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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Académico de Viseu: Entre o clube e a SAD

A época 2005-2006 continua a ser uma incógnita no que respeita à participação do Académico de Viseu nos respectivos campeonatos. As Assembleias realizadas este mês, do Clube e da SAD, tiveram desfechos idênticos com o assumir da inscrição do clube nas provas, mas sem certezas de haver equipas para competirem.
O adiamento sucessivo na tomada de decisões que solucionassem as crises de ambas, pendurado na obtenção de resultados desportivos dos seniores do clube, levou a que não haja neste momento plantel para disputar o campeonato nacional da 2.ª B e que não se saiba em que moldes se vai participar nos campeonatos de formação.
A preocupação quanto ao futuro imediato do Académico é enorme e começa a ter contornos dramáticos. De positivo, só a mudança na mentalidade das pessoas que já assimilaram que por vezes é preciso alterar, mudar qualquer coisa, sem que isso signifique o fim do que quer que seja.
O Clube está dividido em 2 fracções, os que defendem a continuidade do Ac. Viseu nos moldes actuais e os que propõem uma solução radical. A razão deverá no entanto prevalecer. E essa diz que tem de haver uma inversão nos acontecimentos.
A emoção já não é solução. Estamos no Século XXI, era de profissionais e dos melhores. Quem não os tiver perde.
A mobilização que se está a gerar em volta do Académico tem de ser acompanhada por quem tem responsabilidade política e desportiva. Tenho dito e defendido que o subsídio dependência não resolve nada, mas a conjugação de forças, a partilha de meios favorece a todos. Reinar para dividir, não.
Verdade que o Académico de Viseu precisa de dinheiro, mas acima de tudo precisa de uma organização nova, moderna que possa gerar receitas. De pessoas com ideias novas e realistas. Tem de haver um orçamento, um plano de actividades. Que se cumpra.
Não se percebe como foi possível entregar o Ac. Viseu SAD a uma empresa sem se acautelarem os termos em que era feito. Ouvimos mesmo dizer que agora é que o clube estava bem entregue, a gente que percebia de futebol, do meio.
Não tenhamos dúvidas sobre as capacidades de gestão de quem estava à frente da SAD, mas tenhamos dúvidas sobre a estratégia montada. Jogadores com salários elevados, as despesas não foram controladas, as receitas não apareceram. Com este cenário as dividas aumentaram muito e a responsabilidade é de quem?! Dos sócios?! Dos accionistas?! Dos ex-administradores e directores?! Ou de todos?
Agora somos confrontados com a saída desta empresa do Ac. Viseu SAD deixando para trás ordenados por pagar aos «seus» profissionais. O caso Paulo Ricardo bloqueou toda uma estratégia de sucesso?! Não parece que tenha sido só isso.
No futebol os êxitos desportivos estão muito ligados ao sucesso financeiro dos clubes, mas não se pode deixar cair uma Instituição porque perde um jogo. Quando vamos para o campo temos de estar preparados para vencer ou perder, temos de ter o trabalho de casa feito.
Entre o Clube a SAD as diferenças são poucas. Mas uma faz toda a diferença: os 91 anos de um para os cinco da outra.Assim sendo, o mês de Julho de 2005 está a ser o de todas as decisões, só porque não se pode adiar mais. Pena que tenha de ser assim. Que tenhamos de ter vindo ao fundo…
Foi preciso ver sair todos os profissionais do clube, mesmo aqueles que fizeram a sua formação no CAF, para se tomar consciência que o Clube estava a afundar-se de vez. Profissionais que o Clube formou e tem de orgulhar-se deles. Sempre.
O Académico de Viseu é, e vai continuar a ser, o clube mais representativo da Região, o clube que coloca todas as suas equipas nos patamares mais altos dos campeonatos nacionais de jovens. Não é, por isso, altura de virar costas a estes jovens, de defraudar mais expectativas que as que já foram.
O Fontelo continuará, quando e como ainda pouco se sabe e tem sido dito, a ser o local de convívio e competição dos jovens viseenses.
O Académico de Viseu vai estar presente no IBERROCK. Aqui está uma boa ideia de participação do clube na vida da cidade. Na vida da juventude. São nestas iniciativas que o Académico tem de estar sempre presente, de ser um parceiro privilegiado.

in Jornal do Centro 08-07-2005

Ac.Viseu: para quando o debate?

