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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Visto & Falado

Equipas do distrito Vitoriosas
As equipas da AFV participantes na 3.ª Divisão venceram os jogos desta última jornada. O Penalva do Castelo, com Carlos Agostinho, continua a ser uma equipa estável e que mais uma vez se posiciona para lutar pela subida de divisão. Cinfães, Sampedrense e Oliveira de Frades somaram 3 pontos importantes para alcançarem os objectivos traçados no inicio da época. Se o Cinfães é já uma equipa com historial nesta divisão, as equipas de Lafões estão a lutar por amealhar pontos para fugirem da zona de despromoção o mais cedo possível. Na série D o Ac. Viseu conseguiu mais uma boa vitória e soma já 9 pontos em 3 jornadas.

Município de Resende
A assinatura de um protocolo de colaboração, na modalidade de andebol, com o F. C. Porto pode ser uma iniciativa bastante proveitosa para o desenvolvimento desta modalidade no Município. A equipa de juniores do Porto vai realizar os seus jogos em Resende e a juventude local deve ser motivada a participar. Num protocolo procura-se, sempre, que seja vantajoso para as duas partes e que ambas fiquem a ganhar.


Pavilhão do Fontelo
O «velhinho» pavilhão do Fontelo continua a dar água pelas barbas a quem , diariamente, ali pratica desporto. A degradação é bem visível e com a chegada da chuvas as condições deterioram-se. As infiltrações de água são uma constante e Viseu não consegue dar resposta a exigências de qualidade para a prática das modalidades de pavilhão. A indefinição quanto ao futuro do mesmo leva já tempo a mais. Requalificar ou construir um novo eis a questão. Mas faça-se algo.

in Jornal do Centro de 08 de Outubro de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Visto e falado

Rugby Clube Viseu
Bicampeões Nacionais de Equipas Emergentes - rugby 15. Pelo 2º ano consecutivo o Rugby Clube Viseu sagrou-se Campeão Nacional de Equipas Emergentes. O título foi conquistado, na última jornada, em Coimbra, frente à equipa de Abrantes, com um empate sem pontos. Parabéns ao Rugby Clube de Viseu e todos quantos estão envolvidos nesta modalidade no Distrito.
Os Repesenses
O trabalho e a paixão são características intrínsecas do Clube Futebol Os Repesenses. As crianças e jovens têm tido neste clube um espaço único e muito sui generis para a prática do futebol. Agora um sonho tornou-se realidade para o clube e para a própria freguesia de Repeses. Com o apoio da CMV, o estádio Montenegro Machado já tem relvado sintético e os jogadores têm agora melhores condições para o seu desenvolvimento.

Campos de praia
Não é possível deixar de dizer que a obra feita no Fontelo não merece qualquer tipo de reparo. Os campos de futebol e volei de praia estão feitos. Uma estrutura bonita. Agora há que os rentabilizar. Mas continua-se a afirmar que não era isto que as crianças e os jovens desportistas precisam. Deve haver prioridades. Pôr perfume sem tomar banho… não dá bom resultado.
in Jornal do Centro de 09 de Julho de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Requalificação do Estádio do Fontelo

