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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Treinador saber ser e estar

 Ainda no mês passado assistimos a mais um momento de violência protagonizado por um treinador sobre o elemento que arbitrava o jogo entre crianças de 11 anos.

Quando pensamos que estes casos já são do passado, existe sempre quem nos recorde que ainda temos muito trabalho a fazer. A época desportiva que agora termina também nos deu indicações, muitas mesmas, de maus comportamentos de treinadores.

Começamos pelo ser treinador. Não é quem quer. Quem paga para ser. É preciso ter talento, ser-se líder e completar com formação. Hoje está quase tudo ao contrário. Não se pode fazer desta formação só uma fonte de receita. Quando não damos relevância aos comportamentos, à ética desportiva, à gestão emocional e ao exemplo, não estamos a formar, mas a vender conhecimento técnico.

Faço desde já uma declaração de interesse: sou acérrimo defensor da formação. O treinador tem de ter competências a vários níveis para o desempenho da função. Deve comprometer-se a fazer toda a formação exigida sem interrupção. Ao não cumprir com este requisito, aí sim ficaria impedido de exercer qualquer função, de forma a não se socorrer de artimanhas para continuar a poder orientar a equipa.

Não sou corporativista e muito menos fundamentalista. É exigida muita formação na área técnica, da qual temos excelentes exemplos em conceção e metodologias de treino, mas poucos "falam com o jogo" como refere o Mister Toni. É o mais importante para se ser treinador. O jogo. Perceber o jogo. Mexer com o jogo. As outras competências adquirem-se e, em muitos casos, complementam-se com elementos, formando excelentes equipas técnicas multidisciplinares.

"Quando deixei de jogar disseram-me que eu tinha de estudar quatro anos para poder ser treinador. Disse-lhes que estavam loucos." Johan Cruyff

A independência também é muito importante. Mas é uma outra história. A sobrevivência no "emprego" por vezes não o permite.

Na formação temos de ser ainda muito mais exigentes com o perfil do treinador que vai ser responsável pelos "nossos" jovens e crianças. Faz todo o sentido que a exigência de formação a quem trabalha com crianças e jovens seja obrigatória, mas em que os módulos da ética e dos comportamentos sejam tão ou mais relevantes que o da técnica. Educar através do desporto e para o desporto é a prioridade. 

O comportamento do treinador é vital no desenrolar de um jogo. A forma como os dois treinadores adversários se respeitam antes, durante e no fim do jogo podem fazer, e fazem, toda a diferença. São comportamentos positivos dissuasores de potenciais conflitos. O desporto é uma atividade neutra. Consideremos o desporto uma ferramenta e a forma como a utilizamos é que vai fazer a diferença. Pode ser utilizada positivamente ou negativamente.

O "saber estar" tem de ser uma atitude na atividade de Ser treinador e ganha uma relevância decisiva a partir do momento em que o treinador entende que, para ser um líder motivador, tem de respeitar o direito dos outros e estar com os outros segundo uma perspetiva de valorização e personalização dos seus colegas adversários. É uma atitude que vai sendo enriquecida, na medida em que o treinador passa a entender o "papel da comunicação" com todos os elementos que partilham, ao mesmo tempo, as atividades desportivas.

Saber ser treinador também não é um saber que se possui quando se termina a carreira de atleta, quando se faz o transfer de qualquer lugar do público ou da universidade para o cargo. Quem pensa que treinador sai de laboratório também não percebe do jogo. Muitos treinadores com níveis de formação elevados nem clube têm!

O treinador tem a obrigação ética de respeitar todos os que participam nas atividades desportivas, no exercício de funções que lhes são próprias. É isto a que temos assistido no futebol profissional?! A formação exigente e onerosa de nível superior não se interessa pelos valores do desporto?! Muitas contradições levam a que se extremem posições e não se defina de vez uma "carreira" sensata.

Desporto e cultura são atividades diferenciadas das outras. Não é maestro quem quer. O talento tem de estar presente. Muitos confundem talento com vocação.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Feliz 2018

A todos vós desejo um Excelente Ano de 2018 e que todos os vossos melhores sonhos se concretizem. Um abraço de amizade.
E não esqueçam que o ano de 2018 fica marcado com um acontecimento muito especial que estará disponível nas livrarias em Fevereiro. O livro: "Educar o sonho" de minha autoria.


