segunda-feira, 10 de julho de 2023
Educar o sonho: época 2022/2023
quarta-feira, 5 de julho de 2023
Os atletas não são pastilhas elásticas!
Mais uma época findada. Uma nova época se prepara. Podíamos dizer que este é um tempo de reflexão sobre a forma como nos comportámos e estivemos no desporto, em particular na formação. Mas não o fazemos.
A verdade é que continuaram a
proliferar os conflitos entre familiares de atletas, as agressões e insultos a
árbitros jovens e casos de atletas menores a seguirem o mau exemplo que trazem
de casa e/ou que apreendem no desporto sénior.
Alguns agentes desportivos e
clubes continuaram a vangloriar campeonatos e “campeões” de sub‑10 ou sub‑11.
Estamos todos errados, à exceção destes “catedráticos” da prática desportiva de
crianças e jovens?!
No processo de formação
desportiva, um jovem bem-sucedido é aquele que consegue desenvolver a sua
capacidade física, cognitiva e social, mesmo que nunca se torne um atleta
profissional.
Iniciar desportivamente uma
criança no futebol não significa apenas ensiná-la a rematar, a fazer golos e a
correr. Significa incentivá-la a saber trabalhar em equipa, ter disciplina,
conhecer as regras do jogo e respeitá-las. Além de ensinar conceitos sobre o
jogo, a prática do futebol prepara-a para a vida.
Por outro lado, comportamentos
inadequados por parte de adultos podem dificultar o desenvolvimento do jovem. A
ambição de estar sempre entre os melhores é um desejo que se apresenta
precocemente para muitos destes jovens e este sentimento pode criar uma
expectativa irreal e transformar-se futuramente numa fonte de pressão.
Continuam as abordagens agressivas e a manipulação sobre os
jovens e os seus pais para mudarem de clube. Os pais, aqui sim, têm um papel
importantíssimo. Cumpre-lhes avaliar as situações e ajudar os filhos na escolha
a fazer. Não se devem deixar iludir ou buscar o sucesso imediato em troca da
felicidade dos filhos. Os atletas não são pastilhas elásticas!
O futebol não é apenas competição, é um desporto que
possibilita o crescimento psicossocial da criança e, por consequência, de todos
os que a rodeiam.
Ganhar implica um bom resultado
desportivo. Não tem mal nisto. Não saber ganhar, desrespeitar o adversário e valorizar
a competição só quando se vence não é sério. Infelizmente, o futebol
profissional continua a dar-nos estes péssimos exemplos.
A hegemonia de que tanto se fala
é o poder. E o que se faz com o poder em Portugal não tem sido nada que nos
orgulhe. Quando estão em causa os “3
grandes”, todos os argumentos servem para os adeptos defenderem o indefensável.
Quando é o clube da sua terra… são tão exigentes a pedir explicações e entendidos
em todas as matérias. Não faz é sentido os clubes de Lisboa e Porto serem vistos
como bons exemplos de gestão desportiva e financeira!
As competições têm de ser
atrativas e o mais equilibradas possível. A clubite nas modalidades “amadoras”,
que antes era pontual, está a contagiar o desporto em geral. Os atletas e treinadores
destas modalidades têm uma responsabilidade acrescida em não permitir que esta
“praga” se propague.
terça-feira, 27 de junho de 2023
quarta-feira, 21 de junho de 2023
𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬
segunda-feira, 19 de junho de 2023
Ética desportiva nas seleções jovens
…na qualidade de Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto dinamizei, no passado sábado, uma ação para Pais e atletas da seleção Sub-14 de Futebol Masculina da Associação de Futebol da Guarda.
quinta-feira, 15 de junho de 2023
ESPAÇO SELEÇÃO JOVEM
O espaço das seleções
distritais é sempre um momento marcante para todos os jovens atletas. Não é
garantia de nada, mas mais um indicador para o desenvolvimento desportivo do
atleta. A mudança de contexto desportivo também é muito importante. Muitos
jovens vão ter menos sucesso do que estão habituados a ter nos seus clubes. E
vice-versa. A forma como lidam com os resultados é sempre um fator a ter em
conta.
Participei nos Jogos
Juvenis Nacionais (atualmente Torneio Lopes da Silva), que se realizaram em
Santarém, em representação da seleção distrital de Viseu. É um momento que
fica registado pelas vivências desportiva, social e cultural. Os tempos são
muito diferentes, mas a força do desporto é a mesma. Desta equipa, devo ter sido
o primeiro a ser descartado como futuro jogador de futebol. João Manuel e
Marito foram os que alcançaram o profissionalismo. O jovem Paulo Paraty foi um
dos árbitros.
Não tínhamos os pais por
perto. Não temos fotos para recordar. Os campos eram pelados. A amizade
perdura e ainda hoje recordamos histórias desse tempo. O espírito de grupo
daqueles meninos “sozinhos” no Ribatejo foi de atleta.
Hoje os jovens têm
melhores condições e um apoio técnico e parental muito maior. Para que o jovem
atleta possa progredir e desenvolver-se para chegar ao alto rendimento, é
primordial que estabeleça uma boa relação quer com os treinadores quer com os
pais. No entanto, é essencial que treinadores e pais não ocupem campos e
funções uns dos outros.
As duas relações, com
treinadores e com pais, que convergem no jogador são fundamentalmente
diferentes, na sua função e na sua natureza e o jogador precisa que ambas
estejam em harmonia e equilíbrio. Completam-se.
A função parental é, em
grande parte, fazer com que o seu filho se desenvolva e se autonomize. No
espaço seleção, o apoio emocional e o conforto são fundamentais. O grau de
dificuldade pode ser maior e traz mais insucesso. É importante ter presente,
também, que os sucessos excecionais nestas idades não são garantia de sucesso a
longo prazo e de que essas crianças e jovens venham a ser campeões na idade
adulta.
Os técnicos das seleções
das associações já desenvolvem atitudes saudáveis perante a vitória e a
derrota, garantindo que estas são encaradas como "faces distintas da mesma
moeda”, fundamentalmente através do recurso a duas mensagens: "ganhar
não é tudo nem a única coisa" e "perder não constitui
obrigatoriamente um fracasso".
As seleções contribuem
para o desenvolvimento global e harmonioso dos jovens, nas facetas física,
intelectual, emocional e social, assim como para a sua formação cívica. Não
podem ser só um espaço de deteção de talento ou potencial seja o que quer que
isto queira dizer. Não existe um instrumento que meça talento/potencial.
Existem muitos jovens em que se prognosticou a excelência desportiva, e que,
por motivos vários, não o confirmaram no escalão superior.
A todos os jovens que
integram as seleções e seus pais fica a dica: divirtam-se. Desfrutem de todos
os momentos desportivos e sociais. São momentos que podem e devem ficar para a
vossa história como uma excelente e rica memória.
quarta-feira, 14 de junho de 2023
Ação de Formação - É𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗮
Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância
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Nos dias de hoje, cada vez mais são as mães a acompanharem os filhos na prática desportiva. Nos jogos essa presença é partilhada com o pai, ...
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