A propósito da recente e badalada falência dos projectos dos Estádios de Futebol de Aveiro, Leiria e Algarve, têm sido notadas as vozes de agradecimento ao Presidente da Câmara Municipal de Viseu por não ter entrado na onda, aquando do Euro 2004. E, nesse contexto, não deixo de louvar Fernando Ruas por na ocasião ter procurado que Viseu fizesse parte das cidades onde se realizaram os jogos.
O interior acabou por ficar arredado deste evento, tendo Viseu condições para assumir o desafio como tantas vezes o Presidente da CMV o afirmou. Agora vir a palco, dar graças por estarmos de fora daquela triste realidade, parece-me ainda assim, uma leitura oportunista ou no mínimo demasiado simplista. O que está mal não terá sido a requalificação ou construção daqueles Estádios mas sim o número e os locais onde tal aconteceu.
Viseu até poderá ser (não o é!!) uma cidadezinha em relação a cidades do litoral mas pede meças a quaisquer uma delas quando toca a encher estádios. Para os mais arredados da discussão, recordo que Viseu quando estava na 1.ª divisão de futebol foi o 4º clube com mais assistência nos campos, a seguir aos três grandes do futebol português e como tal, se mais não houvesse só por isto, diria que comparar o Parque do Fontelo com os existentes nas cidades referidas é estar completamente desatento ao fenómeno desportivo. As Beiras uniram-se, naquele tempo, em torno de um clube e de Lamego a Belmonte, de Pinhel a Oliveira do Hospital todas as estradas nacionais ou regionais, conduziam no fim de semana a Viseu. A região identificava-se com o clube que a representava e galvanizava as suas gentes a encher as apertadas e curtas bancadas do Estádio Municipal do Fontelo.
Com o fim deste cenário pelas razões conhecidas que, o então Académico atravessou, a requalificação do Estádio deixou de ser e ainda hoje não o será uma prioridade actual mas espera-se que o Fontelo a breve prazo seja motivo de um plano de intervenção bem estudado que, complemente as melhorias que têm sido ali realizadas.
E digo bem estudado porque, pior do que o dinheiro que lá se poderá gastar é fazê-lo sem visão de futuro, à semelhança do que se fez nos citados Estádios. Viseu, acredito eu, saberá justificar um estádio moderno com salas de apoio a atletas, treinadores, jornalistas, “corredores de fim de semana”, enfim… um Estádio útil. Não temos um Estádio novo às moscas e alvo de falência é certo mas, também não precisamos de um ter um Estádio velho, acabado, gasto, sem condições para os atletas e para os espectadores para gáudio de alguns, pois não?
Pelo Fontelo passam diariamente mais de 6 clubes e ao fim de semana realizam-se dezenas de jogos envolvendo centenas de jovens. O Fontelo não é, nem nunca foi, ao contrário do Mário Duarte em Aveiro ou do Magalhães Pessoa em Leiria da exclusividade de um só clube e Viseu é e tem sido, uma região com muito e bom desporto de competição, que não se resume à falência do Estádio de futebol, como alguns querem fazer passar.
E por isso e para ser coerente comigo mesmo, não posso deixar passar as opiniões sobre a falência dos Estádios do Euro de uma forma simplista e desapropriada, quando Viseu não tem alta competição, não tem desporto profissional, não tem uma referência desportiva em nenhuma modalidade mas também não tem as condições que deveria ter…
E não tem porque as prioridades são outras!
Votos de louvor nessa matéria valem o que valem!
in Jornal do Centro de 29 de Janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

“Somos Todos” & Scolari

“Somos Todos”

Viseu está, como previsto, na abertura dos noticiários televisivos, radiofónicos e em dossiers especiais sobre o Euro 2008 na Imprensa escrita. Orgulhamo-nos da nossa Região, de ser Beirões e agora podemos partilhá-lo com o país.
Alexandre Alves identifica Beirão como ” …um Homem de carácter: vertical, franco e inteiriço” e são estas características que nos vão ajudar a assumir a nossa condição de adeptos, apoiantes de uma paixão nacional. Sem preconceitos ou complexo de inferioridade.
Mas nós sabemos, os que aqui vivemos, que nem todos têm orgulho em ser Beirão e quando vestem um fatinho com gravata e viajam para Lisboa esquecem-se de quem são, onde pertencem. Passemos à frente.
A selecção portuguesa já trilha o último caminho antes do Euro 2008. Viseu que se auto-proclama “Coração de Portugal” recebe os jogadores com bandeiras nas janelas, cartazes nos postes de iluminação, cachecóis saídos das janelas dos carros. Aquilino Ribeiro escreveu “Viseu, por si, é uma cidade encantadora” e, quando associada a um evento destes o encantamento torna-se muito maior.
Hoje a selecção “somos todos”, expressão utilizada pelo seleccionador, e em que cada um de nós é parte desse todo. Só assim podemos desfrutar da festa, envolvemo-nos no apoio, na paixão que o futebol ainda tem.
O Estádio do Fontelo tem-se demonstrado pequeno para tão grande procura. A verdade é que este é o nosso estádio, ou da Câmara se preferirem, e chega perfeitamente para o futebol que temos e que merecemos ter, durante o resto do ano. As infra estruturas desportivas existentes são de qualidade e são suficientes para um clube profissional de futebol. Falta é o clube.
A requalificação do Fontelo deve englobar o Estádio a médio prazo, mas não é uma prioridade do Concelho em termos desportivos.
Scolari