«Educar o sonho: ética e envolvimento parental na prática desportiva» é o título completo do livro. Com prefácios de José Lima (Coordenador do Plano Nacional de Ética Desportiva) e de João Luís Esteves (Doutorado em desporto e ex-jogador profissional de futebol), o livro tem ainda proémios de Júlio Garganta (Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto), de Duarte Gomes (ex-árbitro internacional e atual comentador de arbitragem) e de Rui Miguel Tovar (jornalista e comentador do programa Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio da RTP). Além disso, o livro tem a chancela da Chiado Editora. As ilustrações são de Miguel Rebelo e Paulo Medeiros.
Trata-se de uma seleção de artigos publicados em vários Órgãos de Comunicação Social e revistos para esta edição. Os temas da ética e do envolvimento parental na prática desportiva dos filhos são a base deste livro, que aborda ainda temas relacionados com o impacto do despovoamento do interior no desporto, a arbitragem, uma homenagem a João Manuel, profissional de futebol já falecido, entre outros. O livro contém igualmente um caderno pedagógico sobre a participação dos pais na prática desportiva.
Vítor Santos nasceu em Viseu, em 1967, tendo sido praticante desportivo em várias modalidades e treinador de futebol de formação. Na sua vida, concilia a prática desportiva com a escrita e propõe-nos neste livro várias reflexões que vão desde os comportamentos e os valores do desporto até à importância do desporto na sociedade. Atualmente, tem realizado comunicações no âmbito da ética desportiva no país e estrangeiro.
No seu prefácio, José Lima escreve «Preocupado com a situação atual do desporto de formação e crítico com o futebol profissional, Vítor Santos leva-nos para uma reflexão provocadora do triângulo do desporto de formação: o atleta, os pais e o clube/treinador» e «O autor, por outro lado, deixa um manifesto, de certa forma político, ao abordar a desertificação do interior e a falta de recursos como aspetos limitativos do desenvolvimento desportivo no interior».
Por sua vez, João Luís Esteves declara «Importa referir que o livro não se limita a tocar em aspetos menos positivos do comportamento de Pais e Treinadores, ele promove, concomitantemente, a profilaxia destes comportamentos acendendo luzes orientadoras para este difícil processo de formação através do Desporto», rematando com «Estamos, assim, perante uma obra de leitura obrigatória para todos os que intervêm, direta ou indiretamente, no processo de formação de futuros Homens através do Desporto». Júlio Garganta, no seu proémio, afirma «Crianças e jovens, quando chegam para que os ajudemos a ser melhores, trazem consigo sonhos. Esses sonhos correm o risco de se transformarem em deceções e frustrações, quando não são devidamente enquadrados ou, como diz o Vítor Santos neste livro, educados».

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

AVFC esta é a nova designação que temos de assimilar

O Académico de Viseu Futebol Clube está aprovado. Agora á tempo de o sustentar e fazer crescer.
O projecto que está por trás da génese do clube tem mais adeptos que num primeiro olhar fazia crer. A disponibilidade dos viseenses na consolidação desta colectividade deve ser total.
Durante muitas semanas tive neste espaço o cuidado de levantar questões, de intermediar entre o sócio e a gestão do clube. Pensei, ouvi e lancei ideias para a gestão de um clube. As palavras proferidas não voltam para trás.
Defendi uma forma diferente de clube, apontei como fazer a Formação, o que fazer com as Amadoras, a consolidação da Escola de Futebol Os Vasquinhos, a identificação do Fontelo com o clube, a prioridade de ter uma Sede mais funcional e aberta, a introdução das novas tecnologias e meios de comunicação e informação ao serviço do clube, o envolvimento da Região através de protocolos de permutas de serviços, a criação de um Conselho Academista que reunisse, no máximo, duas vezes por ano e integrado por Instituições e Personalidades das Beiras.
A responsabilização de todos é necessária.
Este fim-de-semana começa o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da AFV que, assim, vê o interesse renovado com a participação do Académico de Viseu Futebol Clube. Que sirva esta participação para levar, ainda, mais gente aos campos de futebol, a um maior e melhor envolvimento de todos os desportistas do Distrito.
Façamos votos de uma época memorável do Futebol Distrital com os atletas e treinadores da «Terra».
Favoritos à subida são todos os que se apresentarem organizados e com alicerces de vencedores. Sobe quem for melhor. Quem não se organizou sairá derrotado.
É assim, que deve ser, o futebol.


in Jornal do Centro (30-09-2005)



