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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Visto & Falado

João Paulo Correia
O Ac. Viseu ficou esta semana sem o seu treinador. As razões pelas quais este se demitiu continuam, e assim vão continuar, no segredo do próprio. João Paulo Correia tem mantido uma postura discreta em todo este processo. Sai como entrou: fiel aos seus princípios e valores. Corroboro com esta sua atitude que defende a equipa que ate ao fim de semana passado era a sua. A vida continua e outras portas se vão abrir. Boa sorte Mister.


Ac. Viseu vs João Paulo Correia
Parecia uma relação perfeita de presente com futuro. De um lado o Ac. Viseu que procura para a sua equipa sénior um rumo, uma identidade que a coloque de novo no centro do desporto da Região. Do outro, João Paulo Correia, um jovem técnico com carisma, com valências para o cargo e um viseense conhecedor de toda a envolvência do clube. Parecia ser o fato à medida do corpo. Foi de pouca dura a relação. Onde está a culpa? Porque falhou? São perguntas sem resposta.

Santacombadense
É a surpresa, pela negativa, da divisão de Honra da AFV. A equipa de Santa Comba Dão é sempre uma equipa que luta pelos lugares do topo da classificação. O inicio não está a ser o que era esperado e com apenas dois pontos ocupa o último lugar da tabela classificativa. Ainda falta muito campeonato e um clube com experiência e servida por bons técnicos e atletas vai conseguir dar a volta por cima.



in Jornal do Centro de 22 de Outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Visto & Falado

Equipas do distrito Vitoriosas
As equipas da AFV participantes na 3.ª Divisão venceram os jogos desta última jornada. O Penalva do Castelo, com Carlos Agostinho, continua a ser uma equipa estável e que mais uma vez se posiciona para lutar pela subida de divisão. Cinfães, Sampedrense e Oliveira de Frades somaram 3 pontos importantes para alcançarem os objectivos traçados no inicio da época. Se o Cinfães é já uma equipa com historial nesta divisão, as equipas de Lafões estão a lutar por amealhar pontos para fugirem da zona de despromoção o mais cedo possível. Na série D o Ac. Viseu conseguiu mais uma boa vitória e soma já 9 pontos em 3 jornadas.

Município de Resende
A assinatura de um protocolo de colaboração, na modalidade de andebol, com o F. C. Porto pode ser uma iniciativa bastante proveitosa para o desenvolvimento desta modalidade no Município. A equipa de juniores do Porto vai realizar os seus jogos em Resende e a juventude local deve ser motivada a participar. Num protocolo procura-se, sempre, que seja vantajoso para as duas partes e que ambas fiquem a ganhar.


Pavilhão do Fontelo
O «velhinho» pavilhão do Fontelo continua a dar água pelas barbas a quem , diariamente, ali pratica desporto. A degradação é bem visível e com a chegada da chuvas as condições deterioram-se. As infiltrações de água são uma constante e Viseu não consegue dar resposta a exigências de qualidade para a prática das modalidades de pavilhão. A indefinição quanto ao futuro do mesmo leva já tempo a mais. Requalificar ou construir um novo eis a questão. Mas faça-se algo.

in Jornal do Centro de 08 de Outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Visto & Falado

Tondela e Ac. Viseu
Filipe Moreira e João Paulo Correia alcançaram duas vitórias para o campeonato em outros tantos jogos. Entrar a ganhar é sempre motivador e estabiliza o grupo de trabalho. O Tondela liderar a 2.ª Divisão é significativo quanto à ambição que o clube tem para esta época. O Ac. Viseu procura manter-se no grupo da frente que disputará o Play off da subida. Muito cedo ainda para grandes conclusões, mas não deixa de ser melhor começar a ganhar que a perder.

G.D. Oliveira de Frades
A subida à 3.ª Divisão Nacional não alterou a construção do grupo de trabalho da equipa de Lafões. A estabilidade e consistência do clube são factores que o clube não prescinde e só valida o trabalho feito. João Bento sabe que a sua equipa precisa de tempo para adaptar-se a novos desafios e as duas derrotas iniciais podem ser fruto de isso mesmo, a inexperiência. Nada perdido.

S.L Nelas
Mais uma vez aparecem notícias da não participação do S.L. Nelas no Campeonato de Honra da A.F.V. A crise parece que foi mesmo para ficar e todos os esforços têm sido em vão. O futebol sénior pode mesmo extinguir-se. A boa vontade, disponibilidade não têm chegado para tirar o clube da situação difícil em que caiu. A esclarecer o que se quer em e para o S.L. Nelas.
in Jornal do Centro de 01.10.2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Visto & Falado

Taça de Portugal
Ac. Viseu, Sampedrense, Oliveira de Frades e Cinfães estão na 2.ª eliminatória da Taça de Portugal. Ao contrário da época passada esta jornada foi 100% positiva para os clubes do Distrito. Jogos de elevado grau de dificuldade e na situação de visitante. Um bom pronuncio para a época que agora se vai iniciar?! Esperemos que sim. Parabéns e boa sorte.

Motorfestival Caramulo
As melhores expectativas foram superadas no fim-de-semana passado no Caramulo. O Motorfestival atraiu milhares de pessoas e foram mais de 500 automóveis e motociclos clássicos e desportivos a fazerem a Rampa do Caramulo. O desporto automóvel e o caramulo estão há muito associados e este tipo de eventos e reforça essa associação, pela positiva. Um excelente exemplo.

Campeonatos distritais
A possibilidade dos clubes participantes na 2.ª divisão da AFV serem incluídas na 1.ª, devido ao número reduzido de clubes, foi adiada por causa dos estatutos. Nada se perdeu e a preparação da próxima época pode desde já começar a ser discutida. Ganha-se tempo para amadurecer a ideia de reestruturação dos campeonatos. Quem melhor e mais cedo se preparar para um futuro próximo terá sempre mais condições de êxito. A discutir.

in Jornal do Centro de 10 de Setembro de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Visto e falado

Taça de Andebol

Decorreu este fim de semana a disputa da 1.ª Taça da Associação de Andebol de Viseu. Este evento, que contou com a participação do ABC de Nelas, Ac. Lamego e Ac. Viseu, foi um sucesso organizativo e demonstrativo de que é possível a nível regional a criação de provas competitivas e que ajudam no desenvolvimento das modalidades. O Ac. Lamego foi o vencedor do troféu. A repetir.

Desporto motorizado

O desporto motorizado continua a ter muitos adeptos na região. Organizado pelo Moto Club de Viseu decorreu, este fim de semana, o Campeonato Nacional de Stunt Riding na Radial de Santiago (Viseu). Muitas emoções e adrenalina próprias da modalidade tão do agrado dos viseenses. Quer-se mais destes espectáculos desportivos.