A Sé Catedral de Viseu ia caindo quando, em Março, a Direcção do Clube Académico de Futebol, em comunicado, alertou para o estado actual do clube. Indignaram-se, revoltaram-se muitos viseenses ilustres com a possibilidade referida no comunicado da sua possível extinção, caso não houvesse inversão no caminho que o clube segue.
Dois meses se passaram e surge a pergunta: que foi feito para inverter esse caminho?
Nada. Mesmo nada. Esta é a realidade, triste, do Académico de Viseu.
Da Assembleia-geral do Clube, que contou com cerca de 50 sócios, saiu uma Comissão Administrativa que se prontificou, corajosamente, a garantir um final de época desportiva. Foi tudo o que se conseguiu arranjar.
O debate sobre o Académico de Viseu morreu por aí. Como se tudo tivesse bem e o futuro do clube estivesse garantido. Vem, agora, a CA promover um peditório junto do tecido empresarial e comercial de Viseu. Dá assim um forte sinal de que as coisas continuam mal. Ninguém pede quando tem.
Peditórios são soluções pontuais, não fazem parte de uma gestão contínua e programada.
A época desportiva 2004-2005 corre para o fim e com ela o terminar de um ciclo que pode ser mesmo o cair por terra do clube.
Nestas últimas época, as equipas de formação do Académico de Viseu têm partido em desvantagem relativamente aos adversários, pois não têm recebido os subsídios a que têm direito. Não se pode arrastar esta situação por mais tempo. Está em causa a verdade desportiva.
A Comunicação Social não mais promoveu o debate e o clube sente-se sem meios físicos e humanos para o fazer. Só mesmo nos cafés se vai falando do que está mal e do que o clube já não dá. Do bom e do prestígio já poucos se lembram.
Ouve-se é muita gente falar “no meu tempo” esquecendo-se que foi a desorganização de muitos anos que leva o clube a esta situação. Na maior parte das vezes pensando que estavam a fazer bem, estes dignos dirigentes estavam a criar vícios a adiar soluções. O mal geral do futebol português: um passo sempre maior que as pernas.
Alguns dos profissionais, que “vestiram” a camisola negra do CAF, falam do que deram ao clube, esquecendo-se que foi a Instituição quem lhes deu mais. Entre o deve e o haver o clube fica sempre de prejuízo. Falam como se o Clube fosse seu mas que outros se apoderaram dele. O Clube é de e para todos. Mas ninguém é eterno, todos têm um tempo de estar. Ser-se academista é para sempre.

Quem vai gerir o Académico? De que forma, para onde? Tem sentido fazer formação no Ac. Viseu para alimentar os clubes da região e não o plantel sénior do clube?! Precisam-se de explicações, de se saber qual a orientação.
Chega a altura de debater tudo e todos. De debater o futebol viseense, o papel que o Académico de Viseu tem e pode ter. Que querem as entidades, as pessoas da Região?
A carreira da equipa sénior tem, parece, condicionado todo este debate, com a possibilidade de subida de divisão. Falar agora pode ser sempre factor de destabilização e talvez por isso pouco ou nada se fale. O tempo está a passar muito depressa, são precisas decisões.
Sem protagonismos, sem se ser dono da razão, deve-se debater com bom senso e com o dever de contribuir para o desenvolvimento do futebol em Viseu.
Promova-se o debate, com urgência. Reúnam-se agentes desportivos, convidem-se as Instituições, chame-se quem tanto parece saber, nos cafés, mas reúnam-se rapidamente e encontrem-se soluções ou então… é mesmo o fim.
Há muita juventude da Região que está na expectativa. Que gostaria de saber se tem ou não Académico de Viseu para praticar desporto continuamente durante o ano, como deve ser norma de uma formação desportiva de qualidade.
Na última semana num jantar de angariação de fundos, o Académico juntou cerca de três centenas de viseenses! No que mais não foi que um balãozinho de oxigénio. Mas todos quiseram estar na foto. Defendi a iniciativa, mas preferia ver estas centenas de pessoas na última Assembleia do Clube. É que se o tivessem feito, talvez este jantar não tivesse sido necessário.

