terça-feira, 23 de novembro de 2021

Educar o Sonho por Nogueira do Cravo

Nem sabem a sorte que tenho por poder estar presente, por este país, a partilhar muito do meu trabalho e da minha história.
Sábado passado pude estar presente para uma palestra sobre a participação dos pais na prática desportiva na Casa do Povo de Nogueira do Cravo. Foi um gosto enorme estar com a ADNogueirense. Aos dirigentes do clube, da Casa do Povo e ao Vereador do Desporto da C M Oliveira de Hospital um enorme obrigado pela vossa receção e as palavras que me dirigiam.
Cada vez mais acredito no que o desporto nos dá e que nós desperdiçamos por egoísmo e desconhecimento. Eu estou e serei grato ao desporto pelo muito que me tem dado e de que esta sessão foi mais um exemplo enriquecedor em termos pessoais, desportivos e sociais.
Um agradecimento especial ao Rui Fernandes Chalana pela amizade e ser um dos “amplificadores” do meu trabalho e ao atleta/artesão Zé Pelota pela oferta de uma excelente peça de sua autoria.
Obrigado pela confiança.




 

Afinal é possível!

Durante o Friburgo-Frankfurt, para a Bundesliga, Vincenzo Grifo, avançado italiano do Friburgo, de pronto se dirigiu ao árbitro da partida e foi ele próprio a dizer que não havia motivos para que fosse assinalado penálti.

#educarosonho
#fairplay
#etica
#respeito


 

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Ser ATLETA - TENACIDADE

 Os pais bem informados sabem da importância de que se reveste para o desenvolvimento dos seus filhos a prática desportiva. No entanto, sentem por vezes dificuldades em escolher a modalidade concreta para essa prática.

A escolha da modalidade a praticar pelos filhos deve ser feita pelo gosto que a criança tem por esse desporto. A paixão é importante. No entanto todos devemos ajudar na escolha da modalidade, porque têm especificidades diferentes, mas deixar que seja a criança/jovem a decidir por si mesmo qual a modalidade que quer praticar. Poderá mesmo experimentar várias.

Se o “desporto de rua” uma prática espontânea entre crianças da mesma zona desapareceu o aparecimento de centros/escolas para o ensino organizado da prática desportiva cresceu e hoje a oferta é mais variada e com qualidade. No entanto as crianças são capazes de organizar competições e já sabem quem são os melhores (quando escolhem as equipas, os primeiros a serem escolhidos são sempre os melhores) e não precisam da competição tão formal para o saber. Neste contexto do jogo infantil, a competição tem um alcance formativo, por quanto são as próprias a valorizar o que se é capaz de fazer e não quem ganha. O processo é sempre mais importante que o resultado. É ao desporto federado que cabe proceder a transformações profundas que permitam corrigir erros que vêm sendo praticados com crianças, em particular, com menos de 12 anos.

O foco é a retoma desportiva e o fundamental é trabalhar o processo/tarefa e relevar o resultado/classificação.

A prática desportiva tem uma influência favorável sobre o organismo em crescimento. É indispensável durante a infância e adolescência, de modo assegurar um desenvolvimento saudável.

Num estudo[1] realizado a propósito do confinamento, a que todos fomos sujeitos, foram identificados, imediatamente, fatores de risco para jovens atletas: Isolamento social; Diminuição da atividade física; Rotinas alteradas ou inexistentes; Incerteza; Stress familiar (económico?!) e sem a oportunidade de competir.

E concluiu-se que quem é praticante desportivo superou melhor o confinamento. Porquê? Porque desporto é superação. Desportistas são resilientes. A paixão; A tenacidade: Capacidade de responder a situações difíceis e de lidar com a adversidade (Capacidade de adaptação); Exercício físico (mesmo que limitado); Alimentação mais cuidada; Sobrepor o coletivo ao individual; Espírito de sacrifício; entreajuda; solidariedade; A equipa funcionou como rede/suporte e mantiveram-se contactos (via novas tecnologias) com colegas e treinadores.

O professor Jorge Silvério explica na perfeição estes resultados através da tenacidade:

 

Quando as crianças praticam uma atividade desportiva, o seu organismo adapta-se ao esforço. Estas adaptações manifestam-se ao nível do sistema cardiorrespiratório e muscular. O sistema cardiorrespiratório não se desenvolve na mesma maneira no caso das crianças que treinam regularmente e no caso de crianças sedentárias. Esta diferença traduz-se entre outras, por diferenças relativas às capacidades funcionais.