“Novela” Helder Rodrigues

o caso do atleta do Penalva de Castelo, Helder Rodrigues, é recorrente no futebol português. Neste tipo de situações todos ficam mal na fotografia. Todos são culpados e vítimas. A bem tudo se vai resolver e nas próximas épocas o caso repete-se com outros intervenientes. Nestas coisas todos têm telhados de vidro.

in Jornal do Centro de 25 de Junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Visto e Falado

João Paulo Correia
O Ac. Viseu ao contratar o Prof. João Paulo Correia para técnico da equipa sénior está a apostar, e bem, na qualidade técnica e organizacional de um treinador jovem e viseense. Só o tempo poderá confirmar o quanto foi acertada esta opção sendo certo que o AVFC tem de caminhar para a sua sustentabilidade e procurar soluções de presente com futuro. Esta é um bom exemplo. Boa sorte Mister.
Torneio Internacional de Futebol Juvenil do SVB
O Torneio Internacional de Futebol Juvenil do Viseu e Benfica já tem um lugar de destaque no calendário desportivo de Viseu. Este é um Torneio que permite que as crianças e jovens do distrito possam competir com equipas de outras regiões, neste caso de um outro País. São 120 jovens franceses que vão estar este fim-de-semana em Viseu para praticar desporto e terem contacto com a nossa cultura. Um exemplo.
Moimenta da Beira & Campia
São os dois clubes que acompanham o Mortágua na despromoção à 1.ª Divisão da AFV. Num campeonato não podem ganhar todos e os clubes que agora descem de divisão têm de encarar tal situação com naturalidade. Para o ano serão certamente equipas fortes e competitivas na 1.ª divisão da AFV e vão dar mais qualidade a este campeonato. Força.
in Jornal do Centro de 21 de Maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Visto e Falado

Sampedrense
Está encontrada a equipa campeã da Divisão de Honra da AFV: Sampedrense. O título mais ambicionado do Distrital está bem entregue pois o clube de São Pedro do Sul fez um campeonato muito regular e consistente. Fernando Silva, o técnico da subida, entra na história do futebol distrital com muito mérito pelo desempenho dos seus atletas ao longo de toda a época. Parabéns ao Sampedrense.
Ac. Viseu
Confirmou-se o pior dos cenários para o Ac. Viseu: a despromoção. O AVFC no seu curto tempo de vida era uma equipa só de sucessos e este percalço (espera-se que seja só isso) desilude todos quantos têm vivido a realidade do clube. A Direcção academista já apontou o dedo ao treinador António Borges como o culpado da descida faltando esclarecer porque foi este o escolhido e por quem. Agora é tempo de partir para uma nova fase da vida academista e que os erros cometidos não se repitam.
S.L.Nelas
Continua o calvário para os lados de Nelas. A equipa tem sido goleada sucessivamente e para os atletas vai toda a solidariedade que possamos transmitir. São os menos culpados de toda esta situação que envergonha o futebol viseense e o concelho de Nelas particularmente.

in Jornal do Centro de 07 de Maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Visto e Falado

Viseu e Benfica & Sernancelhe
São campeões distritais. Depois da subida aos escalões superiores, sagraram-se vitoriosos na 1.ª e 2.ª divisão da AFV, respectivamente. Um título é sempre um marco importante na carreira de todos quantos participam e deve ser sempre prestigiado. Agora falta o principal título da AFV, o campeão da Divisão de Honra e o Sampedrense está perto desse feito. A seguir.
AVFC
A indefinição quanto à manutenção na 2.ª divisão continua. A equipa viseense tem uma fase final de campeonato difícil mas com o objectivo da manutenção ao seu alcance. Espera-se que o Fontelo apoie o Ac. Viseu no próximo domingo pois só a vitória interessa. António Borges estará decerto a motivar os seus pupilos para levarem de vencida a equipa do Eléctrico e «puxarem» muitos viseenses a Esmoriz na última jornada.
Mortágua e Santar
Dois clubes competitivos que descem de divisão. Não acaba o mundo por se baixar de divisão e Santar e Mortágua são zonas em que o futebol se vive de forma apaixonada e têm tido alguma consistência ao longo dos anos. No entanto os resultados desportivos são sempre o principal barómetro e neste capítulo ambos falharam esta época. Para o ano estarão na luta pelo regresso aos escalões em que competiram esta época.

in Jornal do Centro de 23.04.2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não há vencedores por acaso

As cidades de Tondela e Viseu viveram, no sábado, momentos de fortes emoções e de enorme alegria com as vitórias dos seus clubes. As subidas à 2.ª Divisão Nacional de futebol foram conseguidas depois de muito sofrimento, mas o desporto, o futebol também é isso mesmo.
Depois das descidas de Nelas e Penalva, o Distrito corria o risco de ficar fora desta divisão que, não sendo apelativa em termos económicos e desportivos, é sempre a etapa superior ao nível do futebol semi-profissional/amador.





O Plantel do AVFC e a equipa técnica dirigida pelo Prof. Miguel Borges que iniciou a época


As expectativas, nestas ocasiões, são sempre as mais animadoras. Viseu correspondeu ao ir a Fontelo apoiar o Académico e mais do que isso, viver intensamente um jogo de futebol. Uma subida de divisão é um feito enorme, conseguido sempre com dificuldades, com muito espírito de vitória, de conquista. Estes são elementos chaves que têm agora de ser transpostos para a nova época. Aproveitar a onda de ânimo existente. A moldura humana presente no Fontelo no sábado foi demonstrativa que os viseenses gostam de futebol, apreciam este espectáculo desportivo e dizem presente se o que lhes for oferecido for de qualidade, emocionante, apaixonante.
Futebol sem público não existe, não interessa. Cabe aos responsáveis desportivos modernizarem cada vez mais os clubes, tornando-os transparentes e aglutinadores.



Luís Almeida ex-guarda redes do CAF, foi o treinador da subida


As subidas são tónicos importantíssimos para todos os que servem e têm responsabilidades nos clubes de forma a continuarem a fazer um trabalho que os motiva.
Acredita-se que os dirigentes de hoje têm os pés bem assentes na terra e não mais vão entrar em loucuras que hipotequem o futuro dos clubes. A manutenção neste escalão do futebol português é o objectivo destes clubes.
Tondela e Viseu têm excelentes estruturas desportivas que oferecem aos seus clubes seniores, cabendo agora a estes fazerem uma gestão realista na área dos recursos humanos.
Uma subida do Académico de Viseu à liga profissional terá de ser feita sempre degrau a degrau, sustentada. Viseu e a região envolvente vão ter de se unir em torno de um Clube que os represente e dignifique, na certeza que todos temos a ganhar.


in Jornal do Centro de 12 de Junho de 2009

Quem namora pelo fato, leva o Diabo ao contrato

Foi com surpresa que a opinião pública viseense leu um texto inserido no site oficial do Académico de Viseu. Não podemos considerar um comunicado, uma directiva pois não está assinado e refere-se a alguém em… código!
Não se percebe este tipo de recado. Já em 2004 as mensagens em código deram maus resultados, pois não resolveram nada e colocaram todos sob suspeita.
Falta comunicação interna dentro do AVFC?! Organizem-se. Parece que se confirma o pior dos cenários: um novo clube com defeitos velhos.
Esperam-se esclarecimentos ou talvez não. Um facto é indesmentível, a classificação do clube no campeonato distrital da AFV não corresponde, minimamente, ao ensejo dos adeptos academistas. A época futebolística da equipa sénior não está perdida, está comprometida e pode arrastar o clube.
Falar agora que o processo começou mal, não vale de nada. Nunca ninguém respondeu (também ninguém questiona) onde está a Empresa Holandesa de Telecomunicações que iria patrocinar o clube e que foi apresentada pelo Senhor Engenheiro na Assembleia Geral? Afinal a montanha pariu … um rato.
O concelho de Viseu tem as suas equipas na Divisão de Honra da AFV abaixo das expectativas. Mas se Lusitano e Viseu e Benfica fazem a sua caminhada tranquila, não hipotecando o clube na equipa sénior, já o AVFC nasceu para chegar em dois anos aos nacionais e cheio de promessas, mas estas baseiam-se nas aspirações permanentes do homem.
Feliz ano de 2007 a todos os leitores e desportistas.