Para se chegar à nascente é preciso andar contra a corrente

Quem esteve presente na última Assembleia-geral de Sócios e Não Sócios do Académico de Viseu assistiu a uma reedição das mais concorridas e polémicas das décadas de 70 e 80. O facto ocorrido no início da mesma, e que é do conhecimento público, veio criar um vazio enorme e que não foi devidamente corrigido.
Os elementos presentes na mesa, que dirigiram (?!) a Assembleia, não estavam preparados, nem tinham a capacidade de mobilização necessária na altura de «impor» um novo projecto.
Logo, esta Assembleia deveria ter sido adiada de forma a proteger todo o processo de recriação do Académico. Descuraram a capacidade intelectual de muitos associados.
Foi uma reunião magna muito sui generis e que, lamentavelmente, fica na memória de todos os que estiveram presentes, mesmo daqueles que abandonaram a sala a meio. Houve apenas uma discursata.
Não defendo o processo que foi (?!) votado. Este resolve, talvez, pontualmente, o problema.
Por diversas vezes tenho louvado quem se assume como dirigente associativo, mas tenho dificuldade em descortinar alguém com essa vocação neste cenário Dantesco.
O Clube Académico de Futebol continua a existir. Agora nascem o Académico de Viseu Futebol Clube e o Académico SAD em substituição do Grupo Desportivo de Farminhão e Ac. Viseu SAD. Não se percebeu bem a razão ou razões de fundo desta estratégia, sendo que ao ter sido aprovado o protocolo lido na Assembleia este está legitimamente validado.
Mas… para se chegar à nascente é preciso andar contra a corrente, e é isso que um grupo de sócios se propôs fazer ao questionar, de forma legítima, todo o processo e estratégia em que se assentou esta Comissão Administrativa. As respostas foram poucas ao contrário das hesitações que foram muitas.
O contraditório faz crescer.
Durante anos tem se assistido a Assembleias em que os sócios aprovam tudo que se lhe é proposto. Mais uma vitória destas e tudo está perdido de vez.
Há sempre um optimismo exagerado em cada «nova» solução. O optimista erra tantas ou mais vezes que o pessimista, só que se diverte e anda mais feliz.
Todos temos presente o estado a que as coisas chegaram por se votar um tanto ou quanto às escuras muitas das propostas que têm vindo a ser apresentadas. Considero mesmo que há neste tipo de reuniões magnas, em todos os clubes, manipulação de associados. Vai-se atrás do ideal, do bom orador, do maravilhoso. A realidade tem sido outra em termos de resultados.
O protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão , que se fez representar nesta Assembleia de uma forma discreta, sensata e exemplar, visa haver futebol aos domingos no Fontelo. É pouco. Numa altura em que se caiu no fundo, era mais vantajoso criar um projecto ambicioso que começasse do zero. Assim não entenderam alguns sócios.
O Grupo Desportivo de Farminhão por direito próprio poderia utilizar o Fontelo caso se mostrasse interessado em fazê-lo. A não haver futebol profissional, qualquer dos clubes da cidade e do concelho podem solicitar autorização para a realização dos seus jogos. Não convence esta de querer futebol ao domingo no Fontelo.
Veremos a média de espectadores no Fontelo. E se os resultados, caseiros, não começarem a estar de acordo com as ambições?! Volta-se ao Campo do Viso?!
Juridicamente não posso pronunciar-me sobre a organização criada. Já quanto à sua funcionalidade, estou bastante céptico.
Camadas jovens e modalidades amadoras no CAF, futebol no AVFC, Académico Sad desactivada. Quotas pagam no GDF ou no AVFC. CAF continua sem receber subsídios e comporta as actividades amadoras e camadas jovens!
Na teoria aparece aqui muita mistura, muita confusão.
Espera-se agora que a prática demonstre o contrário, que esta foi a melhor solução para o futebol do Académico de Viseu.
A paciência é uma coisa que se admira no condutor de trás, mas que se detesta no condutor da frente. Cabe-nos gerir esta paciência ou partir para outra.
Claro que se pode pensar num clube melhor, mas este é o que temos e se cada um tem o que merece.

Duas notas para dois acontecimentos positivos que ocorrem esta semana: o aniversário do Académico de Viseu de Genebra (Suiça) e a 1.ª Gala do Jornal do Centro.

Com as participações dos Ranchos de Folclore da Casa do Povo de Via Longa e Tuna Típica do Centro Cultural do Campo - Viseu, o Clube Académico de Viseu em Genebra celebra mais um aniversário nos dias 24 e 25 de Setembro, demonstrando uma dinâmica de vida que nos faz envergonhar. Parabéns aos academistas da Suiça por, ainda, nos fazerem acreditar em valores.

