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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Visto & Falado

João Paulo Correia
O Ac. Viseu ficou esta semana sem o seu treinador. As razões pelas quais este se demitiu continuam, e assim vão continuar, no segredo do próprio. João Paulo Correia tem mantido uma postura discreta em todo este processo. Sai como entrou: fiel aos seus princípios e valores. Corroboro com esta sua atitude que defende a equipa que ate ao fim de semana passado era a sua. A vida continua e outras portas se vão abrir. Boa sorte Mister.


Ac. Viseu vs João Paulo Correia
Parecia uma relação perfeita de presente com futuro. De um lado o Ac. Viseu que procura para a sua equipa sénior um rumo, uma identidade que a coloque de novo no centro do desporto da Região. Do outro, João Paulo Correia, um jovem técnico com carisma, com valências para o cargo e um viseense conhecedor de toda a envolvência do clube. Parecia ser o fato à medida do corpo. Foi de pouca dura a relação. Onde está a culpa? Porque falhou? São perguntas sem resposta.

Santacombadense
É a surpresa, pela negativa, da divisão de Honra da AFV. A equipa de Santa Comba Dão é sempre uma equipa que luta pelos lugares do topo da classificação. O inicio não está a ser o que era esperado e com apenas dois pontos ocupa o último lugar da tabela classificativa. Ainda falta muito campeonato e um clube com experiência e servida por bons técnicos e atletas vai conseguir dar a volta por cima.



in Jornal do Centro de 22 de Outubro de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Visto e falado

Sampedrense
A União Desportiva de Sampedrense venceu a Taça de Sócios de Mérito da AFV. Depois de se ter sagrado campeã distrital e ascender à 3.ª Divisão Nacional a equipa de Lafões consegue a chamada dobradinha. Uma época extremamente positiva para a equipa treinada por Fernando Silva que venceu a principais competições. O Lusitano de Vildemoínhos foi um digno vencido numa final que honra o futebol distrital. Parabéns.
ABC Nelas - Juvenis
Após a vitória deste domingo frente ao campeão de Aveiro a equipa de Juvenis de Futsal do ABC de Nelas alcançou o apuramento para as meias-finais do Nacional de Juvenis.
Depois da conquista do título distrital, e do inerente apuramento para a fase nacional, a equipa de Juvenis do ABC chega agora às meias-finais da Taça Nacional junto com o Sporting, Boavista e Coruche ou Covoada. Força.

AVFC Juvenis
O Académico de Viseu Futebol Clube venceu o Play-off na categoria de juvenis. Para o ano o clube volta a competir no Nacional da categoria juntando-se ao Repesenses. Viseu e Benfica, Oliveira de Frades e Mangualde foram as equipas que disputaram o título de campeão com o AVFC. Parabéns aos viseenses.

in Jornal do Centro de 04 de Junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Visto e Falado

João Paulo Correia
O Ac. Viseu ao contratar o Prof. João Paulo Correia para técnico da equipa sénior está a apostar, e bem, na qualidade técnica e organizacional de um treinador jovem e viseense. Só o tempo poderá confirmar o quanto foi acertada esta opção sendo certo que o AVFC tem de caminhar para a sua sustentabilidade e procurar soluções de presente com futuro. Esta é um bom exemplo. Boa sorte Mister.
Torneio Internacional de Futebol Juvenil do SVB
O Torneio Internacional de Futebol Juvenil do Viseu e Benfica já tem um lugar de destaque no calendário desportivo de Viseu. Este é um Torneio que permite que as crianças e jovens do distrito possam competir com equipas de outras regiões, neste caso de um outro País. São 120 jovens franceses que vão estar este fim-de-semana em Viseu para praticar desporto e terem contacto com a nossa cultura. Um exemplo.
Moimenta da Beira & Campia
São os dois clubes que acompanham o Mortágua na despromoção à 1.ª Divisão da AFV. Num campeonato não podem ganhar todos e os clubes que agora descem de divisão têm de encarar tal situação com naturalidade. Para o ano serão certamente equipas fortes e competitivas na 1.ª divisão da AFV e vão dar mais qualidade a este campeonato. Força.
in Jornal do Centro de 21 de Maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Visto e Falado