in Jornal do Centro de 27 de Dezembro de 2006


A forma pouco interessa


Um livro escrito com uma intencionalidade, reprovável, pode ter um papel importante no caso Apito Dourado. Nada deve ficar na mesma.
Não gosto da forma, nem do muito do conteúdo de que trata o livro da ex-companheira do Presidente do FCP. Nem me interessa.
Como alguém que está no desporto as acusações feitas pela autora no que a este domínio dizem respeito, já é diferente. Não somos anjos e sabemos que neste livro está retratado o Presidente do Futebol Clube do Porto, e não só o cidadão Jorge Nuno Pinto da Costa.
Agora cabe à Justiça apurar a verdade. Não somos, ainda, um País da América Latina.
Carolina Salgado vai ter de provar o que escreveu. Que provas dispõe para sustentar as acusações escritas no livro. Não pode fazer de conta que não escreveu nada. A vivência de 6 anos, que diz ter com Pinto da Costa, deve-lhe ter ensinado alguma coisa e, se ele é o homem que ela diz ser, salvaguardou-se antes de escrever.
O Presidente do Futebol Clube do Porto sai mal desta história. Ou será que como disse à chegada ao Funchal: “o que interessa é que o Porto seja campeão” e faz esquecer tudo, arquivando-se o processo?! É que histórias deste teor não vêem de agora.
O Clube sai muito mal. É o seu Presidente.
O FCP é a melhor equipa portuguesa, é a melhor organização de futebol sénior portuguesa. Não se misturem as coisas. Mas saber como se chegou até o ser, era interessante.
Mas se o Porto for campeão, a forma pouco interessa. É como o relato de Carolina Salgado.
O que interessa é o conteúdo (o ganho). Algum.
Boas festas a todos os leitores e amigos.

in Jornal do Centro de 13 de Dezembro de 2006

AVFC esta é a nova designação que temos de assimilar

O Académico de Viseu Futebol Clube está aprovado. Agora á tempo de o sustentar e fazer crescer.
O projecto que está por trás da génese do clube tem mais adeptos que num primeiro olhar fazia crer. A disponibilidade dos viseenses na consolidação desta colectividade deve ser total.
Durante muitas semanas tive neste espaço o cuidado de levantar questões, de intermediar entre o sócio e a gestão do clube. Pensei, ouvi e lancei ideias para a gestão de um clube. As palavras proferidas não voltam para trás.
Defendi uma forma diferente de clube, apontei como fazer a Formação, o que fazer com as Amadoras, a consolidação da Escola de Futebol Os Vasquinhos, a identificação do Fontelo com o clube, a prioridade de ter uma Sede mais funcional e aberta, a introdução das novas tecnologias e meios de comunicação e informação ao serviço do clube, o envolvimento da Região através de protocolos de permutas de serviços, a criação de um Conselho Academista que reunisse, no máximo, duas vezes por ano e integrado por Instituições e Personalidades das Beiras.
A responsabilização de todos é necessária.
Este fim-de-semana começa o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da AFV que, assim, vê o interesse renovado com a participação do Académico de Viseu Futebol Clube. Que sirva esta participação para levar, ainda, mais gente aos campos de futebol, a um maior e melhor envolvimento de todos os desportistas do Distrito.
Façamos votos de uma época memorável do Futebol Distrital com os atletas e treinadores da «Terra».
Favoritos à subida são todos os que se apresentarem organizados e com alicerces de vencedores. Sobe quem for melhor. Quem não se organizou sairá derrotado.
É assim, que deve ser, o futebol.


in Jornal do Centro (30-09-2005)



Para se chegar à nascente é preciso andar contra a corrente

Quem esteve presente na última Assembleia-geral de Sócios e Não Sócios do Académico de Viseu assistiu a uma reedição das mais concorridas e polémicas das décadas de 70 e 80. O facto ocorrido no início da mesma, e que é do conhecimento público, veio criar um vazio enorme e que não foi devidamente corrigido.
Os elementos presentes na mesa, que dirigiram (?!) a Assembleia, não estavam preparados, nem tinham a capacidade de mobilização necessária na altura de «impor» um novo projecto.
Logo, esta Assembleia deveria ter sido adiada de forma a proteger todo o processo de recriação do Académico. Descuraram a capacidade intelectual de muitos associados.
Foi uma reunião magna muito sui generis e que, lamentavelmente, fica na memória de todos os que estiveram presentes, mesmo daqueles que abandonaram a sala a meio. Houve apenas uma discursata.
Não defendo o processo que foi (?!) votado. Este resolve, talvez, pontualmente, o problema.
Por diversas vezes tenho louvado quem se assume como dirigente associativo, mas tenho dificuldade em descortinar alguém com essa vocação neste cenário Dantesco.
O Clube Académico de Futebol continua a existir. Agora nascem o Académico de Viseu Futebol Clube e o Académico SAD em substituição do Grupo Desportivo de Farminhão e Ac. Viseu SAD. Não se percebeu bem a razão ou razões de fundo desta estratégia, sendo que ao ter sido aprovado o protocolo lido na Assembleia este está legitimamente validado.
Mas… para se chegar à nascente é preciso andar contra a corrente, e é isso que um grupo de sócios se propôs fazer ao questionar, de forma legítima, todo o processo e estratégia em que se assentou esta Comissão Administrativa. As respostas foram poucas ao contrário das hesitações que foram muitas.
O contraditório faz crescer.
Durante anos tem se assistido a Assembleias em que os sócios aprovam tudo que se lhe é proposto. Mais uma vitória destas e tudo está perdido de vez.
Há sempre um optimismo exagerado em cada «nova» solução. O optimista erra tantas ou mais vezes que o pessimista, só que se diverte e anda mais feliz.
Todos temos presente o estado a que as coisas chegaram por se votar um tanto ou quanto às escuras muitas das propostas que têm vindo a ser apresentadas. Considero mesmo que há neste tipo de reuniões magnas, em todos os clubes, manipulação de associados. Vai-se atrás do ideal, do bom orador, do maravilhoso. A realidade tem sido outra em termos de resultados.
O protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão , que se fez representar nesta Assembleia de uma forma discreta, sensata e exemplar, visa haver futebol aos domingos no Fontelo. É pouco. Numa altura em que se caiu no fundo, era mais vantajoso criar um projecto ambicioso que começasse do zero. Assim não entenderam alguns sócios.
O Grupo Desportivo de Farminhão por direito próprio poderia utilizar o Fontelo caso se mostrasse interessado em fazê-lo. A não haver futebol profissional, qualquer dos clubes da cidade e do concelho podem solicitar autorização para a realização dos seus jogos. Não convence esta de querer futebol ao domingo no Fontelo.
Veremos a média de espectadores no Fontelo. E se os resultados, caseiros, não começarem a estar de acordo com as ambições?! Volta-se ao Campo do Viso?!
Juridicamente não posso pronunciar-me sobre a organização criada. Já quanto à sua funcionalidade, estou bastante céptico.
Camadas jovens e modalidades amadoras no CAF, futebol no AVFC, Académico Sad desactivada. Quotas pagam no GDF ou no AVFC. CAF continua sem receber subsídios e comporta as actividades amadoras e camadas jovens!
Na teoria aparece aqui muita mistura, muita confusão.
Espera-se agora que a prática demonstre o contrário, que esta foi a melhor solução para o futebol do Académico de Viseu.
A paciência é uma coisa que se admira no condutor de trás, mas que se detesta no condutor da frente. Cabe-nos gerir esta paciência ou partir para outra.
Claro que se pode pensar num clube melhor, mas este é o que temos e se cada um tem o que merece.

Duas notas para dois acontecimentos positivos que ocorrem esta semana: o aniversário do Académico de Viseu de Genebra (Suiça) e a 1.ª Gala do Jornal do Centro.