O Jornal do Centro , também está de parabéns, realiza hoje a sua 1.ª Gala. Uma iniciativa louvável que vai distinguir personalidades e Instituições, também, na área do desporto. Os bons exemplos devem ser sempre reconhecidos e parabenizados. Eles estão aí.

in Jornal do Centro em 16 de Setembro de 2005


A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige

Desde a primeira hora que sou defensor da criação de um novo clube que, por um lado, tivesse na génese o que de bom há no Clube Académico de Futebol e que, por outro, respeitasse a sua história no desporto nacional.
O Sporting Clube de Portugal modernizou o seu emblema; o Futebol Clube do Porto passou a ter a designação SAD no nome e não deixaram de ser os mesmos clubes. Tudo tem o seu tempo e a forma certa de se fazer as coisas.
A região necessita, urgentemente, de uma agremiação desportiva que congregue todo um conjunto de sinergias dos beirões, independente do bairro, aldeia ou vila em que vivem. A unidade faz a força.
Este clube, substituto de um Académico falido, tem de ser o topo da pirâmide do futebol regional. O que acontece agora é o contrário. Triste!
Todos sabemos que as teorias são coisas muito perigosas. Desenhar um clube novo, sem vícios, sem dividas é um projecto aliciante que acredito haver vários viseenses que estivessem dispostos a fazê-lo.
A anterior Comissão Administrativa do CAF propôs a extinção da 3.ª divisão distrital da AFV com o objectivo que ao criar o «clone» do CAF, este começasse a competir na 2.ª divisão distrital, de forma que no prazo de 4-5 anos estivesse no lugar que hoje deixa. Sinal que se trabalhava na criação de um novo clube, na requalificação do Ac. Viseu.
Esta nova Comissão Administrativa optou, no entanto, por outro caminho. Vamos ter de esperar até ao dia 8 de Setembro, data da Assembleia-geral, para sabermos qual a estratégia, qual o caminho que se está a seguir.
Ao que se sabe, e depois de fracassadas todas as tentativas de resolução do caso Paulo Ricardo, a Comissão Administrativa do Académico de Viseu elaborou uma estratégia que tem na base um protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão para que os viseenses não deixem de ter futebol no Fontelo.
Espera-se que a solução que está a ser colocada em prática tenha pernas para andar, e que os responsáveis estejam a interpretar o desejo de toda a região. Eu tenho dúvidas.
O Académico tem de “alimentar-se” dos melhores jogadores que saiam da formação dos clubes da Região. Tem de ser o clube que una todos os outros no mesmo sentido.
Como já referi, o Académico até podia, numa fase transitória, não ter camadas de formação, mas, a tê-las, a equipa sénior tem de ser sempre o principal objectivo para todos os jovens que praticam futebol no Distrito. Caso contrário, o Académico continuará a ser o clube formador que alimenta as equipas da região, com os seus atletas a passarem do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Juniores, com gastos enormes, para a 1.ª Divisão Distrital da AFV de seniores. Algo está aqui errado!
Contem-se os jogadores que representam o Nelas, o Penalva, o Sátão, o Lamas, que fizeram a formação no Académico de Viseu ! É prestigiante para a formação do CAF ser «fornecedor» a estas equipas de atletas, mas quanto isto custou?! Investimento sem retorno. Muita gente trabalhou com dedicação nesta causa, gratuitamente. Muitos pais contribuíram muito significativamente para a manutenção de todas as categorias a competir, com grande esforço financeiro e de privações de vária ordem. Muito dinheiro foi canalizado para a aquisição de equipamentos, transportes, apoio médico, aluguer de campos, almoços, viagens, etc.
Sabe-se que o Grupo Desportivo de Farminhão vai poder jogar no Fontelo, equipará, provavelmente, com cores do CAF em alguns jogos, será reforçado com meia dúzia de ex-juniores do Ac. Viseu. Onde termina um clube e começa o outro?! Pronunciaram-se os sócios dos dois clubes sobre este protocolo?! Determinaram-se as consequências para os dois clubes?! Que exigências vão ser pedidas ao Grupo Desportivo de Farminhão?!
Em troca, Farminhão seria valorizado com um sintético, cobertura da bancada nesta parceria. Mas quem assegura isso?!
A Câmara Municipal?! Os Repesenses esperam esse sintético (tem 5 equipas federadas), FC Ranhados igualmente, Viseu e Benfica, Lusitano são outros clubes que têm várias equipas a competirem nas diversas categorias.
O Académico de Viseu tem funcionários, tem despesas enormes com as equipas de formação, quais as receitas que vão dar resposta a isto? E os processos em tribunal? As dívidas a ex-profissionais do clube desaparecem com a desistência na participação da equipa no campeonato nacional da 2.ª divisão? A quem é responsabilizado o pagamento da multa de 5.000 pela não participação no Campeonato, depois de já se ter realizado o sorteio?!
Estas e outras questões serão certamente feitas na próxima Assembleia-geral do Clube e para todas elas haverá respostas.
Aí as dúvidas serão dissipadas. A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige, da forma que melhor defenda a aplicação da estratégia delineada.
Acredito que as pessoas que estão na gestão do futebol academista, que tudo têm feito para não deixar morrer o Clube Académico de Futebol, visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais. visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais.
Torço para que esta estratégia valorize o futebol regional, caso se venha a concretizar.
O caminho que preconizo era outro, mas serei um apoiante de todas as iniciativas que ocorram na Região que valorizem o desporto, o desportista viseense.
O CAF pode ser requalificado noutro clube.
Para mim “chegava” uma agremiação desportiva de âmbito regional chamado Académico de Viseu. Prescindo da designação de clube e da modalidade para que está mais vocacionado, o futebol no nome do clube.