E a Sé Catedral se não caiu até agora, com o que tem observado, também já não cai.

in Jornal do Centro (29-04-2005)




Jantar de recolha de fundos conta com a presença de João Manuel

Realiza-se esta segunda-feira, dia 18 de Abril, um jantar de angariação de fundos para ajudar os profissionais do Académico de Viseu SAD. Esta foi a forma encontrada pelos mesmos para recolherem algum dinheiro que lhes permita fazer face às dificuldades que enfrentam pela falta de recebimento dos ordenados. 2005 ainda não chegou ao Académico SAD no que respeita aos pagamentos de vencimentos aos seus atletas profissionais!Os resultados desportivos estão a ser bastante motivadores e se mais não fosse, só por isto, estes Homens merecem ver os compromissos assumidos para com eles satisfeitos.As dificuldades não são exclusivas do Académico de Viseu o que leva a que se questione e avalie a forma como o futebol profissional em Portugal tem sido gerido.
Não é, concerteza, a deslocação de profissionais de futebol para a organização deste tipo de eventos uma gestão correcta de um clube.
Mas neste momento, é de saudar a iniciativa e apoiá-la.Esta não é altura de questionar que Académico vamos ter no futuro, pois este está dependendo dos resultados desportivos no Campeonato da 2.ª Divisão e de quem irá ficar a gerir o clube.Vamos ver como responde a Cidade a esta chamada, se os viseenses mais ou menos ilustres, com responsabilidades sociais, politicas, desportivas vão aparecer, transmitir solidariedade e dizer que estão atentos a esta triste situação em que o clube continua envolvido. O Académico está na luta pela subida de divisão, os jogadores têm ganho os jogos e será esta uma boa altura de lhes dar força e não os deixar desanimar. A fasquia está alta mas possível de alcançar. Esperemos que o Expo Center, no Day After, seja pequeno para a manifestação de apoio que os viseenses vão fazer aos atletas profissionais do CAF. Esta iniciativa vai contar com a presença de João Manuel. A solidariedade vai ser assim reforçada neste jantar com uma pequena, mas de certeza sentida, homenagem ao João.Acredito que o João Manuel vai se sentir grato e quando a homenagem vem dos próprios colegas de ofício, o significado da expressão solidariedade aumenta.
João Manuel vai ser alvo de um almoço de homenagem em Sernancelhe nos finais deste mês. Os beirões não esquecem os seus filhos. E todas estas manifestações são mais do que justas, mais que merecidas.

14 de April de 2005

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A minha cidade (desportiva) do meu Sonho de Natal