Com as participações dos Ranchos de Folclore da Casa do Povo de Via Longa e Tuna Típica do Centro Cultural do Campo - Viseu, o Clube Académico de Viseu em Genebra celebra mais um aniversário nos dias 24 e 25 de Setembro, demonstrando uma dinâmica de vida que nos faz envergonhar. Parabéns aos academistas da Suiça por, ainda, nos fazerem acreditar em valores.

O Jornal do Centro , também está de parabéns, realiza hoje a sua 1.ª Gala. Uma iniciativa louvável que vai distinguir personalidades e Instituições, também, na área do desporto. Os bons exemplos devem ser sempre reconhecidos e parabenizados. Eles estão aí.

in Jornal do Centro em 16 de Setembro de 2005


A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige

Desde a primeira hora que sou defensor da criação de um novo clube que, por um lado, tivesse na génese o que de bom há no Clube Académico de Futebol e que, por outro, respeitasse a sua história no desporto nacional.
O Sporting Clube de Portugal modernizou o seu emblema; o Futebol Clube do Porto passou a ter a designação SAD no nome e não deixaram de ser os mesmos clubes. Tudo tem o seu tempo e a forma certa de se fazer as coisas.
A região necessita, urgentemente, de uma agremiação desportiva que congregue todo um conjunto de sinergias dos beirões, independente do bairro, aldeia ou vila em que vivem. A unidade faz a força.
Este clube, substituto de um Académico falido, tem de ser o topo da pirâmide do futebol regional. O que acontece agora é o contrário. Triste!
Todos sabemos que as teorias são coisas muito perigosas. Desenhar um clube novo, sem vícios, sem dividas é um projecto aliciante que acredito haver vários viseenses que estivessem dispostos a fazê-lo.
A anterior Comissão Administrativa do CAF propôs a extinção da 3.ª divisão distrital da AFV com o objectivo que ao criar o «clone» do CAF, este começasse a competir na 2.ª divisão distrital, de forma que no prazo de 4-5 anos estivesse no lugar que hoje deixa. Sinal que se trabalhava na criação de um novo clube, na requalificação do Ac. Viseu.
Esta nova Comissão Administrativa optou, no entanto, por outro caminho. Vamos ter de esperar até ao dia 8 de Setembro, data da Assembleia-geral, para sabermos qual a estratégia, qual o caminho que se está a seguir.
Ao que se sabe, e depois de fracassadas todas as tentativas de resolução do caso Paulo Ricardo, a Comissão Administrativa do Académico de Viseu elaborou uma estratégia que tem na base um protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão para que os viseenses não deixem de ter futebol no Fontelo.
Espera-se que a solução que está a ser colocada em prática tenha pernas para andar, e que os responsáveis estejam a interpretar o desejo de toda a região. Eu tenho dúvidas.
O Académico tem de “alimentar-se” dos melhores jogadores que saiam da formação dos clubes da Região. Tem de ser o clube que una todos os outros no mesmo sentido.
Como já referi, o Académico até podia, numa fase transitória, não ter camadas de formação, mas, a tê-las, a equipa sénior tem de ser sempre o principal objectivo para todos os jovens que praticam futebol no Distrito. Caso contrário, o Académico continuará a ser o clube formador que alimenta as equipas da região, com os seus atletas a passarem do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Juniores, com gastos enormes, para a 1.ª Divisão Distrital da AFV de seniores. Algo está aqui errado!
Contem-se os jogadores que representam o Nelas, o Penalva, o Sátão, o Lamas, que fizeram a formação no Académico de Viseu ! É prestigiante para a formação do CAF ser «fornecedor» a estas equipas de atletas, mas quanto isto custou?! Investimento sem retorno. Muita gente trabalhou com dedicação nesta causa, gratuitamente. Muitos pais contribuíram muito significativamente para a manutenção de todas as categorias a competir, com grande esforço financeiro e de privações de vária ordem. Muito dinheiro foi canalizado para a aquisição de equipamentos, transportes, apoio médico, aluguer de campos, almoços, viagens, etc.
Sabe-se que o Grupo Desportivo de Farminhão vai poder jogar no Fontelo, equipará, provavelmente, com cores do CAF em alguns jogos, será reforçado com meia dúzia de ex-juniores do Ac. Viseu. Onde termina um clube e começa o outro?! Pronunciaram-se os sócios dos dois clubes sobre este protocolo?! Determinaram-se as consequências para os dois clubes?! Que exigências vão ser pedidas ao Grupo Desportivo de Farminhão?!
Em troca, Farminhão seria valorizado com um sintético, cobertura da bancada nesta parceria. Mas quem assegura isso?!
A Câmara Municipal?! Os Repesenses esperam esse sintético (tem 5 equipas federadas), FC Ranhados igualmente, Viseu e Benfica, Lusitano são outros clubes que têm várias equipas a competirem nas diversas categorias.
O Académico de Viseu tem funcionários, tem despesas enormes com as equipas de formação, quais as receitas que vão dar resposta a isto? E os processos em tribunal? As dívidas a ex-profissionais do clube desaparecem com a desistência na participação da equipa no campeonato nacional da 2.ª divisão? A quem é responsabilizado o pagamento da multa de 5.000 pela não participação no Campeonato, depois de já se ter realizado o sorteio?!
Estas e outras questões serão certamente feitas na próxima Assembleia-geral do Clube e para todas elas haverá respostas.
Aí as dúvidas serão dissipadas. A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige, da forma que melhor defenda a aplicação da estratégia delineada.
Acredito que as pessoas que estão na gestão do futebol academista, que tudo têm feito para não deixar morrer o Clube Académico de Futebol, visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais. visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais.
Torço para que esta estratégia valorize o futebol regional, caso se venha a concretizar.
O caminho que preconizo era outro, mas serei um apoiante de todas as iniciativas que ocorram na Região que valorizem o desporto, o desportista viseense.
O CAF pode ser requalificado noutro clube.
Para mim “chegava” uma agremiação desportiva de âmbito regional chamado Académico de Viseu. Prescindo da designação de clube e da modalidade para que está mais vocacionado, o futebol no nome do clube.