Sampedrense
Está encontrada a equipa campeã da Divisão de Honra da AFV: Sampedrense. O título mais ambicionado do Distrital está bem entregue pois o clube de São Pedro do Sul fez um campeonato muito regular e consistente. Fernando Silva, o técnico da subida, entra na história do futebol distrital com muito mérito pelo desempenho dos seus atletas ao longo de toda a época. Parabéns ao Sampedrense.
Ac. Viseu
Confirmou-se o pior dos cenários para o Ac. Viseu: a despromoção. O AVFC no seu curto tempo de vida era uma equipa só de sucessos e este percalço (espera-se que seja só isso) desilude todos quantos têm vivido a realidade do clube. A Direcção academista já apontou o dedo ao treinador António Borges como o culpado da descida faltando esclarecer porque foi este o escolhido e por quem. Agora é tempo de partir para uma nova fase da vida academista e que os erros cometidos não se repitam.
S.L.Nelas
Continua o calvário para os lados de Nelas. A equipa tem sido goleada sucessivamente e para os atletas vai toda a solidariedade que possamos transmitir. São os menos culpados de toda esta situação que envergonha o futebol viseense e o concelho de Nelas particularmente.

in Jornal do Centro de 07 de Maio de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Visto e Falado

Concelho de Viseu
O Concelho de Viseu pode ter na próxima época 4 equipas no escalão máximo do futebol sénior distrital. Abraveses, Silgueiros e Viseu e Benfica são as equipas que estão em condições de aceder á Divisão de Honra. o Lusitano de Vildemoínhos mantém. Viseu sairá reforçado no futebol distrital caso as 3 equipas consigam este feito. Novos desafios se vão colocar aos desportistas e entidades viseenses. Boa sorte.
Andebol
A secção de andebol do AVFC, principalmente a equipa mais visível – seniores, tem conseguido bons resultados desportivos. Um pouco na penumbra mas o certo é que mais uma vez está na luta pela subida de divisão ao classificar-se na 2.ª posição na fase regular da Zona Centro. Tondela AC e ABC de Nelas vão jogar para a manutenção, um objectivo alcançável. O andebol distrital continua vivo.
Sujar o Fontelo
No dia que em Portugal decorreu a acção Limpar Portugal, o Fontelo foi um caixote do lixo para dezenas de crianças e jovens. As bancadas do Campo 1.º de Maio ficaram uma nojeira. A CMV não é «empregada» destes meninos e das empresas que organizam estes eventos que deixam o lixo espalhado pelas bancadas. O desporto tem de ser uma escola de cidadania também. A reflectir.


in Jornal do Centro de 26.03.2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não há vencedores por acaso

As cidades de Tondela e Viseu viveram, no sábado, momentos de fortes emoções e de enorme alegria com as vitórias dos seus clubes. As subidas à 2.ª Divisão Nacional de futebol foram conseguidas depois de muito sofrimento, mas o desporto, o futebol também é isso mesmo.
Depois das descidas de Nelas e Penalva, o Distrito corria o risco de ficar fora desta divisão que, não sendo apelativa em termos económicos e desportivos, é sempre a etapa superior ao nível do futebol semi-profissional/amador.





O Plantel do AVFC e a equipa técnica dirigida pelo Prof. Miguel Borges que iniciou a época


As expectativas, nestas ocasiões, são sempre as mais animadoras. Viseu correspondeu ao ir a Fontelo apoiar o Académico e mais do que isso, viver intensamente um jogo de futebol. Uma subida de divisão é um feito enorme, conseguido sempre com dificuldades, com muito espírito de vitória, de conquista. Estes são elementos chaves que têm agora de ser transpostos para a nova época. Aproveitar a onda de ânimo existente. A moldura humana presente no Fontelo no sábado foi demonstrativa que os viseenses gostam de futebol, apreciam este espectáculo desportivo e dizem presente se o que lhes for oferecido for de qualidade, emocionante, apaixonante.
Futebol sem público não existe, não interessa. Cabe aos responsáveis desportivos modernizarem cada vez mais os clubes, tornando-os transparentes e aglutinadores.