Scolari tem à disposição um lote de excelentes futebolistas. Depois do segundo lugar em 2004 e da 4.ª posição no Mundial de 2006, a ambição pode ser do tamanho do sonho. Sonhar é mesmo uma característica do povo português que, ainda hoje, sonha com o regresso de D. Sebastião.
Quem neste país triunfa com trabalho, com rigor, com liderança é mal reconhecido ou melhor, invejado. Scolari é um técnico de referência, que tem êxito. Disciplinado, defende o benefício do Todo em sacrifício do individual. Os portugueses são alérgicos à disciplina, têm dela uma visão negativa. A tendência é para associar disciplina com algo que lhes é imposto contra vontade e não algo que se adopta, baseando-se no reconhecimento dos seus benefícios.
A experiência de Scolari é enorme e a disciplina é a base de uma forte e eficaz liderança. Uma disciplina sensata com regras que podem ser cumpridas na totalidade. Mas é esta disciplina, este rigor que fazem dele um «duro» para os críticos do costume. Um excelente treinador a quem se pede que continue a somar êxitos desportivos no comando da selecção portuguesa.
Como treinador que é, terá sempre nos resultados desportivos um barómetro e ele próprio saberá fazer a análise dos mesmos em função do seu trabalho e da sua continuidade. Há pessoas assim. Sabem ocupar o seu lugar e por isso, dizem, têm «mau feitio»!
No campo, Scolari, quase não é questionado. Diz bem do seu valor.
Força Portugal.

in Jornal do Centro de 21 de Maio de 2008

Fontelo: pulmão da cidade

A comemoração do Dia Internacional da Árvore remete-nos para a mata do Fontelo e a sua importância na prática desportiva. O parque Municipal do Fontelo, alem de ser uma referência botânica, é um espaço de excelente qualidade para a prática do desporto.
Há muito que se defende um projecto de requalificação para este espaço, que acolha a prática desportiva (amadora e profissional) sem ferir o meio ambiente. Tem-se verificado pontualmente a renovação de infra estruturas desportivas.


Os atletas que praticam a sua actividade desportiva na Mata do Fontelo são os primeiros na guarda deste pulmão da cidade. A autarquia deve dar mais atenção a este Parque assegurando a manutenção e renovação da floresta e equipamentos existentes.
A procura acentua-se nos finais das tardes e fim de semanas pelo que se justifica a existência de responsáveis técnicos desportivos, cuja formação adequada lhes permitia não só promover o desporto, orientar os desportistas como a protecção da natureza.
Uma actividade física bem escolhida, correctamente doseada, de acordo com os gostos de cada um, contribui para uma melhor qualidade de vida.
Todos nós sabemos que ainda fazemos pouco exercício, pelo que, se deve através desta conjugação - natureza/desporto - promover e motivar os cidadãos a cuidarem melhor do seu organismo. A capacidade de resposta às diversas agressões a que o nosso corpo está sujeito será, assim, mais eficiente.
O Fontelo tem de ser preservado e são os atletas que o frequentam os seus maiores defensores, nunca é demais dizê-lo.