in Jornal do Centro em 02 de Setembro de 2005

Académico de Viseu: Entre o clube e a SAD

A época 2005-2006 continua a ser uma incógnita no que respeita à participação do Académico de Viseu nos respectivos campeonatos. As Assembleias realizadas este mês, do Clube e da SAD, tiveram desfechos idênticos com o assumir da inscrição do clube nas provas, mas sem certezas de haver equipas para competirem.
O adiamento sucessivo na tomada de decisões que solucionassem as crises de ambas, pendurado na obtenção de resultados desportivos dos seniores do clube, levou a que não haja neste momento plantel para disputar o campeonato nacional da 2.ª B e que não se saiba em que moldes se vai participar nos campeonatos de formação.
A preocupação quanto ao futuro imediato do Académico é enorme e começa a ter contornos dramáticos. De positivo, só a mudança na mentalidade das pessoas que já assimilaram que por vezes é preciso alterar, mudar qualquer coisa, sem que isso signifique o fim do que quer que seja.
O Clube está dividido em 2 fracções, os que defendem a continuidade do Ac. Viseu nos moldes actuais e os que propõem uma solução radical. A razão deverá no entanto prevalecer. E essa diz que tem de haver uma inversão nos acontecimentos.
A emoção já não é solução. Estamos no Século XXI, era de profissionais e dos melhores. Quem não os tiver perde.
A mobilização que se está a gerar em volta do Académico tem de ser acompanhada por quem tem responsabilidade política e desportiva. Tenho dito e defendido que o subsídio dependência não resolve nada, mas a conjugação de forças, a partilha de meios favorece a todos. Reinar para dividir, não.
Verdade que o Académico de Viseu precisa de dinheiro, mas acima de tudo precisa de uma organização nova, moderna que possa gerar receitas. De pessoas com ideias novas e realistas. Tem de haver um orçamento, um plano de actividades. Que se cumpra.
Não se percebe como foi possível entregar o Ac. Viseu SAD a uma empresa sem se acautelarem os termos em que era feito. Ouvimos mesmo dizer que agora é que o clube estava bem entregue, a gente que percebia de futebol, do meio.
Não tenhamos dúvidas sobre as capacidades de gestão de quem estava à frente da SAD, mas tenhamos dúvidas sobre a estratégia montada. Jogadores com salários elevados, as despesas não foram controladas, as receitas não apareceram. Com este cenário as dividas aumentaram muito e a responsabilidade é de quem?! Dos sócios?! Dos accionistas?! Dos ex-administradores e directores?! Ou de todos?
Agora somos confrontados com a saída desta empresa do Ac. Viseu SAD deixando para trás ordenados por pagar aos «seus» profissionais. O caso Paulo Ricardo bloqueou toda uma estratégia de sucesso?! Não parece que tenha sido só isso.
No futebol os êxitos desportivos estão muito ligados ao sucesso financeiro dos clubes, mas não se pode deixar cair uma Instituição porque perde um jogo. Quando vamos para o campo temos de estar preparados para vencer ou perder, temos de ter o trabalho de casa feito.
Entre o Clube a SAD as diferenças são poucas. Mas uma faz toda a diferença: os 91 anos de um para os cinco da outra.Assim sendo, o mês de Julho de 2005 está a ser o de todas as decisões, só porque não se pode adiar mais. Pena que tenha de ser assim. Que tenhamos de ter vindo ao fundo…
Foi preciso ver sair todos os profissionais do clube, mesmo aqueles que fizeram a sua formação no CAF, para se tomar consciência que o Clube estava a afundar-se de vez. Profissionais que o Clube formou e tem de orgulhar-se deles. Sempre.
O Académico de Viseu é, e vai continuar a ser, o clube mais representativo da Região, o clube que coloca todas as suas equipas nos patamares mais altos dos campeonatos nacionais de jovens. Não é, por isso, altura de virar costas a estes jovens, de defraudar mais expectativas que as que já foram.
O Fontelo continuará, quando e como ainda pouco se sabe e tem sido dito, a ser o local de convívio e competição dos jovens viseenses.
O Académico de Viseu vai estar presente no IBERROCK. Aqui está uma boa ideia de participação do clube na vida da cidade. Na vida da juventude. São nestas iniciativas que o Académico tem de estar sempre presente, de ser um parceiro privilegiado.

in Jornal do Centro 08-07-2005

Aí estão as (in)decisões, e agora?!

Dia 1 e 4 do mês que vem (Julho) realizam-se as Assembleias de Sócios e de Accionistas do Clube Académico de Futebol e do Ac. Viseu SAD, respectivamente. Em Março deste ano, neste mesmo espaço, afirmei que não houve inversão dos acontecimentos na Assembleia Geral do Clube realizada por essa altura e que extremou as posições.
Houve um adiamento e a coragem de um grupo de academistas que em consonância com seccionistas, técnicos se comprometeu a levar o clube a acabar a época desportiva. Cumpriram-no. Nada mais se processou entretanto.
A época desportiva 2005-2006 está a iniciar-se em termos burocráticos (inscrições) e o clube e SAD continuam nas indecisões, nos adiamentos de resoluções.
Este fim-de-semana o Clube mostrou bastante vitalidade e despertou o interesse e atenção de todos os academistas e viseenses em geral. As 1.ªs jornadas de Reflexão e o 1.º Torneio de Futebol Jovem foram iniciativas de sucesso. Esperemos que não tenham vindo tarde demais. As Jornadas tiveram a presença de, cerca de 50, viseenses ilustres e com responsabilidades que puderam, no espaço próprio, reflectir. As opiniões são todas interessantes e importantes, mas têm de ser responsáveis. E aqui, nas Jornadas, foram-no. As pessoas assumiram as suas posições, não houve fugas para a frente.
Mas há faltas que se fazem sentir, pois a presença de todos os ex-corpos directivos, de ex-jogadores, ex-treinadores faziam todo o sentido quando além da reflexão estava a comemoração do 91.º aniversário do clube. Também quem se candidata a cargos de responsabilidade politica devia ter opinião sobre o Académico e fazer-se presente. O Clube é da região. De todos.
No Salão Nobre da Associação de Comerciantes do Distrito de Viseu houve várias sensibilidades, sendo comum que a todos entristece o ponto a que chegou o Académico de Viseu, divergindo no futuro do mesmo. Se para alguns o valor das dívidas é inultrapassável e condiciona sempre o clube, para outros o Académico deve sempre sobreviver a esta crise mesmo que tenha de baixar mais em termos desportivos.
Mas esta seria já a altura de estar em marcha o projecto que se pretende e não ainda andar a discutir, a reflectir. O tempo escoa rapidamente.
Mais que o Académico, Viseu precisa de um projecto desportivo de qualidade, de técnicos de desporto que no «campo» coloquem um projecto de desenvolvimento harmonizado que una o desporto de lazer com o da competição. Talentos existem. Espaço desportivo também o há. Crie-se o cronograma, escolham-se as modalidades e desenvolva-se o desporto viseense. Quanto ao Académico o regresso ao amadorismo, a aposta na formação e nos jogadores que ela faz, já há muito devia ter sido feito. A crise é para todos e a queda começa a ser em efeito dominó…. Quem primeiro a combater, melhor preparado vai estar quando o rigor e a coragem política desportiva apertar.
Esta semana o Sindicato dos Jogadores Profissionais veio alertar para o estado actual das finanças dos clubes. Se na 1.ª Liga os jogadores não recebem os ordenados há meses, imagine-se o que vai pelos campeonatos fora.
A SAD do Académico de Viseu também ela continua em crise profunda. Esta época serviu, ao que se julga, para aumentar o passivo e pouco mais se pode dizer. Juridicamente o Ac. Viseu SAD tem muito para tratar e ser tratado.
Esta semana ficou a saber-se que o Ac. Viseu SAD precisa de 300 mil euros a curtíssimo prazo, para inscrever a equipa. A divida total são 500 mil euros!!! A Administração está demissionária. A Gestifute deixou a Sociedade Anónima. Mais um ano se passou e o Ac. Viseu regrediu mais uma vez.
Volta a SAD às mãos dos viseenses? Volta o Clube a ficar com a gestão do futebol sénior? Quais as mais valias que ficam da época que acaba? Valerá a pena adiar um tratamento de choque e viver com a realidade?!
Os primeiros dias de Julho, com a realização das duas Assembleias, vão ser decisivas, porque agora o tempo escoou.O desenvolvimento sustentado do Académico vai ter de ser perspectivado a médio, longo prazo. Agora há que respeitar acordos e motivar dirigentes a comandarem um Académico diferente, mas que pode ser orgulho da Região.
O Torneio de Futebol Jovem Académico / Piaget realizado também este fim-de-semana, foi um sucesso. E tinha de ser. Quando se trabalha com profissionalismo, qualidade e dedicação na organização de eventos que mexam com as crianças e jovens, o êxito é tremendo. Para muitos foi o primeiro contacto com relva, para outros a primeira vez que dormiram fora de casa, sem ser com os pais. Estes participantes nunca mais vão esquecer o Académico, o Fontelo, Viseu. O convívio saudável foi sempre por demais evidente.

in Jornal do Centro (24-06-2005)