Luís Almeida ex-guarda redes do CAF, foi o treinador da subida


As subidas são tónicos importantíssimos para todos os que servem e têm responsabilidades nos clubes de forma a continuarem a fazer um trabalho que os motiva.
Acredita-se que os dirigentes de hoje têm os pés bem assentes na terra e não mais vão entrar em loucuras que hipotequem o futuro dos clubes. A manutenção neste escalão do futebol português é o objectivo destes clubes.
Tondela e Viseu têm excelentes estruturas desportivas que oferecem aos seus clubes seniores, cabendo agora a estes fazerem uma gestão realista na área dos recursos humanos.
Uma subida do Académico de Viseu à liga profissional terá de ser feita sempre degrau a degrau, sustentada. Viseu e a região envolvente vão ter de se unir em torno de um Clube que os represente e dignifique, na certeza que todos temos a ganhar.


in Jornal do Centro de 12 de Junho de 2009

Quem namora pelo fato, leva o Diabo ao contrato

Foi com surpresa que a opinião pública viseense leu um texto inserido no site oficial do Académico de Viseu. Não podemos considerar um comunicado, uma directiva pois não está assinado e refere-se a alguém em… código!
Não se percebe este tipo de recado. Já em 2004 as mensagens em código deram maus resultados, pois não resolveram nada e colocaram todos sob suspeita.
Falta comunicação interna dentro do AVFC?! Organizem-se. Parece que se confirma o pior dos cenários: um novo clube com defeitos velhos.
Esperam-se esclarecimentos ou talvez não. Um facto é indesmentível, a classificação do clube no campeonato distrital da AFV não corresponde, minimamente, ao ensejo dos adeptos academistas. A época futebolística da equipa sénior não está perdida, está comprometida e pode arrastar o clube.
Falar agora que o processo começou mal, não vale de nada. Nunca ninguém respondeu (também ninguém questiona) onde está a Empresa Holandesa de Telecomunicações que iria patrocinar o clube e que foi apresentada pelo Senhor Engenheiro na Assembleia Geral? Afinal a montanha pariu … um rato.
O concelho de Viseu tem as suas equipas na Divisão de Honra da AFV abaixo das expectativas. Mas se Lusitano e Viseu e Benfica fazem a sua caminhada tranquila, não hipotecando o clube na equipa sénior, já o AVFC nasceu para chegar em dois anos aos nacionais e cheio de promessas, mas estas baseiam-se nas aspirações permanentes do homem.
Feliz ano de 2007 a todos os leitores e desportistas.

in Jornal do Centro de 27 de Dezembro de 2006


A forma pouco interessa


Um livro escrito com uma intencionalidade, reprovável, pode ter um papel importante no caso Apito Dourado. Nada deve ficar na mesma.
Não gosto da forma, nem do muito do conteúdo de que trata o livro da ex-companheira do Presidente do FCP. Nem me interessa.
Como alguém que está no desporto as acusações feitas pela autora no que a este domínio dizem respeito, já é diferente. Não somos anjos e sabemos que neste livro está retratado o Presidente do Futebol Clube do Porto, e não só o cidadão Jorge Nuno Pinto da Costa.
Agora cabe à Justiça apurar a verdade. Não somos, ainda, um País da América Latina.
Carolina Salgado vai ter de provar o que escreveu. Que provas dispõe para sustentar as acusações escritas no livro. Não pode fazer de conta que não escreveu nada. A vivência de 6 anos, que diz ter com Pinto da Costa, deve-lhe ter ensinado alguma coisa e, se ele é o homem que ela diz ser, salvaguardou-se antes de escrever.
O Presidente do Futebol Clube do Porto sai mal desta história. Ou será que como disse à chegada ao Funchal: “o que interessa é que o Porto seja campeão” e faz esquecer tudo, arquivando-se o processo?! É que histórias deste teor não vêem de agora.
O Clube sai muito mal. É o seu Presidente.
O FCP é a melhor equipa portuguesa, é a melhor organização de futebol sénior portuguesa. Não se misturem as coisas. Mas saber como se chegou até o ser, era interessante.
Mas se o Porto for campeão, a forma pouco interessa. É como o relato de Carolina Salgado.
O que interessa é o conteúdo (o ganho). Algum.
Boas festas a todos os leitores e amigos.

