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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Quero ser árbitro(a)

Em Portugal, onde a paixão clubística é exacerbada, a atividade de árbitro de futebol não parece ser uma das mais tranquilas de exercer. Perante todo o ruído que se gera à volta do ganhar ou perder, a atividade de árbitro é algo que poucos, ainda, escolhem como carreira e se arriscam a fazer. O crescente destaque dado às diferenças clubistas, de investimentos financeiros e outras, minimizando as qualidades técnicas e desportivas que são comuns a todos, cria rivalidades que são exteriores à prática e à competição desportiva e que as descaracterizam.

A formação de árbitros em Portugal é atualmente bastante completa, exigente e com muita qualidade. Os jovens que começam a atividade têm noção de que vivem semanalmente com o primado da competência que constitui uma constante exigência dos atletas, treinadores, dirigentes, comunicação social e adeptos. O trabalho, invisível, que se faz durante a semana é imenso, sendo os jovens preparados nas várias vertentes e constantemente avaliados e escrutinados.

A verdade é que a arbitragem é apaixonante. Permite a prática desportiva (treinos físicos e técnicos) e a participação nas competições desportivas. A arbitragem proporciona a oportunidade de muitos chegarem a estádios míticos e pisarem relvados que fazem parte do imaginário de todos os desportistas. O árbitro é mais um agente desportivo que tem ele próprio competição com os seus pares. Em resumo, a arbitragem tem todas as componentes que os jovens apreciam.

É fundamental promover junto das crianças que, a partir dos 14 anos, podem tirar o curso e que a arbitragem é uma carreira enriquecedora em termos pessoais, sociais e desportivos. Os pais, há que informá-los de que a arbitragem é uma escola para a cidadania e que, em idade de influências, esta é das positivas. Aqui os jovens aprendem a assumir compromissos e a tomar decisões, que são comportamentos tão importantes para a nossa vida.

"Não conheço nenhum jovem árbitro(a) que tenha seguido o caminho da delinquência. Não conheço nenhum que abuse do álcool ou que consuma regularmente substâncias proibidas. Os jovens árbitros estão sempre a aprender. Aprendem a assumir as consequências das suas decisões, a lidar com a crítica e a gerir emoções. Aprendem a ignorar o insulto, a sancionar o prevaricador e a aplicar a justiça. Aprendem a acertar e a errar. Levam um estilo de vida saudável e disciplinado, que os torna melhores pessoas, melhores seres humanos." Duarte Gomes, in Expresso de 17/10/2021.

Toda a intervenção do árbitro é, garantidamente, uma intervenção humana. Treinadores, atletas, dirigentes e jornalistas têm de fazer prova da sua correta formação desportiva, devendo ser os primeiros a compreender que os árbitros são humanos e não podem deixar de errar!

Arbitrar não é sancionar de maneira automática, é interpretar – de modo humanamente falível, mas igualmente de modo fundamentado – a verdade de um jogo que, embora sujeito a regras, a cada passo evidencia situações irrepetíveis das circunstâncias, em diferentes contextos, dos agentes e dos desempenhos. Por isso, arbitrar não é assim tão fácil.

A mediatização a que o desporto está sujeito, designadamente na televisão, generalizou um conceito de competição-conflito. Julga-se muito a árvore pela floresta! Transporta-se da televisão para o campo, mesmo que neste estejam crianças ou jovens a jogar e a arbitrar. O árbitro é o primeiro garante da verdade desportiva de uma competição. Assim fossem todos os outros agentes.

Perante tudo isto, só resta aconselhar que os jovens tirem o curso de árbitro e sintam o tão apaixonante que é esta atividade na sua génese. Tão só, e somente isto!


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Nota: O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Viseu realiza cursos sistematicamente e têm aumentado o número de árbitros nas competições nacionais (quadro em baixo).



Faltas cá tu!

Envia um email para arbitragem@afv.pt e faz a tua pré-inscrição.

Atreve-te a ser juiz(a)!




sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Feliz 2018

A todos vós desejo um Excelente Ano de 2018 e que todos os vossos melhores sonhos se concretizem. Um abraço de amizade.
E não esqueçam que o ano de 2018 fica marcado com um acontecimento muito especial que estará disponível nas livrarias em Fevereiro. O livro: "Educar o sonho" de minha autoria.


«Educar o sonho: ética e envolvimento parental na prática desportiva» é o título completo do livro. Com prefácios de José Lima (Coordenador do Plano Nacional de Ética Desportiva) e de João Luís Esteves (Doutorado em desporto e ex-jogador profissional de futebol), o livro tem ainda proémios de Júlio Garganta (Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto), de Duarte Gomes (ex-árbitro internacional e atual comentador de arbitragem) e de Rui Miguel Tovar (jornalista e comentador do programa Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio da RTP). Além disso, o livro tem a chancela da Chiado Editora. As ilustrações são de Miguel Rebelo e Paulo Medeiros.
Trata-se de uma seleção de artigos publicados em vários Órgãos de Comunicação Social e revistos para esta edição. Os temas da ética e do envolvimento parental na prática desportiva dos filhos são a base deste livro, que aborda ainda temas relacionados com o impacto do despovoamento do interior no desporto, a arbitragem, uma homenagem a João Manuel, profissional de futebol já falecido, entre outros. O livro contém igualmente um caderno pedagógico sobre a participação dos pais na prática desportiva.
Vítor Santos nasceu em Viseu, em 1967, tendo sido praticante desportivo em várias modalidades e treinador de futebol de formação. Na sua vida, concilia a prática desportiva com a escrita e propõe-nos neste livro várias reflexões que vão desde os comportamentos e os valores do desporto até à importância do desporto na sociedade. Atualmente, tem realizado comunicações no âmbito da ética desportiva no país e estrangeiro.
No seu prefácio, José Lima escreve «Preocupado com a situação atual do desporto de formação e crítico com o futebol profissional, Vítor Santos leva-nos para uma reflexão provocadora do triângulo do desporto de formação: o atleta, os pais e o clube/treinador» e «O autor, por outro lado, deixa um manifesto, de certa forma político, ao abordar a desertificação do interior e a falta de recursos como aspetos limitativos do desenvolvimento desportivo no interior».
Por sua vez, João Luís Esteves declara «Importa referir que o livro não se limita a tocar em aspetos menos positivos do comportamento de Pais e Treinadores, ele promove, concomitantemente, a profilaxia destes comportamentos acendendo luzes orientadoras para este difícil processo de formação através do Desporto», rematando com «Estamos, assim, perante uma obra de leitura obrigatória para todos os que intervêm, direta ou indiretamente, no processo de formação de futuros Homens através do Desporto». Júlio Garganta, no seu proémio, afirma «Crianças e jovens, quando chegam para que os ajudemos a ser melhores, trazem consigo sonhos. Esses sonhos correm o risco de se transformarem em deceções e frustrações, quando não são devidamente enquadrados ou, como diz o Vítor Santos neste livro, educados».