Nos 91 anos de existência
Académico na linha avançada

Na continuação das comemorações do 91º aniversário do Clube, a Comissão Administrativa do Académico de Viseu preparou alguns eventos que julgo ser de grande importância e significado.
Os tempos são de mudança e quem não tiver a perspicácia de prever e preparar o futuro não vai mais conseguir sobreviver. Pois viver há muito que os clubes o deixaram de fazer.
Há, felizmente, bons exemplos em outras actividades que devem ser trazidas para o desporto, para uma gestão desportiva moderna. Um slogan utilizado por uma força partidária pode ser «adaptada» pelo Clube e trazer o Académico de Viseu para o Rossio.
É que sendo este o espaço cartão de visita da cidade, ponto de passagem obrigatório de todos, é aqui que o Ac. Viseu se deve fazer ver e sentir da sua existência. Não se deve esconder nem ser o feudo só de alguns.
Campanhas de sensibilização como «EU SOU ACADÉMICO» devem estar presentes no dia-a-dia de todos os beirões, fazer parte da sua vivência quotidiana. A Instituição é de todos e devemos ter isso presente. Numa altura em que a politica desportiva do CAF tem de ser repensada e organizada para enfrentar um futuro que não se antevê fácil, é no valor institucional que se deve acreditar e apoiar.
Há gente de valor com vontade de servir o clube. Chamem-nos.
A Imprensa regional mais que uma vez mostrou disponibilidade para divulgar, debater o Académico. Porque não utilizar esta via tão importante para o fazer?! O Académico aparece muitas das vezes na Imprensa pela parte mais negativa do clube porque nunca, me parece, os seus dirigentes souberam comunicar com os viseenses. Hoje é importantíssimo ter profissionais da área da comunicação que trabalhem com as Instituições, Empresas, Associações. Trabalhar a imagem é meio caminho andado para o sucesso individual ou colectivo.
«NA LINHA AVANÇADA» é outro slogan que o clube adopta ao aparecer junto dos eventos empresariais e comerciais. Estar presente, dar a cara, assim consegue-se transmitir que o clube está vivo, que existe.
Os resultados destas campanhas estão a ser bastante satisfatórios criando mesmo nas pessoas a indignação do porquê de o Clube ter estado ausente, de se ter isolado.
A formação no Académico de Viseu é de grande qualidade. Os resultados são óptimos perante todos os condicionalismos e se quem dirige souber captar novos valores aproveitando a credibilidade que o clube tem nesta área, ainda pode melhorar muito.

Dia 17 de Junho o Clube realiza as suas 1.ªs jornadas de reflexão e começa logo a ser feliz com o local que escolheu: o Salão Nobre da Associação Comercial de Viseu no centro da cidade, depois porque reunir os academistas sem ser para lhes pedir dinheiro, mas «só» para virem viver o Académico. Apagar as velas do 91.º aniversário. A confirmar-se a presença das Entidades politicas, desportivas, associativas, culturais, ex-atletas, ex- treinadores, sócios… será na certeza um dia que marca positivamente o clube.

Dia 18 de Junho o 1º Torneio Infantil do Académico de Viseu no estádio do Fontelo com a participação de 30 equipas que vão movimentar cerca de 400 atletas. Assim todos vão apoiar o Académico de Viseu, assim vale a pena dizer «EU SOU ACADÉMICO».
O Clube não é só aquela nossa equipa que ao domingo de quinze em quinze dias joga no Fontelo. Vai muito mais além disso. Perguntem ao cerca de 500 atletas que o clube tem. Aos treinadores/formadores do futebol de iniciação e formação, aos elementos das outras modalidades.

O passado deve ser lembrado e debatido, se houver responsáveis que assumam, mas não é nesta altura a prioridade do clube. É o seu futuro. Os seus jovens.
Se a receptividade dos viseenses já tem sido boa ao contacto que a Comissão Administrativa tem feito no sentido de lhes pedir colaboração para a resolução dos problemas que condicionam o quotidiano do Académico, com este tipo de iniciativas vão reforçar a adesão de todos os beirões.
Fazer agora a escolha certa vai relançar o Académico. Pode demorar anos, mas será uma construção sólida e de orgulho para todos.

Por fim, não tem sido todos os dias que podemos falar do Clube pela positiva, por estar a fazer a diferença pelo objectivo que foi criado: ser o clube da região.
Hoje realiza-se, no Fontelo, um jogo que reúne muitos dos melhores profissionais portugueses. Espera-se uma festa bonita.
Este evento é a prova de que é possível fazer movimentar a região através e pelo Académico. A organização deste jogo é de um empresa na área do marketing e comunicação desportiva, prova do quanto é importante este tipo de associação em termos empresariais.


in Jornal do Centro (10-06-2005)

Somos um País de clubes que não gosta de futebol

A época de 2004-2005 está no fim. Este ano não há Europeu, as atenções vão estar centradas nas aquisições, nas mudanças que vão ocorrer nas equipas.
E que nos espera para a próxima época? Não tenhamos ilusões e tudo vai continuar muito igual. Não há dinheiro, os espectáculos desportivos em geral e o futebol em particular vão continuar a ser de baixa qualidade, vai se continuar a viver do «desenrasca».
Este ano, de eleições autárquicas, adia-se a nível nacional a reestruturação das competições nacionais, adia-se a prioridade patente de apostar na Formação, na qualidade dos espaços desportivos em prejuízo do sucesso visível a curto prazo, através de aquisições caras e sonantes, que se esgotam mesmo antes do Natal.
Portugal vive uma crise económica com reflexos na sociedade portuguesa de uma forma bastante significativa. O desporto e a cultura são as áreas que vão nos alimentando, mas corre-se o sério risco de vermos os investimentos a serem feitos em acções de shows em troca de uma politica rigorosa de investimento na juventude portuguesa, proporcionando-lhe condições de desenvolvimento desportivo e cultural de qualidade.
Somos um País de clubites, não se gosta de desporto, vive-se pelos clubes.
A evolução desportiva tem de ser feita. Não podemos viver o desporto da mesma forma que o fizemos no século passado.
A vitória do Benfica na Super Liga e a «proibição» de que foram alvo os seus adeptos de festejarem no centro da cidade do Porto é lamentável. Avisaram que isto ía acontecer e…fizeram-no! Todo o País viu, as televisões filmaram e que acontece? Nada.
A liberdade desportiva de cada um tem de ser respeitada. Precisamos de começar já a transmitir valores desportivos, de cidadania às nossas crianças aos nossos jovens. Leva tempo mudar mentalidades, mas temos de começar algum dia.
O que se passa na Super Liga passa-se em todos os escalões. As proporções é que são diferentes.
Desporto não é isto. Ser-se desportista, adepto não é o que vemos nos campos de futebol e fora deles na maioria das vezes.
A competição, a participação, a permuta de conhecimentos técnicos e táticos são fontes de enorme prazer para quem anda no Desporto, que gosta de desporto e que mesmo perdendo sente-se mais rico, mais forte. Os fundamentalistas dos clubes são sempre gente frustrada, não conseguem ter prazer na competição. Não saboreiam a felicidade da vitória, não choram na derrota. Não têm sentimentos desportivos.
Precisamos de apostar numa Formação de qualidade. O futuro se encarregará de nos compensar se o fizermos.
A paixão desportiva em Portugal está trocada. A paixão é nos espaços desportivos que se vê. Com civismo e respeito pelo próximo.
Clubes sem dívidas aos seus atletas, aos seus fornecedores, ao Estado rareiam cada vez mais. Os orçamentos têm de ser mais rigorosos. Temos de aprender a viver com o que temos. Podemos passar pelo «deserto» a nível internacional, mas não penhoramos o futuro das nossas crianças. Gerir com contas de merceeiro também não é solução. Mecenas são situações efémeras.
Benfica e Porto são os exemplos maiores de quem não tem dinheiro, que despreza a sua formação em troca do endividamento de todos nós na aquisição, quase sempre, de estrangeiros. O mau exemplo vem de cima.
O Benfica foi campeão com um só jogador, titular, formado por si. O Dínamo de Moscovo joga com mais portugueses que muitas das equipas portuguesas das nossas Ligas profissionais. Algo vai mal neste País sem dinheiro e com mentalidade de rico.
Portugal tem tantas equipas na Super Liga como países que têm uma densidade populacional e área geográfica muito superior à nossa.
O Desporto é só mais um exemplo. Um mau exemplo.
O Instituto Nacional de Estatística acaba de publicar as Estatísticas da Cultura, Desporto e Recreio 2003 do nosso país, a ver com atenção, e que me merece um comentário numa próxima oportunidade.
Mas agora é justo parabenizar os campeões. Destaco o meu amigo Mister Rui Manuel no Nelas. Através dele saúdo todos os que foram campeões e os que foram dignos, mesmo não sendo primeiros, da actividade desportista que praticam e honram.