in Jornal do Centro de 13 de Dezembro de 2006

AVFC esta é a nova designação que temos de assimilar

O Académico de Viseu Futebol Clube está aprovado. Agora á tempo de o sustentar e fazer crescer.
O projecto que está por trás da génese do clube tem mais adeptos que num primeiro olhar fazia crer. A disponibilidade dos viseenses na consolidação desta colectividade deve ser total.
Durante muitas semanas tive neste espaço o cuidado de levantar questões, de intermediar entre o sócio e a gestão do clube. Pensei, ouvi e lancei ideias para a gestão de um clube. As palavras proferidas não voltam para trás.
Defendi uma forma diferente de clube, apontei como fazer a Formação, o que fazer com as Amadoras, a consolidação da Escola de Futebol Os Vasquinhos, a identificação do Fontelo com o clube, a prioridade de ter uma Sede mais funcional e aberta, a introdução das novas tecnologias e meios de comunicação e informação ao serviço do clube, o envolvimento da Região através de protocolos de permutas de serviços, a criação de um Conselho Academista que reunisse, no máximo, duas vezes por ano e integrado por Instituições e Personalidades das Beiras.
A responsabilização de todos é necessária.
Este fim-de-semana começa o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da AFV que, assim, vê o interesse renovado com a participação do Académico de Viseu Futebol Clube. Que sirva esta participação para levar, ainda, mais gente aos campos de futebol, a um maior e melhor envolvimento de todos os desportistas do Distrito.
Façamos votos de uma época memorável do Futebol Distrital com os atletas e treinadores da «Terra».
Favoritos à subida são todos os que se apresentarem organizados e com alicerces de vencedores. Sobe quem for melhor. Quem não se organizou sairá derrotado.
É assim, que deve ser, o futebol.


in Jornal do Centro (30-09-2005)



Para se chegar à nascente é preciso andar contra a corrente

Quem esteve presente na última Assembleia-geral de Sócios e Não Sócios do Académico de Viseu assistiu a uma reedição das mais concorridas e polémicas das décadas de 70 e 80. O facto ocorrido no início da mesma, e que é do conhecimento público, veio criar um vazio enorme e que não foi devidamente corrigido.
Os elementos presentes na mesa, que dirigiram (?!) a Assembleia, não estavam preparados, nem tinham a capacidade de mobilização necessária na altura de «impor» um novo projecto.
Logo, esta Assembleia deveria ter sido adiada de forma a proteger todo o processo de recriação do Académico. Descuraram a capacidade intelectual de muitos associados.
Foi uma reunião magna muito sui generis e que, lamentavelmente, fica na memória de todos os que estiveram presentes, mesmo daqueles que abandonaram a sala a meio. Houve apenas uma discursata.
Não defendo o processo que foi (?!) votado. Este resolve, talvez, pontualmente, o problema.
Por diversas vezes tenho louvado quem se assume como dirigente associativo, mas tenho dificuldade em descortinar alguém com essa vocação neste cenário Dantesco.
O Clube Académico de Futebol continua a existir. Agora nascem o Académico de Viseu Futebol Clube e o Académico SAD em substituição do Grupo Desportivo de Farminhão e Ac. Viseu SAD. Não se percebeu bem a razão ou razões de fundo desta estratégia, sendo que ao ter sido aprovado o protocolo lido na Assembleia este está legitimamente validado.
Mas… para se chegar à nascente é preciso andar contra a corrente, e é isso que um grupo de sócios se propôs fazer ao questionar, de forma legítima, todo o processo e estratégia em que se assentou esta Comissão Administrativa. As respostas foram poucas ao contrário das hesitações que foram muitas.
O contraditório faz crescer.
Durante anos tem se assistido a Assembleias em que os sócios aprovam tudo que se lhe é proposto. Mais uma vitória destas e tudo está perdido de vez.
Há sempre um optimismo exagerado em cada «nova» solução. O optimista erra tantas ou mais vezes que o pessimista, só que se diverte e anda mais feliz.
Todos temos presente o estado a que as coisas chegaram por se votar um tanto ou quanto às escuras muitas das propostas que têm vindo a ser apresentadas. Considero mesmo que há neste tipo de reuniões magnas, em todos os clubes, manipulação de associados. Vai-se atrás do ideal, do bom orador, do maravilhoso. A realidade tem sido outra em termos de resultados.
O protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão , que se fez representar nesta Assembleia de uma forma discreta, sensata e exemplar, visa haver futebol aos domingos no Fontelo. É pouco. Numa altura em que se caiu no fundo, era mais vantajoso criar um projecto ambicioso que começasse do zero. Assim não entenderam alguns sócios.
O Grupo Desportivo de Farminhão por direito próprio poderia utilizar o Fontelo caso se mostrasse interessado em fazê-lo. A não haver futebol profissional, qualquer dos clubes da cidade e do concelho podem solicitar autorização para a realização dos seus jogos. Não convence esta de querer futebol ao domingo no Fontelo.
Veremos a média de espectadores no Fontelo. E se os resultados, caseiros, não começarem a estar de acordo com as ambições?! Volta-se ao Campo do Viso?!
Juridicamente não posso pronunciar-me sobre a organização criada. Já quanto à sua funcionalidade, estou bastante céptico.
Camadas jovens e modalidades amadoras no CAF, futebol no AVFC, Académico Sad desactivada. Quotas pagam no GDF ou no AVFC. CAF continua sem receber subsídios e comporta as actividades amadoras e camadas jovens!
Na teoria aparece aqui muita mistura, muita confusão.
Espera-se agora que a prática demonstre o contrário, que esta foi a melhor solução para o futebol do Académico de Viseu.
A paciência é uma coisa que se admira no condutor de trás, mas que se detesta no condutor da frente. Cabe-nos gerir esta paciência ou partir para outra.
Claro que se pode pensar num clube melhor, mas este é o que temos e se cada um tem o que merece.

