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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Visto e falado

Rugby Clube Viseu
Bicampeões Nacionais de Equipas Emergentes - rugby 15. Pelo 2º ano consecutivo o Rugby Clube Viseu sagrou-se Campeão Nacional de Equipas Emergentes. O título foi conquistado, na última jornada, em Coimbra, frente à equipa de Abrantes, com um empate sem pontos. Parabéns ao Rugby Clube de Viseu e todos quantos estão envolvidos nesta modalidade no Distrito.
Os Repesenses
O trabalho e a paixão são características intrínsecas do Clube Futebol Os Repesenses. As crianças e jovens têm tido neste clube um espaço único e muito sui generis para a prática do futebol. Agora um sonho tornou-se realidade para o clube e para a própria freguesia de Repeses. Com o apoio da CMV, o estádio Montenegro Machado já tem relvado sintético e os jogadores têm agora melhores condições para o seu desenvolvimento.

Campos de praia
Não é possível deixar de dizer que a obra feita no Fontelo não merece qualquer tipo de reparo. Os campos de futebol e volei de praia estão feitos. Uma estrutura bonita. Agora há que os rentabilizar. Mas continua-se a afirmar que não era isto que as crianças e os jovens desportistas precisam. Deve haver prioridades. Pôr perfume sem tomar banho… não dá bom resultado.
in Jornal do Centro de 09 de Julho de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Criar clubes para duas ou três pessoas é protagonismo

Portugal é um País muito sui generis. Existem presidentes e treinadores a mais e directores e atletas a menos.
Em tempos, o Prof. Carlos Queirós falou da necessidade urgente de Portugal aumentar o número de praticantes de futebol. Pregou no deserto.
Que temos hoje? Muitos clubes, campeonatos a mais, treinadores no desemprego e uma falta enorme de atletas.
Os clubes estão em falência, os campeonatos não têm qualidade, valha-nos a qualidade existente a nível de treinadores e atletas. Mas isto todo sabemos. É uma constatação. São factos.
Nem vale falar na ausência de público nas bancadas, da falta de adeptos.
Perante esta situação que fazer?! Criam equipas, pois nem clubes os podemos considerar. É verdade.
Esta é a solução que alguns iluminados encontram para a resolução da «crise», para darem entrevistas e se apresentarem como salvadores da Pátria.
Aparecem, sem recursos físicos nenhuns, sem um suporte financeiro garantido, mas um protagonista mor isso não falta de certeza.
É preciso de uma vez por todas exigir requisitos mínimos. Não devia ser possível criar um clube sem ter «casa», sem ter receitas, sem ter um projecto desportivo sério e rigoroso. Não são alternativas, não trazem nada de novo, vêm para subtrair.
Criar clubes com base e para duas ou três pessoas é protagonismo. Não serve o desporto, não serve a região.
Amanhã, estão na Câmara Municipal a exigir subsídios. O subsídio-dependência é tão triste, mas bem português e fácil.
Defendo o reforço e crescimento dos clubes existentes. Viseu já tem clubes que a sirvam, agora é unir esforços e partilhar recursos.
Dividir para reinar não serve ninguém. Consolidemos o que temos e só depois partimos para novas alternativas. Há lugar para todos mas só se corrermos na mesma direcção. Servindo e não nos servimos. Imagine-se uns campeonatos distritais de futsal, de andebol, de râguebi entre as equipas do Repesenses e do Lusitano de Vildemoínhos; do Ranhados com o Viseu e Benfica. Outras localidades têm estatuto para aparecerem como são exemplo o Farminhão e Rio de Loba. Não acredito que estes clubes fechem a porta a novas secções, caso estas sejam apresentadas com credibilidade e sempre com uma autonomia total.
Estes clubes têm adeptos, têm história, têm atletas só que também têm Presidente, treinadores e estes é que são os lugares que os protagonistas ambicionam.
Uma imagem fica este fim de semana em todos nós: a do pequeno Martunis de 7 anos, que com a camisola portuguesa vestida sobreviveu 19 dias depois da catástrofe do Tsunami. O futebol tem destes contrastes, também tem destas histórias bonitas. A reflectir.
22 de Janeiro de 2005