Vivo num País, pequeno, com muito sol e mar. Neste meu País as pessoas lutaram muito para conseguirem a liberdade.
Hoje já existe essa liberdade e essas pessoas já fizeram a sua parte. Os seus filhos ficaram com a sorte de poderem trabalhar um projecto de um País novo, moderno e solidário.
Mas o tempo foi passando e tudo se consumiu num só dia. Foram-se os anéis e nem os dedos ficaram. A luta pelo poder foi-se apoderando dos habitantes deste meu País e quase nada foi pensado e construído, com qualidade, para as gerações que se lhe seguem.
O mérito, o valor parecem não ser exigências para quem tem a responsabilidade de projectar, construir, dirigir e decidir.
No meu País os profissionais do desporto descansam na quadra natalícia e os amadores jogam!
Mas a minha cidade é linda, neste meu sonho. Aos fins-de-semana é ver as crianças e os jovens a praticarem desporto com os que vêm de outras paragens. É uma festa andar pelas ruas, pelos cafés que existem e que estão abertos aos fins-de-semana no Centro da minha cidade. As cores misturam-se, os sotaques são variados.
O parque desportivo da minha cidade está inserido numa área que é uma bênção da natureza. Aqui há um Pavilhão Multiusos vocacionado para a prática desportiva de várias modalidades e está inserido no local próprio e não onde se comercializam produtos e serviços.
Os campos, vários, são relvados (natural ou artificialmente). Vários jogos se realizam naqueles espaços com muitos familiares, amigos e visitantes a aplaudirem e a viverem momentos felizes de convívio, promovidos pelo desporto.
Neste parque desportivo ouvem-se os cânticos saídos do Pavilhão Multiusos que nos orgulha, onde vários jogos, das mais diversas modalidades, se realizam de uma forma contínua. Das modernas Piscinas são os aplausos que mais se fazem ouvir.
Nesta minha cidade reconstruiu-se uma casa antiga que serve de apoio ao desporto, a todos os desportistas e acompanhantes. São informações, são roteiros turísticos, é o restaurante, é o lar de atletas, são as Associações, de tudo que esta nossa Casa de Desporto congrega.
O fim-de-semana acaba em beleza com a realização do jogo de futebol do clube da minha cidade.
O Campo de futebol foi pensado e reconstruído faseadamente, não vai sendo remendado. Tem o nome da minha cidade desenhada nas cadeiras das bancadas e não umas simples 3 letras que não transmitem mensagem nenhuma. Milhares de pessoas vibram neste Campo da minha cidade. Não lembro qual o resultado, nem é importante. Lembro é que todos recolhem a casa sorrindo e com a certeza que viram um excelente espectáculo, numa casa bonita e em que não houve lugar a que alguém se sentisse defraudado.
No clube da minha cidade os atletas profissionais recebem os ordenados! Na minha cidade há Formação e Alta competição.
Nesta minha cidade não há protagonistas. Na minha cidade há desportistas, políticos, académicos, militares, etc. Cada um tem a sua função e todos têm o mesmo objectivo: engrandecer desportivamente, socialmente e culturalmente a minha cidade.
A todos os homens que constroem, diariamente, esta minha cidade agradecemos humildemente por pensarem nas nossas crianças, nos nossos jovens, no nosso bem-estar. Não é fácil construir esta minha cidade. Mas é com muito orgulho que dizemos: esta é a nossa linda cidade.
Assim o meu País fica um pouco melhor, pelo exemplo positivo da minha cidade do meu Sonho de Natal.
Votos de um Bom Ano de 2005 a todos os leitores e amigos.
29 de Dezembro de 2004