Duas notas para dois acontecimentos positivos que ocorrem esta semana: o aniversário do Académico de Viseu de Genebra (Suiça) e a 1.ª Gala do Jornal do Centro.

Com as participações dos Ranchos de Folclore da Casa do Povo de Via Longa e Tuna Típica do Centro Cultural do Campo - Viseu, o Clube Académico de Viseu em Genebra celebra mais um aniversário nos dias 24 e 25 de Setembro, demonstrando uma dinâmica de vida que nos faz envergonhar. Parabéns aos academistas da Suiça por, ainda, nos fazerem acreditar em valores.

O Jornal do Centro , também está de parabéns, realiza hoje a sua 1.ª Gala. Uma iniciativa louvável que vai distinguir personalidades e Instituições, também, na área do desporto. Os bons exemplos devem ser sempre reconhecidos e parabenizados. Eles estão aí.

in Jornal do Centro em 16 de Setembro de 2005


A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige

Desde a primeira hora que sou defensor da criação de um novo clube que, por um lado, tivesse na génese o que de bom há no Clube Académico de Futebol e que, por outro, respeitasse a sua história no desporto nacional.
O Sporting Clube de Portugal modernizou o seu emblema; o Futebol Clube do Porto passou a ter a designação SAD no nome e não deixaram de ser os mesmos clubes. Tudo tem o seu tempo e a forma certa de se fazer as coisas.
A região necessita, urgentemente, de uma agremiação desportiva que congregue todo um conjunto de sinergias dos beirões, independente do bairro, aldeia ou vila em que vivem. A unidade faz a força.
Este clube, substituto de um Académico falido, tem de ser o topo da pirâmide do futebol regional. O que acontece agora é o contrário. Triste!
Todos sabemos que as teorias são coisas muito perigosas. Desenhar um clube novo, sem vícios, sem dividas é um projecto aliciante que acredito haver vários viseenses que estivessem dispostos a fazê-lo.
A anterior Comissão Administrativa do CAF propôs a extinção da 3.ª divisão distrital da AFV com o objectivo que ao criar o «clone» do CAF, este começasse a competir na 2.ª divisão distrital, de forma que no prazo de 4-5 anos estivesse no lugar que hoje deixa. Sinal que se trabalhava na criação de um novo clube, na requalificação do Ac. Viseu.
Esta nova Comissão Administrativa optou, no entanto, por outro caminho. Vamos ter de esperar até ao dia 8 de Setembro, data da Assembleia-geral, para sabermos qual a estratégia, qual o caminho que se está a seguir.
Ao que se sabe, e depois de fracassadas todas as tentativas de resolução do caso Paulo Ricardo, a Comissão Administrativa do Académico de Viseu elaborou uma estratégia que tem na base um protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão para que os viseenses não deixem de ter futebol no Fontelo.
Espera-se que a solução que está a ser colocada em prática tenha pernas para andar, e que os responsáveis estejam a interpretar o desejo de toda a região. Eu tenho dúvidas.
O Académico tem de “alimentar-se” dos melhores jogadores que saiam da formação dos clubes da Região. Tem de ser o clube que una todos os outros no mesmo sentido.