A minha cidade (desportiva) do meu Sonho de Natal

Vivo num País, pequeno, com muito sol e mar. Neste meu País as pessoas lutaram muito para conseguirem a liberdade.
Hoje já existe essa liberdade e essas pessoas já fizeram a sua parte. Os seus filhos ficaram com a sorte de poderem trabalhar um projecto de um País novo, moderno e solidário.
Mas o tempo foi passando e tudo se consumiu num só dia. Foram-se os anéis e nem os dedos ficaram. A luta pelo poder foi-se apoderando dos habitantes deste meu País e quase nada foi pensado e construído, com qualidade, para as gerações que se lhe seguem.
O mérito, o valor parecem não ser exigências para quem tem a responsabilidade de projectar, construir, dirigir e decidir.
No meu País os profissionais do desporto descansam na quadra natalícia e os amadores jogam!
Mas a minha cidade é linda, neste meu sonho. Aos fins-de-semana é ver as crianças e os jovens a praticarem desporto com os que vêm de outras paragens. É uma festa andar pelas ruas, pelos cafés que existem e que estão abertos aos fins-de-semana no Centro da minha cidade. As cores misturam-se, os sotaques são variados.
O parque desportivo da minha cidade está inserido numa área que é uma bênção da natureza. Aqui há um Pavilhão Multiusos vocacionado para a prática desportiva de várias modalidades e está inserido no local próprio e não onde se comercializam produtos e serviços.
Os campos, vários, são relvados (natural ou artificialmente). Vários jogos se realizam naqueles espaços com muitos familiares, amigos e visitantes a aplaudirem e a viverem momentos felizes de convívio, promovidos pelo desporto.
Neste parque desportivo ouvem-se os cânticos saídos do Pavilhão Multiusos que nos orgulha, onde vários jogos, das mais diversas modalidades, se realizam de uma forma contínua. Das modernas Piscinas são os aplausos que mais se fazem ouvir.
Nesta minha cidade reconstruiu-se uma casa antiga que serve de apoio ao desporto, a todos os desportistas e acompanhantes. São informações, são roteiros turísticos, é o restaurante, é o lar de atletas, são as Associações, de tudo que esta nossa Casa de Desporto congrega.
O fim-de-semana acaba em beleza com a realização do jogo de futebol do clube da minha cidade.
O Campo de futebol foi pensado e reconstruído faseadamente, não vai sendo remendado. Tem o nome da minha cidade desenhada nas cadeiras das bancadas e não umas simples 3 letras que não transmitem mensagem nenhuma. Milhares de pessoas vibram neste Campo da minha cidade. Não lembro qual o resultado, nem é importante. Lembro é que todos recolhem a casa sorrindo e com a certeza que viram um excelente espectáculo, numa casa bonita e em que não houve lugar a que alguém se sentisse defraudado.
No clube da minha cidade os atletas profissionais recebem os ordenados! Na minha cidade há Formação e Alta competição.
Nesta minha cidade não há protagonistas. Na minha cidade há desportistas, políticos, académicos, militares, etc. Cada um tem a sua função e todos têm o mesmo objectivo: engrandecer desportivamente, socialmente e culturalmente a minha cidade.
A todos os homens que constroem, diariamente, esta minha cidade agradecemos humildemente por pensarem nas nossas crianças, nos nossos jovens, no nosso bem-estar. Não é fácil construir esta minha cidade. Mas é com muito orgulho que dizemos: esta é a nossa linda cidade.
Assim o meu País fica um pouco melhor, pelo exemplo positivo da minha cidade do meu Sonho de Natal.
Votos de um Bom Ano de 2005 a todos os leitores e amigos.
29 de Dezembro de 2004


Está perto o derby distrital da 2.ª Divisão Nacional B

Académico de Viseu e Penalva do Castelo são as equipas mais representativas do distrito em termos de seniores. Com objectivos diferentes, ambas estão a sentir muitas dificuldades para atingir os objectivos a que se propuseram.
Rui Bento e Carlos Agostinho são intocáveis no comando técnico e estão à espera de reforços de Inverno. Das alterações, a efectuar-se nos planteis, muito se vai decidir para concretização dos objectivos.
O Ac. Viseu através de uma estrutura organizacional moderna aposta muito na subida à liga profissional, como única forma de sobrevivência. Com atletas de 1.ª liga a equipa tem perdido alguns pontos que lhe podem vir a ser fatais.
O Penalva é uma equipa gerida nos moldes tradicionais com alguns atletas a atingirem o topo com a chegada à 2.ª Divisão B. Em casa tem perdido pontos que, talvez, não se previam.
Uma observação mais atenta permite-nos ver que dois clubes tão diferentes em termos de objectivos e de gestão, vivem ambos na necessidade de buscarem novas aquisições, de mexerem nas suas equipas de futebol com o sentido de rentabilizarem todo o potencial que têm. Muitas das vezes, como é o caso, estas aquisições são mais valias que proporcionam um crescimento na qualidade da equipa e novos índices de motivação.
Certeza é que ambos os técnicos acreditam nas suas equipas mas não abdicam de fazer os ajustes que acham necessários.
O Penalva é uma equipa, quase, 100% regional ao contrário do Académico que este ano apostou em jogadores de «fora». Os balanços fazem-se no fim mas são duas opções credíveis.
Agora só falta mesmo ir ao Estádio.
Está perto o derby distrital da 2.ª Divisão.
03 de Dezembro de 2004