Está perto o derby distrital da 2.ª Divisão Nacional B

Académico de Viseu e Penalva do Castelo são as equipas mais representativas do distrito em termos de seniores. Com objectivos diferentes, ambas estão a sentir muitas dificuldades para atingir os objectivos a que se propuseram.
Rui Bento e Carlos Agostinho são intocáveis no comando técnico e estão à espera de reforços de Inverno. Das alterações, a efectuar-se nos planteis, muito se vai decidir para concretização dos objectivos.
O Ac. Viseu através de uma estrutura organizacional moderna aposta muito na subida à liga profissional, como única forma de sobrevivência. Com atletas de 1.ª liga a equipa tem perdido alguns pontos que lhe podem vir a ser fatais.
O Penalva é uma equipa gerida nos moldes tradicionais com alguns atletas a atingirem o topo com a chegada à 2.ª Divisão B. Em casa tem perdido pontos que, talvez, não se previam.
Uma observação mais atenta permite-nos ver que dois clubes tão diferentes em termos de objectivos e de gestão, vivem ambos na necessidade de buscarem novas aquisições, de mexerem nas suas equipas de futebol com o sentido de rentabilizarem todo o potencial que têm. Muitas das vezes, como é o caso, estas aquisições são mais valias que proporcionam um crescimento na qualidade da equipa e novos índices de motivação.
Certeza é que ambos os técnicos acreditam nas suas equipas mas não abdicam de fazer os ajustes que acham necessários.
O Penalva é uma equipa, quase, 100% regional ao contrário do Académico que este ano apostou em jogadores de «fora». Os balanços fazem-se no fim mas são duas opções credíveis.
Agora só falta mesmo ir ao Estádio.
Está perto o derby distrital da 2.ª Divisão.
03 de Dezembro de 2004



FORMAÇÃO: Não se devem criar expectativas injustas

Os factos estão bem à vista de todos nós. O futebol português está falido nos moldes actuais. Diariamente, ainda, é notícia a falta de pagamentos de ordenados a profissionais de futebol, de passivos mortíferos em inúmeros clubes.
Vive-se com o que se não tem, com o que se não vai ter. No campo a verdade desportiva não existe, pois o confronto está viciado à partida pelas condições diferentes postas à disposição dos clubes. Aqui entra a Formação. Fica sempre bem, num discurso bem preparado, dizer: “mas nós apostamos na Formação dos nossos jovens». Que grande mentira esta. Mas Viseu tem no concelho alguns exemplos positivos, de instituições que funcionam trilhando um caminho realista.
O Académico de Viseu tem estado nos últimos anos sempre presente nos Nacionais dos vários campeonatos. E, este Ac. Viseu, tem o seu lugar num 2º escalão nacional dos campeonatos. É que tudo está a mudar. Com a passagem de um campeonato dividido em vários grupos para Campeonatos Nacionais, em duas séries, Viseu deixa de ter argumentos para disputar de igual para igual lugares cimeiros. É que não chega ter recursos humanos, ter jovens com aptidão e depois andar no «desenrasca». É preciso mais, muito mais. Só pode exigir receber quem dá.
O modelo actual do Ac. Viseu está esgotado. O Académico, tem um número muito reduzido de dirigentes para o número de equipas e atletas que movimenta. Vale-lhe os pais de alguns atletas, que sentem a necessidade de “deitar a mão”, caso queiram os seus filhos a jogar à bola. Mas tem sempre o reverso da medalha. A dependência, seja do que for, tem sempre o seu preço. Os adeptos, os familiares, a imprensa regional não devem falar pela fotografia que lhes chega mas pelos remedeios em que se vive. Não se deve dar destaque a incidentes isolados de comportamento anti desportivo, fazendo destes o aspecto mais significativo de uma partida ou competição. Devem realçar o empenho, a atitude desportiva, pois os jovens não são profissionais em miniatura e «estes» adultos não os devem crucificar, como não devem criar expectativas injustas sobre a sua evolução.
O caminho é longo.
O Académico jogando fora do Fontelo tornou-se um clube fechado, com um público muito restrito. Os Repesenses são, por mérito, uma referência no futebol juvenil distrital. Percebe-se porquê. Um clube com pessoas dedicadas, com a construção de uma casa própria, com um público presente. Pode-se não gostar da forma, mas o conteúdo está lá, é positivo. O lugar do Repesenses passa pelos Nacionais acompanhando o Ac.Viseu e lutarem contra Aveiro, Porto, Coimbra. Cidades do Euro2004. Sem importância! Lusitano de Vildemoínhos, Viseu e Benfica e Ranhados são clubes já com tradição nas camadas jovens distritais.
O Viseu e Benfica começa a ter bons resultados de apostas feitas em anos transactos. Lusitano e Ranhados começam a querer recuperar um tempo que perderam, apostando em voltar a dar condições para o desenvolvimento do futebol juvenil distrital.
Os Povoenses (Póvoa de Sobrinhos), Casa do Benfica de Viseu são equipas que preenchem uma lacuna que sentiram existir. A equipa de iniciados do Povoenses tem, já esta época, alcançado bons resultados, fruto de uma organização que tem no apoio aos seus atletas uma aposta primordial e na capacidade técnica de quem dirige jovens desta idade. A Casa do Benfica só agora começou.
Vamos esperar que seja uma agradável surpresa. É que a formação em Portugal é de elite no que toca a clubes e a cidades. O sol, da formação de jovens praticantes de futebol, quando nasce não é para todos. Nem todos podem ser Seleccionados.
Mas assistir, apoiar, incentivar, aplaudir as nossas crianças, os nossos jovens nas competições desportivas é, ainda, a melhor forma de relaxarmos e de contribuir para uma geração de jovens saudáveis.
28 de Dezembro de 2004