in Jornal do Centro em 02 de Setembro de 2005

Somos um País de clubes que não gosta de futebol

A época de 2004-2005 está no fim. Este ano não há Europeu, as atenções vão estar centradas nas aquisições, nas mudanças que vão ocorrer nas equipas.
E que nos espera para a próxima época? Não tenhamos ilusões e tudo vai continuar muito igual. Não há dinheiro, os espectáculos desportivos em geral e o futebol em particular vão continuar a ser de baixa qualidade, vai se continuar a viver do «desenrasca».
Este ano, de eleições autárquicas, adia-se a nível nacional a reestruturação das competições nacionais, adia-se a prioridade patente de apostar na Formação, na qualidade dos espaços desportivos em prejuízo do sucesso visível a curto prazo, através de aquisições caras e sonantes, que se esgotam mesmo antes do Natal.
Portugal vive uma crise económica com reflexos na sociedade portuguesa de uma forma bastante significativa. O desporto e a cultura são as áreas que vão nos alimentando, mas corre-se o sério risco de vermos os investimentos a serem feitos em acções de shows em troca de uma politica rigorosa de investimento na juventude portuguesa, proporcionando-lhe condições de desenvolvimento desportivo e cultural de qualidade.
Somos um País de clubites, não se gosta de desporto, vive-se pelos clubes.
A evolução desportiva tem de ser feita. Não podemos viver o desporto da mesma forma que o fizemos no século passado.
A vitória do Benfica na Super Liga e a «proibição» de que foram alvo os seus adeptos de festejarem no centro da cidade do Porto é lamentável. Avisaram que isto ía acontecer e…fizeram-no! Todo o País viu, as televisões filmaram e que acontece? Nada.
A liberdade desportiva de cada um tem de ser respeitada. Precisamos de começar já a transmitir valores desportivos, de cidadania às nossas crianças aos nossos jovens. Leva tempo mudar mentalidades, mas temos de começar algum dia.
O que se passa na Super Liga passa-se em todos os escalões. As proporções é que são diferentes.
Desporto não é isto. Ser-se desportista, adepto não é o que vemos nos campos de futebol e fora deles na maioria das vezes.
A competição, a participação, a permuta de conhecimentos técnicos e táticos são fontes de enorme prazer para quem anda no Desporto, que gosta de desporto e que mesmo perdendo sente-se mais rico, mais forte. Os fundamentalistas dos clubes são sempre gente frustrada, não conseguem ter prazer na competição. Não saboreiam a felicidade da vitória, não choram na derrota. Não têm sentimentos desportivos.
Precisamos de apostar numa Formação de qualidade. O futuro se encarregará de nos compensar se o fizermos.
A paixão desportiva em Portugal está trocada. A paixão é nos espaços desportivos que se vê. Com civismo e respeito pelo próximo.
Clubes sem dívidas aos seus atletas, aos seus fornecedores, ao Estado rareiam cada vez mais. Os orçamentos têm de ser mais rigorosos. Temos de aprender a viver com o que temos. Podemos passar pelo «deserto» a nível internacional, mas não penhoramos o futuro das nossas crianças. Gerir com contas de merceeiro também não é solução. Mecenas são situações efémeras.
Benfica e Porto são os exemplos maiores de quem não tem dinheiro, que despreza a sua formação em troca do endividamento de todos nós na aquisição, quase sempre, de estrangeiros. O mau exemplo vem de cima.
O Benfica foi campeão com um só jogador, titular, formado por si. O Dínamo de Moscovo joga com mais portugueses que muitas das equipas portuguesas das nossas Ligas profissionais. Algo vai mal neste País sem dinheiro e com mentalidade de rico.
Portugal tem tantas equipas na Super Liga como países que têm uma densidade populacional e área geográfica muito superior à nossa.
O Desporto é só mais um exemplo. Um mau exemplo.
O Instituto Nacional de Estatística acaba de publicar as Estatísticas da Cultura, Desporto e Recreio 2003 do nosso país, a ver com atenção, e que me merece um comentário numa próxima oportunidade.
Mas agora é justo parabenizar os campeões. Destaco o meu amigo Mister Rui Manuel no Nelas. Através dele saúdo todos os que foram campeões e os que foram dignos, mesmo não sendo primeiros, da actividade desportista que praticam e honram.

in Jornal do Centro (27-05-2005)