FORMAÇÃO: Não se devem criar expectativas injustas

Os factos estão bem à vista de todos nós. O futebol português está falido nos moldes actuais. Diariamente, ainda, é notícia a falta de pagamentos de ordenados a profissionais de futebol, de passivos mortíferos em inúmeros clubes.
Vive-se com o que se não tem, com o que se não vai ter. No campo a verdade desportiva não existe, pois o confronto está viciado à partida pelas condições diferentes postas à disposição dos clubes. Aqui entra a Formação. Fica sempre bem, num discurso bem preparado, dizer: “mas nós apostamos na Formação dos nossos jovens». Que grande mentira esta. Mas Viseu tem no concelho alguns exemplos positivos, de instituições que funcionam trilhando um caminho realista.
O Académico de Viseu tem estado nos últimos anos sempre presente nos Nacionais dos vários campeonatos. E, este Ac. Viseu, tem o seu lugar num 2º escalão nacional dos campeonatos. É que tudo está a mudar. Com a passagem de um campeonato dividido em vários grupos para Campeonatos Nacionais, em duas séries, Viseu deixa de ter argumentos para disputar de igual para igual lugares cimeiros. É que não chega ter recursos humanos, ter jovens com aptidão e depois andar no «desenrasca». É preciso mais, muito mais. Só pode exigir receber quem dá.
O modelo actual do Ac. Viseu está esgotado. O Académico, tem um número muito reduzido de dirigentes para o número de equipas e atletas que movimenta. Vale-lhe os pais de alguns atletas, que sentem a necessidade de “deitar a mão”, caso queiram os seus filhos a jogar à bola. Mas tem sempre o reverso da medalha. A dependência, seja do que for, tem sempre o seu preço. Os adeptos, os familiares, a imprensa regional não devem falar pela fotografia que lhes chega mas pelos remedeios em que se vive. Não se deve dar destaque a incidentes isolados de comportamento anti desportivo, fazendo destes o aspecto mais significativo de uma partida ou competição. Devem realçar o empenho, a atitude desportiva, pois os jovens não são profissionais em miniatura e «estes» adultos não os devem crucificar, como não devem criar expectativas injustas sobre a sua evolução.
O caminho é longo.
O Académico jogando fora do Fontelo tornou-se um clube fechado, com um público muito restrito. Os Repesenses são, por mérito, uma referência no futebol juvenil distrital. Percebe-se porquê. Um clube com pessoas dedicadas, com a construção de uma casa própria, com um público presente. Pode-se não gostar da forma, mas o conteúdo está lá, é positivo. O lugar do Repesenses passa pelos Nacionais acompanhando o Ac.Viseu e lutarem contra Aveiro, Porto, Coimbra. Cidades do Euro2004. Sem importância! Lusitano de Vildemoínhos, Viseu e Benfica e Ranhados são clubes já com tradição nas camadas jovens distritais.
O Viseu e Benfica começa a ter bons resultados de apostas feitas em anos transactos. Lusitano e Ranhados começam a querer recuperar um tempo que perderam, apostando em voltar a dar condições para o desenvolvimento do futebol juvenil distrital.
Os Povoenses (Póvoa de Sobrinhos), Casa do Benfica de Viseu são equipas que preenchem uma lacuna que sentiram existir. A equipa de iniciados do Povoenses tem, já esta época, alcançado bons resultados, fruto de uma organização que tem no apoio aos seus atletas uma aposta primordial e na capacidade técnica de quem dirige jovens desta idade. A Casa do Benfica só agora começou.
Vamos esperar que seja uma agradável surpresa. É que a formação em Portugal é de elite no que toca a clubes e a cidades. O sol, da formação de jovens praticantes de futebol, quando nasce não é para todos. Nem todos podem ser Seleccionados.
Mas assistir, apoiar, incentivar, aplaudir as nossas crianças, os nossos jovens nas competições desportivas é, ainda, a melhor forma de relaxarmos e de contribuir para uma geração de jovens saudáveis.
28 de Dezembro de 2004

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...