in Jornal do Centro de 22 de Março de 2007

Campeões na…improvisação

A requalificação de que está a ser alvo o Fontelo leva a, quem não está inserido no desporto, se questione porque razão não tem Viseu um clube profissional com as estruturas desportivas que agora começam a existir. A questão de um clube de referência nacional, devia ter sido discutida quando a extinção do CAF.
Quem tem responsabilidades politicas e desportivas podiam e deviam nessa altura equacionar a criação de um projecto ambicioso e sólido. Não aconteceu.
Parece que a colocação de dois relvados sintéticos e a construção de balneários eram só por si factores de desenvolvimento do futebol viseense. Mentira. Os recursos Humanos que utilizam o Fontelo diariamente são competentes, pois são, quase, os mesmos que ao longo de muitos anos têm vindo a assegurar a formação desportiva a muitos jovens, do distrito, com resultados reais.
Agora o Fontelo tem 6 clubes com várias equipas a utilizarem os campos de futebol. Os gabinetes técnicos, os ginásios, nem sequer foram previstos. Isso sim era preparar o futuro dando as melhores condições e não, só, as boas.

Campo 1.º de Maio requalificado
Hoje estamos muito melhor do que ontem. Mas podíamos estar numa primeira linha. Continuamos a ser os campeões da improvisação. O futebol viseense perdeu uma grande oportunidade de centrar as discussões na construção de um clube viseense que fosse aglutinador de todas as sensibilidades. Não vale a pena culpar quem trabalha nos clubes.
Se querem falar em complexo desportivo deviam ver o do Feirense, com 8 campos relvados, ginásio, balneários, posto médico, gabinetes técnicos, rouparia e cantina.


Campo de Ténis

in Jornal do Centro de 25 de Outubro de 2006


Fontelo: obra inacabada

Quem se deslocou este fim-de-semana ao Fontelo deparou-se com um grande movimento desportivo. O tempo ajudou, mas o facto de se realizarem naquele magnifico espaço, natural, vários encontros de futebol, andebol e atletismo deram-lhe ainda mais cor.
Com alguns anos de atraso, as estruturas desportivas têm vindo a melhorar e a colocação de sintético nos campos de futebol permite uma actividade ininterrupta de várias horas.
Durante a semana convivem várias equipas, dos mais variados escalões etários. A cooperação, a entreajuda entre todos é por demais evidente. São 6 (seis), os clubes federados que utilizam os campos de futebol do Fontelo.
A planificação neste tipo de estruturas deve ser feita por uma equipa que congregue além dos Engenheiros e Arquitectos os Técnicos de Desporto e Dirigentes. O contributo de todos só pode optimizar, mais, as instalações e evita as alterações a curto/médio prazo. É que há pormenores que por muito pequenos que sejam aos olhos dos leigos, são importantes para quem está a trabalhar no terreno, na competição ou no treino. As condições de treino e de jogo melhoraram bastante. É notória a melhoria, comparativamente a alguns anos atrás. No entanto pelo que se descortina ainda existe muito trabalho a ser realizado.
Agora é esperar pelas Piscinas e o . . . Pavilhão.

Parque infantil requalificado

Que linhas e estratégias futuras existem para o Fontelo? É que este levanta um vasto conjunto de aspectos que merecem um conhecimento público, na sua utilização, tão completo quanto possível.
in Jornal do Centro de 12 de Outubro de 2006

Tentar objectivar o subjectivo

Como qualquer outra subdivisão que se faça na Imprensa a informação desportiva ressupõe saber específico. Esperava-se que, no Século XXI, o relato escrito dos jogos não fossem feitos pelos curiosos que vão ao fim-de-semana aos espaços desportivos e em seguida telefonam para a redacção a dar as equipas e os comentários aos jogos.
Infelizmente este fenómeno ainda se verifica, na Imprensa regional, devido aos elevados custos que acarreta ter jornalistas profissionais nos quadros. Mas que isenção tem esta informação?! Pode-se sempre dizer que é melhor ter esta que não ter nenhuma e tem uma certa lógica. As probabilidades de ver um texto publicado sobre a «nossa» equipa aumentam. Mas é perigosa esta aproximação com o jornalista.