Pregar no deserto: há um ano, tal e qual como hoje

Esta expressão faz todo o sentido no que respeita a tudo que tenho escrito nestas páginas sobre o Académico de Viseu. Valerá mesmo a pena?
Vivo o desporto, e o futebol em particular, na sua forma mais pura e bela que este pode ter. Não entendo a vivência guerreira de alguns agentes desportivos em oposição ao desportivismo, à competição séria e verdadeira.
Para a escrita deste artigo quinzenal «mergulhei» no meu arquivo e reli as reflexões dos meus amigos Prof. João Luís e Dr. José Costa, os artigos dos jornalistas Gil Peres e José Luís Araújo. E que constato?
Muito do que tenho dito nestas páginas já eles o escreveram, e que também eles se devem sentir pregadores do deserto, sentir que hoje voltavam a escrever precisamente o mesmo.
As reflexões são radiografias exactas da realidade academista. Continuam actualizadíssimas. Diagnosticavam o que mal estava. Davam indicações e alertavam para o debate sério e desinteressado que deve ser feito entre todos os que têm responsabilidade e os que são sensíveis ao fenómeno desportivo. Mas adiou-se, adia-se.
Os artigos de pesquisa fazem análises interessantíssimas do estado em que o clube estava e como foi que lá se chegou.
Há precisamente um ano, na imprensa regional e nacional, o Académico SAD era noticia por comunicados de jogadores alertando para o não pagamento de ordenados; era notícia por um treinador em ameaça constante de rescindir contrato; pela falta da existência de uma alternativa directiva no clube; pela frustração da não subida do Ac.Viseu SAD à 2.ª liga.
Está tudo registado.
Em contraste com essa situação vivia-se com as excelentes prestações e resultados das equipas de formação do Clube nos diversos campeonatos em que competiam. Tal e qual como hoje. Os juniores e iniciados do clube têm a manutenção no nacional garantida, os juvenis estão a um pequeno passo de subirem ao respectivo campeonato nacional da categoria, e os infantis e escolas são consideradas as equipas mais fortes e em melhor posição de ganharem os campeonatos distritais em que estão inseridas.
Uma conclusão salta aos olhos sem grande reflexão: existe em Viseu muita juventude com aptidão e dedicação para a prática desportiva, neste caso o futebol. Vai-se continuar a frustrar estes jovens?! E que reflexos pode ter isso numa sociedade de jovens sem expectativas de fazerem uma formação desportiva séria e de qualidade?!
Não se pode abandonar estes jovens. Estão em competição e até final desta época têm de continuar a ser acarinhados e a serem-lhes proporcionadas as melhores condições possíveis. Em paralelo, já devia estar em marcha um processo de alternativas válidas para a viabilização do clube ou de uma «renovação engenhosa». Parece-me é que existe só um pequeníssimo grupo interessado e voluntário na procura de uma solução.
Organizar o clube, trazer o clube para o centro da cidade através de uma Sede Social visível e digna, colocar o clube na web, criar uma nova imagem, moderna e atractiva, de tudo isto o CAF precisa e muitos profissionais desta área podem colaborar neste sentido. Para alguns podem ser pormenores eu defendo que é a única forma do clube renascer e de se assumir de uma vez por todas como o «porta-estandarte» da cidade, da região. Não se pode dizer sempre mal, de andar a sempre a culpar «os outros». Todos podem e devem colaborar.
A Comissão Administrativa do Clube tem em «campo» um peditório junto das empresas e comerciantes e a recepção está a ser bastante simpática, com o abrir de portas que se pensavam fechadas. Os montantes podem ser pequenos, são insuficientes, a conjectura económica está mal para todos, mas tem de ser reconhecido mais este esforço que se tem feito para ajudar o Clube a ir superando o seu dia a dia. Louve-se.
Se todos contribuirmos da melhor forma que soubermos e pudermos, será tudo mais fácil de certeza.
O Académico não é único clube no Concelho, mas é o Clube do Concelho, do Distrito.
Estas semanas não são propícias a grandes desenvolvimentos regionais desportivos, jogam-se as finais da Super Liga, a final da Taça Uefa, a final da Taça de Portugal e as atenções desportivas vão estar centradas nestes jogos. Vai ser delicioso ver o futebol na sua maior pujança a proporcionar-nos alegrias, tristezas. O futebol é isto. Hoje ganha-se, amanhã perde-se. Mas não é o futebol um jogo?!
Quem passa por estas emoções, por sentimentos opostos em questões de minutos… sabe entender e viver o desporto como deve ser vivido: com espírito de campeão, mesmo quando não ganha.
No distrito quase tudo está decidido, com o balanço final Itálicoa poder-se considerar positivo com as prestações das nossas equipas dentro das quatro linhas.
Só faltava mesmo é o Académico subir.