Valerá a pena continuar a procura?

O Ac. Viseu tem este domingo mais uma Assembleia Geral. Mais uma!. Começa a prolongar-se de forma quase dramática a entrada de novos Corpos Sociais para dirigirem o clube.
Em Maio a, ainda, Direcção do Académico propôs a antecipação de eleições de forma a se preparar a nova época. Os sócios demarcam-se deste processo. A cidade ignora-o. Valerá a pena continuar a procura?
O Académico tem o caso Paulo Ricardo como entrave ao desenvolvimento corrente das suas actividades. Ou é este o pretexto para se justificar a ausência de novos dirigentes, o cansaço dos «velhos».
Falta gente no dirigismo desportivo, não pode uma Instituição como o CAF ter 4/5 directores por mandato. Cansa quem está, desilude quem quer entrar.
O clube é viável, o passado é que o pode matar.
A crise que o clube atravessa vem de longe, as dividas são de outrem mas o dia-a-dia de dezenas de jovens está afectado e se há uma identificação de problemas não se vêem soluções para os mesmos. E não vale criar expectativas a estes jovens, se há falta de um projecto desportivo se junta a falta de entrada de dinheiro!
Soluções de recursos, fugas para a frente não servem. É só adiar e prolongar o caos.
Valerá a pena desistir? Começar de novo ou deixar Viseu no marasmo desportivo em que vive?
Deixamos os espaços, poucos mas nossos, para os meninos de fora usarem? Já estamos habituados ao show das competições efémeras em Viseu. Os nossos jovens é que não têm tanta sorte, mas sempre podem ir aplaudir os que cá vêm competir.
O Ac. Viseu já não movimenta multidões, porque não está na super liga. Não haja dúvidas disto. O Clube é a nível nacional dos que está melhor situado geograficamente para ser porta-bandeira de uma região.
É preciso, e de uma vez por todas, esclarecer o que se quer para Viseu. Mais do que o clube é a cidade, a região que têm uma palavra a dar. Vamos ser sempre telespectadores? Assumam-no. Vamos ser sempre sócios correspondentes dos clubes de Lisboa e Porto? Se é isso que se quer. Aplaudir os meninos das sub? Já nem para isso se vai ao Fontelo.
Viseu precisa de uma revolução na sua mentalidade desportiva.
Não se pode dizer mal por dizer de quem está de corpo e alma nos clubes. Não se pode rotular as pessoas que servem os clubes de uma forma totalmente desinteressada, que as priva de muito da sua vida profissional e familiar.
Também por isto ninguém quer ser dirigente!

5 de Outubro de 2004

Cristiano Ronaldo, a Seleção e aquilo que o desporto nos deve ensinar

Não queria escrever sobre Cristiano Ronaldo. Não por falta de opinião. Muito menos por falta de interesse pelo tema. Mas porque, nestes assu...