As crianças e os jovens têm necessidade de muito movimento para que o seu organismo se desenvolva harmoniosamente. Deste modo a prática de atividades físicas e desportivas deve ser encorajada e explicada aos pais.

Perante tudo isto só resta aconselhar para que a criança pratique desporto. Tão só, e somente isto!

@educarosonho

    



[1] Estudo coordenado pela Doutora Liliana Pitacho

 

Cartão Branco para treinadores do Grupo Desportivo de Mangualde

A equipa técnica do Grupo Desportivo de Mangualde recebeu hoje o Cartão Branco, no jogo a contar para o Campeonato Distrital de Sub15 frente ao Silgueiros, da Associação de Futebol de Viseu.

Apercebendo-se que o adversário iria iniciar o encontro com apenas 10 jogadores, os treinadores Marco Amaral e João Costa, decidiram retirar também um jogador de campo, permitindo desta forma que o jogo se realizasse com 10 jogadores para cada lado.

"𝘈 𝘱𝘳𝘪𝘯𝘤𝘪𝘱𝘢𝘭 𝘧𝘶𝘯çã𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮 𝘵𝘳𝘦𝘪𝘯𝘢𝘥𝘰𝘳 𝘥𝘢 𝘧𝘰𝘳𝘮𝘢çã𝘰 é 𝘱𝘰𝘵𝘦𝘯𝘤𝘪𝘢𝘳 𝘰 𝘢𝘵𝘭𝘦𝘵𝘢 𝘦 𝘯ã𝘰 𝘷𝘦𝘯𝘤𝘦𝘳 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘷𝘦𝘻𝘦𝘴. 𝘌𝘴𝘵𝘦 𝘥𝘦𝘴𝘦𝘮𝘱𝘦𝘯𝘩𝘰 𝘵𝘦𝘮 𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘦𝘯𝘲𝘶𝘢𝘥𝘳𝘢𝘥𝘰 𝘯𝘢 𝘧𝘪𝘭𝘰𝘴𝘰𝘧𝘪𝘢 𝘥𝘰 𝘤𝘭𝘶𝘣𝘦 𝘦 𝘤𝘰𝘰𝘳𝘥𝘦𝘯𝘢𝘥𝘰 𝘱𝘰𝘳 𝘲𝘶𝘦𝘮 𝘵𝘦𝘮 𝘦𝘴𝘴𝘢 𝘳𝘦𝘴𝘱𝘰𝘯𝘴𝘢𝘣𝘪𝘭𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘢𝘵𝘭𝘦𝘵𝘢𝘴 𝘦 𝘧𝘢𝘮𝘪𝘭𝘪𝘢𝘳𝘦𝘴 𝘱𝘦𝘳𝘤𝘦𝘣𝘢𝘮 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 𝘪𝘯í𝘤𝘪𝘰 𝘢𝘴 𝘵𝘰𝘮𝘢𝘥𝘢𝘴 𝘥𝘦 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴õ𝘦𝘴. É 𝘱𝘰𝘴𝘴í𝘷𝘦𝘭 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘦𝘵𝘪𝘳 𝘤𝘰𝘮 é𝘵𝘪𝘤𝘢. 𝘔𝘶𝘪𝘵𝘰𝘴 𝘫á 𝘯𝘰𝘴 𝘦𝘴𝘵ã𝘰 𝘢 𝘦𝘯𝘴𝘪𝘯𝘢𝘳 𝘪𝘴𝘴𝘰. 𝘌𝘹𝘪𝘴𝘵𝘦𝘮 𝘷á𝘳𝘪𝘢𝘴 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘢𝘵é𝘨𝘪𝘢𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘰𝘴 𝘵𝘳𝘦𝘪𝘯𝘢𝘥𝘰𝘳𝘦𝘴 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘮 𝘦 𝘥𝘦𝘷𝘦𝘮 𝘶𝘴𝘢𝘳 𝘯𝘦𝘴𝘵𝘦𝘴 𝘤𝘢𝘴𝘰𝘴. 