minimamente educados é frequentemente causador de conflitos. Os clubes têm de entender e preparar-se para estas situações.
A maioria dos conflitos entre pais e treinadores diz respeito ao tempo de jogo que o filho tem ou o facto de não ser convocado. É das situações mais difíceis de gerir pelo treinador. O jogo é sempre a parte visível e aquela a que os pais dão importância. Relevam os treinos quando estes são muito mais importantes, por serem preparados especificamente para o grupo, para a evolução individual e dinâmica do grupo.
Devem os pais incentivar os filhos a dedicarem-se, a superarem-se. Devem conhecer o projeto do clube, bem como os recursos físicos e humanos para que possam fazer a melhor escolha. Não devem alimentar facilitismos e andar sempre a mudar de clube quando este lhes cria ilusões que depois não se concretizam.
Sem se aperceberem, não raramente os pais são uma fonte enorme de pressão para os jovens atletas ao quererem sempre que os filhos tenham um bom comportamento e sejam o seu próprio prolongamento. Quando isto acontece, os pais usam os filhos como troféus para se valorizarem a si mesmos. Temos então pais «vitoriosos» e «derrotados», com todas as consequências negativas que esta pressão pode causar nos filhos. São derrotas e vitórias por procuração, procuração essa que ninguém lhes solicitou, ninguém lhes concedeu e que a ninguém beneficia.
Os pais têm ambições para os seus filhos, mas devem aceitar o facto de não poderem definir todos os aspetos da sua vida eternamente. Como queremos que um treinador fale aos atletas de espírito desportivo, superação e mérito, se são os próprios pais os primeiros a desrespeitar estes valores?
«Estes pais deixam de ser buscadores de sonhos para serem assassinos de sonhos», Hernâni Carvalho
Temos de, uma vez por todas, envolver os pais na realidade dos clubes, fazendo-os perceber a dinâmica dessa organização, para que possam colaborar na prática desportiva de uma forma mais assertiva.
Existirá sempre nesta prática o perigo de um envolvimento abusivo, que pode resultar em conflitos e destabilização quer do filho, quer da equipa. A participação já existe e sem muitas regras. Os pais assumiram a «gestão» da formação dos clubes, porque estes faliram e se desinteressaram dessa atividade. É consensual que o entendimento e a comunicação entre clube, pais e atletas é um benefício acrescido na formação pessoal, desportiva e social dos jovens.
Felizmente começam a proliferar bons exemplos. Os pais começam a ser «polícias» de outros pais e os treinadores com agenda própria reduzem-se a meia dúzia de clubes sem projeto. Os diretores já começam a perceber onde começa e acaba a sua função diretiva. Os clubes já começam a promover uma participação positiva com a integração da família no contexto desportivo do filho.
Comunicar, com respeito, é sempre a melhor solução e teremos pais 5 estrelas.

Desenho de Paulo Medeiros


domingo, 24 de fevereiro de 2019

Carta do Tiago a seu pai


Escola de pais

Colóquio : Escola Pais Parceiros | nutra-se, mentalize-se e eduque com Ética
Foi com satisfação que participei em mais uma ação que visa a alteração comportamental dos adultos na prática desportiva das crianças e jovens.
Partilhei as minhas experiências e os conhecimentos adquiridos ao longo desta caminhada de sensibilização, salientando que no desporto não vale tudo para se ganhar.
Contactei com a realidade do Sport Clube União Torreense, mais diretamente com a área da formação, e tive um sentimento bom, de que estava perante um clube que tem uma valiosa história e um futuro auspicioso que está a ser preparado com imensa competência. «Um século de história, um futuro de glória», como afirma, e muito bem, o seu lema. A Escola de Pais é uma iniciativa pioneira que deve ser conhecida por todos vós. De certeza que é a primeira de muitas. Estou seguro de que vai ser «copiada» por outros clubes, pois uma ideia excelente é, e deve ser mesmo, replicada.
Fui recebido por uma plateia maioritariamente constituída por pais atentos e recetivos a melhorar, ainda mais, a sua forma de ser e estar no desporto junto com os filhos. Reconhecer quem se disponibiliza a aprender mais, independente da idade ou estatuto social, é sempre reconfortante para quem prepara e apresenta as suas ideias. Obrigado pela vossa presença.
Pela iniciativa, estão de parabéns o Torreense, na pessoa do seu presidente Mário Miranda, o Fernando Agostinho, diretor do futebol formação & entidade formadora, e toda a estrutura.
Aos meus parceiros de mesa Pedro Almeida (Sport Lisboa e Benfica) e Rui Moura (Sport Clube União Torreense), um agradecimento especial pelo privilégio de ter alinhado na vossa equipa. 
Estes momentos proporcionam-nos, ainda, o conhecimento de novas regiões e Torres Vedras, onde o Carnaval já se festeja, foi uma agradável surpresa pela dinâmica que transparece a olho nu.
O Sport Clube União Torreense tem um novo adepto. Obrigado!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Testemunho da Vereadora do Desporto da C M de Viseu


"Na vida valorizo acima de tudo o FairPlay. Em Viseu a marca que quero deixar no desporto e na educação é a do respeito e da competição justa Esse trabalho é facilitado com a ajuda e mestria do Vítor Santos, mais que um embaixador, um justiceiro dos valores e da ética. Com ele estamos mais perto de os nossos jovens conseguirem ser aguerridos sem serem beligerantes."

Cristina Brasete
Vereadora da Educação e do Desporto
Município de Viseu


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Embaixador para a Ética no Desporto | PNED

Vítor Santos foi nomeado Embaixador para a Ética no Desporto. A notícia foi confirmada no último fim de semana, numa tertúlia organizada pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) em Viseu, pela diretora regional do Centro da instituição, Catarina Durão.
Em comunicado, o IPDJ refere que o novo responsável aceitou o convite por parte do coordenador do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), José Carlos Lima.
O PNED é uma iniciativa governamental coordenada pelo IPDJ, que tem como objetivo divulgar e promover a vivência dos valores éticos inerentes à prática desportiva como a verdade, o respeito, a responsabilidade, a amizade, a cooperação, entre muitos outros.
Vítor Santos já assegurou que irá comprometer-se a “participar ativamente na persecução dos desígnios do Programa Nacional de Ética no Desporto, com todos os seus intervenientes, designadamente na promoção e vivência dos valores no desporto que promete defender em todas as situações em que participar, a nível profissional e como cidadão”.
O viseense é visto como um homem experiente nesta matéria. Técnico superior do Politécnico de Viseu, foi treinador de futebol de diversos escalões, incluindo infantis e juniores, no Académico de Viseu e no Sport Viseu e Benfica e autor de livros como “Educar o sonho: ética e envolvimento parental na prática desportiva”, lançado este ano.
Foi ainda membro efetivo do Observatório Municipal de Desporto de Viseu e palestrante nas matérias da ética no desporto e da participação dos pais nas atividades desportiva dos filhos a nível nacional e internacional, bem como colaborador na imprensa regional e em plataformas de desporto e ética.
Dentro destas atividades, Vítor Santos escreve uma coluna mensal para a edição impressa do Jornal do Centro.

#educarosonho

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...