in Jornal do Centro (13-05-2005)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A minha cidade (desportiva) do meu Sonho de Natal

Vivo num País, pequeno, com muito sol e mar. Neste meu País as pessoas lutaram muito para conseguirem a liberdade.
Hoje já existe essa liberdade e essas pessoas já fizeram a sua parte. Os seus filhos ficaram com a sorte de poderem trabalhar um projecto de um País novo, moderno e solidário.
Mas o tempo foi passando e tudo se consumiu num só dia. Foram-se os anéis e nem os dedos ficaram. A luta pelo poder foi-se apoderando dos habitantes deste meu País e quase nada foi pensado e construído, com qualidade, para as gerações que se lhe seguem.
O mérito, o valor parecem não ser exigências para quem tem a responsabilidade de projectar, construir, dirigir e decidir.
No meu País os profissionais do desporto descansam na quadra natalícia e os amadores jogam!
Mas a minha cidade é linda, neste meu sonho. Aos fins-de-semana é ver as crianças e os jovens a praticarem desporto com os que vêm de outras paragens. É uma festa andar pelas ruas, pelos cafés que existem e que estão abertos aos fins-de-semana no Centro da minha cidade. As cores misturam-se, os sotaques são variados.
O parque desportivo da minha cidade está inserido numa área que é uma bênção da natureza. Aqui há um Pavilhão Multiusos vocacionado para a prática desportiva de várias modalidades e está inserido no local próprio e não onde se comercializam produtos e serviços.
Os campos, vários, são relvados (natural ou artificialmente). Vários jogos se realizam naqueles espaços com muitos familiares, amigos e visitantes a aplaudirem e a viverem momentos felizes de convívio, promovidos pelo desporto.
Neste parque desportivo ouvem-se os cânticos saídos do Pavilhão Multiusos que nos orgulha, onde vários jogos, das mais diversas modalidades, se realizam de uma forma contínua. Das modernas Piscinas são os aplausos que mais se fazem ouvir.
Nesta minha cidade reconstruiu-se uma casa antiga que serve de apoio ao desporto, a todos os desportistas e acompanhantes. São informações, são roteiros turísticos, é o restaurante, é o lar de atletas, são as Associações, de tudo que esta nossa Casa de Desporto congrega.
O fim-de-semana acaba em beleza com a realização do jogo de futebol do clube da minha cidade.
O Campo de futebol foi pensado e reconstruído faseadamente, não vai sendo remendado. Tem o nome da minha cidade desenhada nas cadeiras das bancadas e não umas simples 3 letras que não transmitem mensagem nenhuma. Milhares de pessoas vibram neste Campo da minha cidade. Não lembro qual o resultado, nem é importante. Lembro é que todos recolhem a casa sorrindo e com a certeza que viram um excelente espectáculo, numa casa bonita e em que não houve lugar a que alguém se sentisse defraudado.
No clube da minha cidade os atletas profissionais recebem os ordenados! Na minha cidade há Formação e Alta competição.
Nesta minha cidade não há protagonistas. Na minha cidade há desportistas, políticos, académicos, militares, etc. Cada um tem a sua função e todos têm o mesmo objectivo: engrandecer desportivamente, socialmente e culturalmente a minha cidade.
A todos os homens que constroem, diariamente, esta minha cidade agradecemos humildemente por pensarem nas nossas crianças, nos nossos jovens, no nosso bem-estar. Não é fácil construir esta minha cidade. Mas é com muito orgulho que dizemos: esta é a nossa linda cidade.
Assim o meu País fica um pouco melhor, pelo exemplo positivo da minha cidade do meu Sonho de Natal.
Votos de um Bom Ano de 2005 a todos os leitores e amigos.
29 de Dezembro de 2004


Está perto o derby distrital da 2.ª Divisão Nacional B

Académico de Viseu e Penalva do Castelo são as equipas mais representativas do distrito em termos de seniores. Com objectivos diferentes, ambas estão a sentir muitas dificuldades para atingir os objectivos a que se propuseram.
Rui Bento e Carlos Agostinho são intocáveis no comando técnico e estão à espera de reforços de Inverno. Das alterações, a efectuar-se nos planteis, muito se vai decidir para concretização dos objectivos.
O Ac. Viseu através de uma estrutura organizacional moderna aposta muito na subida à liga profissional, como única forma de sobrevivência. Com atletas de 1.ª liga a equipa tem perdido alguns pontos que lhe podem vir a ser fatais.
O Penalva é uma equipa gerida nos moldes tradicionais com alguns atletas a atingirem o topo com a chegada à 2.ª Divisão B. Em casa tem perdido pontos que, talvez, não se previam.
Uma observação mais atenta permite-nos ver que dois clubes tão diferentes em termos de objectivos e de gestão, vivem ambos na necessidade de buscarem novas aquisições, de mexerem nas suas equipas de futebol com o sentido de rentabilizarem todo o potencial que têm. Muitas das vezes, como é o caso, estas aquisições são mais valias que proporcionam um crescimento na qualidade da equipa e novos índices de motivação.
Certeza é que ambos os técnicos acreditam nas suas equipas mas não abdicam de fazer os ajustes que acham necessários.
O Penalva é uma equipa, quase, 100% regional ao contrário do Académico que este ano apostou em jogadores de «fora». Os balanços fazem-se no fim mas são duas opções credíveis.
Agora só falta mesmo ir ao Estádio.
Está perto o derby distrital da 2.ª Divisão.
03 de Dezembro de 2004