𝘔𝘢𝘳𝘤𝘰 𝘈𝘮𝘢𝘳𝘢𝘭 𝘦 𝘑𝘰ã𝘰 𝘊𝘰𝘴𝘵𝘢 𝘥𝘦𝘳𝘢𝘮 h𝘰j𝘦 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘶𝘮 𝘣𝘰𝘮 𝘦𝘹𝘦𝘮𝘱𝘭𝘰 𝘥𝘰 𝘤𝘢𝘮𝘪𝘯𝘩𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘥𝘦𝘷𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘴𝘦𝘨𝘶𝘪𝘳 𝘈 𝘪𝘮𝘱𝘰𝘳𝘵â𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘥𝘦𝘴𝘵𝘦𝘴 𝘤𝘢𝘳𝘵õ𝘦𝘴 𝘣𝘳𝘢𝘯𝘤𝘰𝘴, 𝘷𝘦𝘯𝘥𝘰 𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘤𝘰𝘭𝘢 𝘥𝘦 𝘷𝘢𝘭𝘰𝘳𝘦𝘴, é 𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘳 𝘦𝘥𝘶𝘤𝘢𝘳 𝘵𝘢𝘮𝘣é𝘮 𝘲𝘶𝘦𝘮 𝘦𝘴𝘵á 𝘧𝘰𝘳𝘢 𝘥𝘰 𝘤𝘢𝘮𝘱𝘰. É 𝘦𝘥𝘶𝘤𝘢𝘳 𝘲𝘶𝘦𝘮 𝘦𝘴𝘵á 𝘢 𝘷𝘦𝘳 𝘰 𝘫𝘰𝘨𝘰. 𝘌𝘴𝘱𝘦𝘳𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘢 𝘤𝘰𝘮𝘶𝘯𝘪𝘤𝘢çã𝘰 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘢𝘭 𝘴𝘦𝘫𝘢, 𝘦𝘯𝘲𝘶𝘢𝘯𝘵𝘰 ó𝘳𝘨ã𝘰 𝘥𝘦 𝘪𝘯𝘧𝘰𝘳𝘮𝘢çã𝘰 𝘱𝘦𝘳𝘵𝘪𝘯𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘦 𝘳𝘪𝘨𝘰𝘳𝘰𝘴𝘰, 𝘶𝘮 𝘷𝘦í𝘤𝘶𝘭𝘰 𝘥𝘦 𝘵𝘳𝘢𝘯𝘴𝘮𝘪𝘴𝘴ã𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘵𝘢𝘴 𝘢çõ𝘦𝘴 𝘦, 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘲𝘶𝘦𝘯𝘵𝘦𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘥𝘦𝘴𝘵𝘦𝘴 𝘷𝘢𝘭𝘰𝘳𝘦𝘴. 𝘗𝘢𝘳𝘢 𝘶𝘮 𝘵𝘳𝘦𝘪𝘯𝘢𝘥𝘰𝘳 𝘥𝘢 𝘧𝘰𝘳𝘮𝘢çã𝘰 𝘰 𝘧𝘰𝘤𝘰 é 𝘰 𝘱𝘳𝘰𝘤𝘦𝘴𝘴𝘰 𝘦 𝘯𝘶𝘯𝘤𝘢 𝘰 𝘳𝘦𝘴𝘶𝘭𝘵𝘢𝘥𝘰. 𝘈𝘭𝘪á𝘴 𝘰 𝘳𝘦𝘴𝘶𝘭𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘯𝘦𝘮 𝘪𝘯𝘵𝘦𝘳𝘦𝘴𝘴𝘢 𝘢𝘰 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘳á𝘳𝘪𝘰 𝘥𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘮𝘶𝘪𝘵𝘰𝘴 𝘤𝘭𝘶𝘣𝘦𝘴 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘪𝘯𝘶𝘢𝘮 𝘢 𝘱𝘶𝘣𝘭𝘪𝘤𝘪𝘵𝘢𝘳 𝘯𝘢𝘴 𝘴𝘶𝘢𝘴 𝘳𝘦𝘥𝘦𝘴 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘢𝘪𝘴"

O árbitro Luís Castainça exibiu o Cartão Branco como forma de premiar esta atitude.


Parabéns ao GDM, aos treinadores e árbitro. Todos merecem o nosso reconhecimento e aplauso.

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...