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Visto & Falado

Estágios no Distrito
“A equipa sénior de andebol do Futebol Clube do Porto realiza o estágio de pré-época em Resende”.” Em basquetebol os Sub-16 de Portugal estagiam em Viseu”. “Vouzela recebe estágio de andebol da equipa sénior do Benfica”. São títulos na comunicação social que nos orgulham. As condições proporcionadas as estas equipas são de excelência e executadas por profissionais. Estão de parabéns todos os que contribuem para trazer estas equipas ao distrito quer sejam entidades públicas ou privadas.
Campeonatos da 2.ª e 3.ª
A FPF divulgou as séries dos Nacionais de futebol sénior para este ano. Na 2.ª divisão o Tondela tem equipas do Porto como adversários. De Gondomar a Ponte de Sôr se realiza este campeonato bastante exigente. Na 3.ª divisão volta o distrito de Viseu a ser dividido. O Ac. Viseu vai competir na série D e as restantes (Penalva, Sampedrense, Cinfães e Oliveira de Frades) na Série C. Uma divisão que até prova do contrário não serve a ninguém. Os derby´s são, ainda, uma motivação extra para se ir ao espectáculo futebol. Boa sorte a todos.

Arbitragem
O aumento em número e qualidade dos árbitros da AFV não se reflecte, ainda, nos Nacionais. Esta época Viseu vai estar menos representado nos quadros da arbitragem da FPF. Falta dar este passo a nível qualitativo, fazer a transposição da qualidade já existente no Distrital para o Nacional. Não há que desanimar pois o caminho é longo e leva o seu tempo. Mas quem sobe aos Nacionais devia ter competências para aí se manter. Esta época baixaram demais.




segunda-feira, 21 de junho de 2010

Visto e falado

Cinfães e O Crasto – Futebol Formação
A equipa de juniores do Cinfães fez história ao subir ao Nacional da categoria. Numa fase final a 4, foi a única equipa sem derrotas e que no último jogo empatou num Estádio 1.º de Maio (Viseu) completamente cheio frente ao Ac. Viseu. O Crasto é o campeão distrital de iniciados e ascende ao nacional juntando-se a Repesenses, Ac. Viseu e Mangualde. Parabéns a estas duas equipas.
ABC Nelas – Futsal juvenis
Começa a ser um hábito a presença, pela positiva, das equipas de futsal do ABC de Nelas nesta rubrica. Depois de na época passada ter estado presente na final da Taça Nacional de Juniores o clube de Nelas repete este ano a presença, mas agora na categoria de Juvenis. Numa final a duas mãos com o Boavista (que eliminou o Sporting) o clube do distrito de Viseu pode sagrar-se Campeão Nacional. A torcer.
Arbitragem Distrital - Futebol
A evolução da arbitragem distrital tem sido enorme. Nos últimos anos a formação técnica tem sido uma constante e os resultados são bastante positivos. Numa função extremamente difícil, como é a da arbitragem, o trabalho contínuo realizado dá mostras de estar a ser bem executado. A formação pessoal e académica de muitos agentes da arbitragem também tem contribuído para essa melhoria. Bom trabalho.


in Jornal do Centro de 18 de Junho de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Visto e Falado

Viseu e Benfica
Aos 85 anos de vida o Sport Viseu e Benfica continua a demonstrar enorme vitalidade. A subida à Divisão de Honra da AFV é mais um estímulo para o crescimento sustentado deste popular clube de Viseu. Estão de parabéns todos quantos contribuíram para este êxito desportivo do futebol sénior do clube: Direcção, Equipa Técnica, Atletas, Corpo Clinico e sócios / adeptos.
“Descontos”
Na última jornada, a exemplo de uma anterior, jogos tiveram muitos minutos de tempo de compensação para se jogar. Justifica-se este tempo todo?! Talvez sim, mas tem de ser um critério uniforme e durante toda a época, não só quando se aproxima o seu términus. Assim parece que os jogos só acabam quando uma determinada equipa marca, que se alterou a regra nesta fase do campeonato.
Nelas
Quando parece que nada mais nos surpreende vindo do S L Nelas e eis que aparece algo de novo e irreal. A equipa continua a sua saga negativa e a dar pontapés nos próprios pés. Sem treinador, sem jogadores seniores o clube continua a teimosia de não se reinventar. O clube bateu no fundo e a Região deve reflectir a sério, salvaguardando os interesses das crianças e jovens que ali praticam desporto.




in Jornal do Centro de 01.04.2010

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...