Como já referi, o Académico até podia, numa fase transitória, não ter camadas de formação, mas, a tê-las, a equipa sénior tem de ser sempre o principal objectivo para todos os jovens que praticam futebol no Distrito. Caso contrário, o Académico continuará a ser o clube formador que alimenta as equipas da região, com os seus atletas a passarem do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Juniores, com gastos enormes, para a 1.ª Divisão Distrital da AFV de seniores. Algo está aqui errado!
Contem-se os jogadores que representam o Nelas, o Penalva, o Sátão, o Lamas, que fizeram a formação no Académico de Viseu ! É prestigiante para a formação do CAF ser «fornecedor» a estas equipas de atletas, mas quanto isto custou?! Investimento sem retorno. Muita gente trabalhou com dedicação nesta causa, gratuitamente. Muitos pais contribuíram muito significativamente para a manutenção de todas as categorias a competir, com grande esforço financeiro e de privações de vária ordem. Muito dinheiro foi canalizado para a aquisição de equipamentos, transportes, apoio médico, aluguer de campos, almoços, viagens, etc.
Sabe-se que o Grupo Desportivo de Farminhão vai poder jogar no Fontelo, equipará, provavelmente, com cores do CAF em alguns jogos, será reforçado com meia dúzia de ex-juniores do Ac. Viseu. Onde termina um clube e começa o outro?! Pronunciaram-se os sócios dos dois clubes sobre este protocolo?! Determinaram-se as consequências para os dois clubes?! Que exigências vão ser pedidas ao Grupo Desportivo de Farminhão?!
Em troca, Farminhão seria valorizado com um sintético, cobertura da bancada nesta parceria. Mas quem assegura isso?!
A Câmara Municipal?! Os Repesenses esperam esse sintético (tem 5 equipas federadas), FC Ranhados igualmente, Viseu e Benfica, Lusitano são outros clubes que têm várias equipas a competirem nas diversas categorias.
O Académico de Viseu tem funcionários, tem despesas enormes com as equipas de formação, quais as receitas que vão dar resposta a isto? E os processos em tribunal? As dívidas a ex-profissionais do clube desaparecem com a desistência na participação da equipa no campeonato nacional da 2.ª divisão? A quem é responsabilizado o pagamento da multa de 5.000 pela não participação no Campeonato, depois de já se ter realizado o sorteio?!
Estas e outras questões serão certamente feitas na próxima Assembleia-geral do Clube e para todas elas haverá respostas.
Aí as dúvidas serão dissipadas. A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige, da forma que melhor defenda a aplicação da estratégia delineada.
Acredito que as pessoas que estão na gestão do futebol academista, que tudo têm feito para não deixar morrer o Clube Académico de Futebol, visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais. visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais.
Torço para que esta estratégia valorize o futebol regional, caso se venha a concretizar.
O caminho que preconizo era outro, mas serei um apoiante de todas as iniciativas que ocorram na Região que valorizem o desporto, o desportista viseense.
O CAF pode ser requalificado noutro clube.
Para mim “chegava” uma agremiação desportiva de âmbito regional chamado Académico de Viseu. Prescindo da designação de clube e da modalidade para que está mais vocacionado, o futebol no nome do clube.

in Jornal do Centro em 02 de Setembro de 2005

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...