Muitas das vezes o jornalista escreve sobre o que não presenciou, pelo que deve fazer uma escrita informativa, mais factual (constituição das equipas, substituições, acção disciplinar, golos). Num meio pequeno o jornalista é facilmente identificado.
É que o jornalista é como os treinadores. O seu trabalho é público e diariamente encontra pessoas que se consideram aptos a criticá-lo. Assim como o treinador, o profissional da informação tem sempre alguém na bancada que se diz capaz de fazer uma equipa melhor. Um pode compreender o outro.
Onde começa o jornalista e termina o amigo? Um e outro descobrem a fronteira no dia em que surge o primeiro choque.
No mundo do desporto a função do jornalista só encontra paralelo na do treinador.

in Jornal do Centro de 31 de Março de 2006

Fontelo: um espaço de excelência

A requalificação do Fontelo é um motivo de esperança na evolução do desporto federado viseense. Não se pode fechar os olhos ao trabalho que ali está a ser feito. As instalações estão belíssimas e funcionais.
O futebol de formação será o grande beneficiado da melhoria desta estrutura desportiva. Espera-se que outros desportos beneficiem deste magnífico espaço, que é o Fontelo.
A filosofia que acompanha a prática desportiva juvenil, no universo de todos aqueles que intervêm nesta área, está ainda fortemente dependente da sensibilidade de cada um dos intervenientes, sendo construída, maioritariamente, de uma forma espontânea e intuitiva, fruto de diversos factores condicionantes que quase sempre actuam de forma aleatória e com pouco sentido regulador, deixando ao livre arbítrio dos intervenientes e à respectiva capacidade de reflexão, a sua utilização numa ou noutra direcção.
Este é um tempo de mudanças. Aguarda-se, agora, a criação de um projecto desportivo para um crescimento sustentado da prática desportiva em Viseu. Autarquia e clubes devem trilhar o mesmo caminho, devem buscar a excelência que estas instalações desportivas e a qualidade dos Técnicos permitem acalentar.
Os Técnicos desempenham uma função central no desenvolvimento do jovem atleta, do ponto de vista físico, psicológico, emocional e social. Para desenvolverem este trabalho os Técnicos precisam de condições para o realizarem. O Fontelo começa agora a ter.
in Jornal do Centro de 15 de Março de 2006

O verdadeiro espírito de cidadania consiste também em exigir qualidade

A Imprensa regional tem dado boas notícias no que respeita às novas estruturas desportivas que se estão a projectar em Viseu. Não vale muito falar em atrasos, mas em programa de rentabilização das mesmas a curto/médio prazo.
Os trabalhos de requalificação das instalações desportivas do Fontelo e o facto de Viseu ter sido contemplado pelo projecto Hat-Trick, promovido pela UEFA, auguram um futuro mais feliz para o desporto viseense.
Fazendo contas aos metros quadrados de superfície desportiva útil criada nas últimas décadas e extrapolando para o futuro, à taxa média de crescimento da oferta de equipamentos, o nível viseense ainda vai levar tempo a alcançar a satisfação total.
Mas já é um bom começo.
Espera-se que estes projectos transmitam uma imagem de qualidade, de seriedade e de exigência, no que se refere à sua utilização por aqueles que as vão frequentar. Por isso deve-se defender a necessidade de uma equipa de técnicos especialistas diversificados na coordenação e monitorização destes novos espaços.
A Alta competição tem de voltar a passar por Viseu e essa é sinónimo de excelência em todas as suas componentes, devendo essa qualidade estar presente em tudo que a caracteriza e rodeia. Recursos Físicos e Humanos complementam-se e alcançam resultados de excelência.
É altura de se acabar de vez com a mentalidade do «apito dourado». Esta não produz qualidade, não motiva os verdadeiros atletas campeões e só produz resultados efémeros, que têm hipotecado o futuro.