in Jornal do Centro (27-05-2005)


Pregar no deserto: há um ano, tal e qual como hoje

Esta expressão faz todo o sentido no que respeita a tudo que tenho escrito nestas páginas sobre o Académico de Viseu. Valerá mesmo a pena?
Vivo o desporto, e o futebol em particular, na sua forma mais pura e bela que este pode ter. Não entendo a vivência guerreira de alguns agentes desportivos em oposição ao desportivismo, à competição séria e verdadeira.
Para a escrita deste artigo quinzenal «mergulhei» no meu arquivo e reli as reflexões dos meus amigos Prof. João Luís e Dr. José Costa, os artigos dos jornalistas Gil Peres e José Luís Araújo. E que constato?
Muito do que tenho dito nestas páginas já eles o escreveram, e que também eles se devem sentir pregadores do deserto, sentir que hoje voltavam a escrever precisamente o mesmo.
As reflexões são radiografias exactas da realidade academista. Continuam actualizadíssimas. Diagnosticavam o que mal estava. Davam indicações e alertavam para o debate sério e desinteressado que deve ser feito entre todos os que têm responsabilidade e os que são sensíveis ao fenómeno desportivo. Mas adiou-se, adia-se.
Os artigos de pesquisa fazem análises interessantíssimas do estado em que o clube estava e como foi que lá se chegou.
Há precisamente um ano, na imprensa regional e nacional, o Académico SAD era noticia por comunicados de jogadores alertando para o não pagamento de ordenados; era notícia por um treinador em ameaça constante de rescindir contrato; pela falta da existência de uma alternativa directiva no clube; pela frustração da não subida do Ac.Viseu SAD à 2.ª liga.
Está tudo registado.
Em contraste com essa situação vivia-se com as excelentes prestações e resultados das equipas de formação do Clube nos diversos campeonatos em que competiam. Tal e qual como hoje. Os juniores e iniciados do clube têm a manutenção no nacional garantida, os juvenis estão a um pequeno passo de subirem ao respectivo campeonato nacional da categoria, e os infantis e escolas são consideradas as equipas mais fortes e em melhor posição de ganharem os campeonatos distritais em que estão inseridas.
Uma conclusão salta aos olhos sem grande reflexão: existe em Viseu muita juventude com aptidão e dedicação para a prática desportiva, neste caso o futebol. Vai-se continuar a frustrar estes jovens?! E que reflexos pode ter isso numa sociedade de jovens sem expectativas de fazerem uma formação desportiva séria e de qualidade?!
Não se pode abandonar estes jovens. Estão em competição e até final desta época têm de continuar a ser acarinhados e a serem-lhes proporcionadas as melhores condições possíveis. Em paralelo, já devia estar em marcha um processo de alternativas válidas para a viabilização do clube ou de uma «renovação engenhosa». Parece-me é que existe só um pequeníssimo grupo interessado e voluntário na procura de uma solução.
Organizar o clube, trazer o clube para o centro da cidade através de uma Sede Social visível e digna, colocar o clube na web, criar uma nova imagem, moderna e atractiva, de tudo isto o CAF precisa e muitos profissionais desta área podem colaborar neste sentido. Para alguns podem ser pormenores eu defendo que é a única forma do clube renascer e de se assumir de uma vez por todas como o «porta-estandarte» da cidade, da região. Não se pode dizer sempre mal, de andar a sempre a culpar «os outros». Todos podem e devem colaborar.
A Comissão Administrativa do Clube tem em «campo» um peditório junto das empresas e comerciantes e a recepção está a ser bastante simpática, com o abrir de portas que se pensavam fechadas. Os montantes podem ser pequenos, são insuficientes, a conjectura económica está mal para todos, mas tem de ser reconhecido mais este esforço que se tem feito para ajudar o Clube a ir superando o seu dia a dia. Louve-se.
Se todos contribuirmos da melhor forma que soubermos e pudermos, será tudo mais fácil de certeza.
O Académico não é único clube no Concelho, mas é o Clube do Concelho, do Distrito.
Estas semanas não são propícias a grandes desenvolvimentos regionais desportivos, jogam-se as finais da Super Liga, a final da Taça Uefa, a final da Taça de Portugal e as atenções desportivas vão estar centradas nestes jogos. Vai ser delicioso ver o futebol na sua maior pujança a proporcionar-nos alegrias, tristezas. O futebol é isto. Hoje ganha-se, amanhã perde-se. Mas não é o futebol um jogo?!
Quem passa por estas emoções, por sentimentos opostos em questões de minutos… sabe entender e viver o desporto como deve ser vivido: com espírito de campeão, mesmo quando não ganha.
No distrito quase tudo está decidido, com o balanço final Itálicoa poder-se considerar positivo com as prestações das nossas equipas dentro das quatro linhas.
Só faltava mesmo é o Académico subir.

in Jornal do Centro (13-05-2005)

Ac.Viseu: para quando o debate?

A Sé Catedral de Viseu ia caindo quando, em Março, a Direcção do Clube Académico de Futebol, em comunicado, alertou para o estado actual do clube. Indignaram-se, revoltaram-se muitos viseenses ilustres com a possibilidade referida no comunicado da sua possível extinção, caso não houvesse inversão no caminho que o clube segue.
Dois meses se passaram e surge a pergunta: que foi feito para inverter esse caminho?
Nada. Mesmo nada. Esta é a realidade, triste, do Académico de Viseu.
Da Assembleia-geral do Clube, que contou com cerca de 50 sócios, saiu uma Comissão Administrativa que se prontificou, corajosamente, a garantir um final de época desportiva. Foi tudo o que se conseguiu arranjar.
O debate sobre o Académico de Viseu morreu por aí. Como se tudo tivesse bem e o futuro do clube estivesse garantido. Vem, agora, a CA promover um peditório junto do tecido empresarial e comercial de Viseu. Dá assim um forte sinal de que as coisas continuam mal. Ninguém pede quando tem.
Peditórios são soluções pontuais, não fazem parte de uma gestão contínua e programada.
A época desportiva 2004-2005 corre para o fim e com ela o terminar de um ciclo que pode ser mesmo o cair por terra do clube.
Nestas últimas época, as equipas de formação do Académico de Viseu têm partido em desvantagem relativamente aos adversários, pois não têm recebido os subsídios a que têm direito. Não se pode arrastar esta situação por mais tempo. Está em causa a verdade desportiva.
A Comunicação Social não mais promoveu o debate e o clube sente-se sem meios físicos e humanos para o fazer. Só mesmo nos cafés se vai falando do que está mal e do que o clube já não dá. Do bom e do prestígio já poucos se lembram.
Ouve-se é muita gente falar “no meu tempo” esquecendo-se que foi a desorganização de muitos anos que leva o clube a esta situação. Na maior parte das vezes pensando que estavam a fazer bem, estes dignos dirigentes estavam a criar vícios a adiar soluções. O mal geral do futebol português: um passo sempre maior que as pernas.
Alguns dos profissionais, que “vestiram” a camisola negra do CAF, falam do que deram ao clube, esquecendo-se que foi a Instituição quem lhes deu mais. Entre o deve e o haver o clube fica sempre de prejuízo. Falam como se o Clube fosse seu mas que outros se apoderaram dele. O Clube é de e para todos. Mas ninguém é eterno, todos têm um tempo de estar. Ser-se academista é para sempre.