FORMAÇÃO: Não se devem criar expectativas injustas

Os factos estão bem à vista de todos nós. O futebol português está falido nos moldes actuais. Diariamente, ainda, é notícia a falta de pagamentos de ordenados a profissionais de futebol, de passivos mortíferos em inúmeros clubes.
Vive-se com o que se não tem, com o que se não vai ter. No campo a verdade desportiva não existe, pois o confronto está viciado à partida pelas condições diferentes postas à disposição dos clubes. Aqui entra a Formação. Fica sempre bem, num discurso bem preparado, dizer: “mas nós apostamos na Formação dos nossos jovens». Que grande mentira esta. Mas Viseu tem no concelho alguns exemplos positivos, de instituições que funcionam trilhando um caminho realista.
O Académico de Viseu tem estado nos últimos anos sempre presente nos Nacionais dos vários campeonatos. E, este Ac. Viseu, tem o seu lugar num 2º escalão nacional dos campeonatos. É que tudo está a mudar. Com a passagem de um campeonato dividido em vários grupos para Campeonatos Nacionais, em duas séries, Viseu deixa de ter argumentos para disputar de igual para igual lugares cimeiros. É que não chega ter recursos humanos, ter jovens com aptidão e depois andar no «desenrasca». É preciso mais, muito mais. Só pode exigir receber quem dá.
O modelo actual do Ac. Viseu está esgotado. O Académico, tem um número muito reduzido de dirigentes para o número de equipas e atletas que movimenta. Vale-lhe os pais de alguns atletas, que sentem a necessidade de “deitar a mão”, caso queiram os seus filhos a jogar à bola. Mas tem sempre o reverso da medalha. A dependência, seja do que for, tem sempre o seu preço. Os adeptos, os familiares, a imprensa regional não devem falar pela fotografia que lhes chega mas pelos remedeios em que se vive. Não se deve dar destaque a incidentes isolados de comportamento anti desportivo, fazendo destes o aspecto mais significativo de uma partida ou competição. Devem realçar o empenho, a atitude desportiva, pois os jovens não são profissionais em miniatura e «estes» adultos não os devem crucificar, como não devem criar expectativas injustas sobre a sua evolução.
O caminho é longo.
O Académico jogando fora do Fontelo tornou-se um clube fechado, com um público muito restrito. Os Repesenses são, por mérito, uma referência no futebol juvenil distrital. Percebe-se porquê. Um clube com pessoas dedicadas, com a construção de uma casa própria, com um público presente. Pode-se não gostar da forma, mas o conteúdo está lá, é positivo. O lugar do Repesenses passa pelos Nacionais acompanhando o Ac.Viseu e lutarem contra Aveiro, Porto, Coimbra. Cidades do Euro2004. Sem importância! Lusitano de Vildemoínhos, Viseu e Benfica e Ranhados são clubes já com tradição nas camadas jovens distritais.
O Viseu e Benfica começa a ter bons resultados de apostas feitas em anos transactos. Lusitano e Ranhados começam a querer recuperar um tempo que perderam, apostando em voltar a dar condições para o desenvolvimento do futebol juvenil distrital.
Os Povoenses (Póvoa de Sobrinhos), Casa do Benfica de Viseu são equipas que preenchem uma lacuna que sentiram existir. A equipa de iniciados do Povoenses tem, já esta época, alcançado bons resultados, fruto de uma organização que tem no apoio aos seus atletas uma aposta primordial e na capacidade técnica de quem dirige jovens desta idade. A Casa do Benfica só agora começou.
Vamos esperar que seja uma agradável surpresa. É que a formação em Portugal é de elite no que toca a clubes e a cidades. O sol, da formação de jovens praticantes de futebol, quando nasce não é para todos. Nem todos podem ser Seleccionados.
Mas assistir, apoiar, incentivar, aplaudir as nossas crianças, os nossos jovens nas competições desportivas é, ainda, a melhor forma de relaxarmos e de contribuir para uma geração de jovens saudáveis.
28 de Dezembro de 2004

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...