in Jornal do Centro (03 de Março de 2006)

Uma vida inútil é uma morte precoce

Esta semana fica marcada pelo anunciado fim físico do Clube Académico de Futebol. Esta situação até era esperada, em termos de vivência desportiva, com os resultados dos escalões de formação a demonstrarem o mal que vai naquela casa.
Com a, possível, «selagem» da Sede do clube o que fica? Quase nada.
Os problemas financeiros, bastante negativos, permanecem. Só que num outro processo de criação ganhava-se um clube pensado, motivado e organizado.

Os juniores B do CAF foram goleados por 12-1 pelo Porto. A diferença entre as equipas já não é justificativa para este tipo de resultados. Não há responsáveis para assumirem a desmotivação deste grupo de trabalho?! Está-se a fazer formação?! Que jovens se estão a formar?!
Muitos pensam que se pode mentir somente quando se fala e não quando se está calado.
As equipas de iniciação e formação do CAF estão a viver no limite, no risco. Até quando será possível aguentarem? Ultrapassa a centena o número de praticantes dos escalões de iniciação e formação e parece que se continua a olhar, só, para o próprio umbigo.
Agora vamos ver como decorrem as coisas para quem muito deu, pensando sempre estar a fazer bem, de si ao clube. O CAF vai ser uma boa recordação para muitos mas, infelizmente, um mar de problemas para alguns.
A opção tomada do recriado Académico tem sempre de ser colocado em causa, por muito que custe a algumas pessoas.
Viseu trocou um Clube por uma equipa.

in Jornal do Centro em 28 de Outubro de 2005

A vitória. . . do Fontelo e do Multiusos


A vitória, esperada, do Dr. Fernando Ruas é o reconhecimento do Concelho pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos à frente da Câmara Municipal de Viseu. Não há dúvidas quanto ao resultado do sufrágio eleitoral do último domingo.
Que seja, também, a vitória do Fontelo e do Pavilhão Multiusos.
No último discurso da campanha eleitoral, o Dr. Fernando Ruas referiu que chegou a altura de dinamizar o Fontelo, agora que as novas infra-estruturas estão quase concluídas. É um desejo de todos os viseenses voltar a ter um espaço de convívio e competição desportiva de excelência.
O Pavilhão Multiusos e o Fontelo vão ser, assim se espera, espaços de referência para todos os beirões. Ver semanalmente jovens de Lamego, Castro Daire, Mortágua, Tondela, Cinfães, etc. a competirem e conviverem com os jovens de Viseu é a melhor forma de desenvolvimento desportivo e social da região.
Valerá a pena começar com os nossos jovens, com as nossas crianças. Viseu tem de ser referência Distrital também no desporto.
Animar a cidade através do desporto é sempre dar cor, alegria, solidariedade. Que muitas e variadas cores se vejam a cruzar no Rossio, no antigo Mercado 2 de Maio, na Feira de São Mateus dos clubes, associações que passam em Viseu para partilharem connosco o que mais gostam de fazer: praticar desporto.
O intercâmbio a nível regional deve ser uma prioridade, assim como deixar o uso dos espaços desportivos preferencialmente para quem durante o ano inteiro, à chuva ou ao sol, ao frio ou ao calor se dedica à prática desportiva. Existe muito trabalho de qualidade, que precisa e merece mais e melhor exposição.
Viseu procura uma identificação desportiva nos dias de hoje depois do que aconteceu ao CAF, pelo que nada melhor que promover o espírito desportivo de crianças e jovens viseenses o tempo se encarregará de criar as melhores alternativas, de fornecer soluções.
A nós cabe equipar os jovens das ferramentas necessárias para um desenvolvimento saudável e harmonioso.


in Jornal do Centro (14 de Outubro de 2005)

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...