Quem vai gerir o Académico? De que forma, para onde? Tem sentido fazer formação no Ac. Viseu para alimentar os clubes da região e não o plantel sénior do clube?! Precisam-se de explicações, de se saber qual a orientação.
Chega a altura de debater tudo e todos. De debater o futebol viseense, o papel que o Académico de Viseu tem e pode ter. Que querem as entidades, as pessoas da Região?
A carreira da equipa sénior tem, parece, condicionado todo este debate, com a possibilidade de subida de divisão. Falar agora pode ser sempre factor de destabilização e talvez por isso pouco ou nada se fale. O tempo está a passar muito depressa, são precisas decisões.
Sem protagonismos, sem se ser dono da razão, deve-se debater com bom senso e com o dever de contribuir para o desenvolvimento do futebol em Viseu.
Promova-se o debate, com urgência. Reúnam-se agentes desportivos, convidem-se as Instituições, chame-se quem tanto parece saber, nos cafés, mas reúnam-se rapidamente e encontrem-se soluções ou então… é mesmo o fim.
Há muita juventude da Região que está na expectativa. Que gostaria de saber se tem ou não Académico de Viseu para praticar desporto continuamente durante o ano, como deve ser norma de uma formação desportiva de qualidade.
Na última semana num jantar de angariação de fundos, o Académico juntou cerca de três centenas de viseenses! No que mais não foi que um balãozinho de oxigénio. Mas todos quiseram estar na foto. Defendi a iniciativa, mas preferia ver estas centenas de pessoas na última Assembleia do Clube. É que se o tivessem feito, talvez este jantar não tivesse sido necessário.

E a Sé Catedral se não caiu até agora, com o que tem observado, também já não cai.

in Jornal do Centro (29-04-2005)




Jantar de recolha de fundos conta com a presença de João Manuel

Realiza-se esta segunda-feira, dia 18 de Abril, um jantar de angariação de fundos para ajudar os profissionais do Académico de Viseu SAD. Esta foi a forma encontrada pelos mesmos para recolherem algum dinheiro que lhes permita fazer face às dificuldades que enfrentam pela falta de recebimento dos ordenados. 2005 ainda não chegou ao Académico SAD no que respeita aos pagamentos de vencimentos aos seus atletas profissionais!Os resultados desportivos estão a ser bastante motivadores e se mais não fosse, só por isto, estes Homens merecem ver os compromissos assumidos para com eles satisfeitos.As dificuldades não são exclusivas do Académico de Viseu o que leva a que se questione e avalie a forma como o futebol profissional em Portugal tem sido gerido.
Não é, concerteza, a deslocação de profissionais de futebol para a organização deste tipo de eventos uma gestão correcta de um clube.
Mas neste momento, é de saudar a iniciativa e apoiá-la.Esta não é altura de questionar que Académico vamos ter no futuro, pois este está dependendo dos resultados desportivos no Campeonato da 2.ª Divisão e de quem irá ficar a gerir o clube.Vamos ver como responde a Cidade a esta chamada, se os viseenses mais ou menos ilustres, com responsabilidades sociais, politicas, desportivas vão aparecer, transmitir solidariedade e dizer que estão atentos a esta triste situação em que o clube continua envolvido. O Académico está na luta pela subida de divisão, os jogadores têm ganho os jogos e será esta uma boa altura de lhes dar força e não os deixar desanimar. A fasquia está alta mas possível de alcançar. Esperemos que o Expo Center, no Day After, seja pequeno para a manifestação de apoio que os viseenses vão fazer aos atletas profissionais do CAF. Esta iniciativa vai contar com a presença de João Manuel. A solidariedade vai ser assim reforçada neste jantar com uma pequena, mas de certeza sentida, homenagem ao João.Acredito que o João Manuel vai se sentir grato e quando a homenagem vem dos próprios colegas de ofício, o significado da expressão solidariedade aumenta.
João Manuel vai ser alvo de um almoço de homenagem em Sernancelhe nos finais deste mês. Os beirões não esquecem os seus filhos. E todas estas manifestações são mais do que justas, mais que merecidas.

14 de April de 2005

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Valerá a pena continuar a procura?

O Ac. Viseu tem este domingo mais uma Assembleia Geral. Mais uma!. Começa a prolongar-se de forma quase dramática a entrada de novos Corpos Sociais para dirigirem o clube.
Em Maio a, ainda, Direcção do Académico propôs a antecipação de eleições de forma a se preparar a nova época. Os sócios demarcam-se deste processo. A cidade ignora-o. Valerá a pena continuar a procura?
O Académico tem o caso Paulo Ricardo como entrave ao desenvolvimento corrente das suas actividades. Ou é este o pretexto para se justificar a ausência de novos dirigentes, o cansaço dos «velhos».
Falta gente no dirigismo desportivo, não pode uma Instituição como o CAF ter 4/5 directores por mandato. Cansa quem está, desilude quem quer entrar.
O clube é viável, o passado é que o pode matar.
A crise que o clube atravessa vem de longe, as dividas são de outrem mas o dia-a-dia de dezenas de jovens está afectado e se há uma identificação de problemas não se vêem soluções para os mesmos. E não vale criar expectativas a estes jovens, se há falta de um projecto desportivo se junta a falta de entrada de dinheiro!
Soluções de recursos, fugas para a frente não servem. É só adiar e prolongar o caos.
Valerá a pena desistir? Começar de novo ou deixar Viseu no marasmo desportivo em que vive?
Deixamos os espaços, poucos mas nossos, para os meninos de fora usarem? Já estamos habituados ao show das competições efémeras em Viseu. Os nossos jovens é que não têm tanta sorte, mas sempre podem ir aplaudir os que cá vêm competir.
O Ac. Viseu já não movimenta multidões, porque não está na super liga. Não haja dúvidas disto. O Clube é a nível nacional dos que está melhor situado geograficamente para ser porta-bandeira de uma região.
É preciso, e de uma vez por todas, esclarecer o que se quer para Viseu. Mais do que o clube é a cidade, a região que têm uma palavra a dar. Vamos ser sempre telespectadores? Assumam-no. Vamos ser sempre sócios correspondentes dos clubes de Lisboa e Porto? Se é isso que se quer. Aplaudir os meninos das sub? Já nem para isso se vai ao Fontelo.
Viseu precisa de uma revolução na sua mentalidade desportiva.
Não se pode dizer mal por dizer de quem está de corpo e alma nos clubes. Não se pode rotular as pessoas que servem os clubes de uma forma totalmente desinteressada, que as priva de muito da sua vida profissional e familiar.
Também por isto ninguém quer ser dirigente!

5 de Outubro de 2004

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...