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quinta-feira, 16 de maio de 2019

"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço" já era


A participação dos jovens no desporto é um tema frequente, existindo, no entanto, um desfasamento entre o que se diz ou escreve e os atos praticados por todos os agentes envolvidos.
Vivemos, cada vez mais, num mundo globalizado, em que a mediatização do desporto profissional ajuda a criar expetativas e transmite uma imagem de que só a vitória e o ser campeão é valorizado. Os insucessos são sempre referidos como incompetência e servem para chacota. As redes sociais são eco de clubites exacerbadas e de falta de cultura desportiva, mesmo por quem tem prática desportiva. Agentes desportivos excedem-se quando a discussão incide sobre o seu clube, sobretudo se for um dos denominados "3 grandes". Treinadores, atletas e dirigentes tomam como suas as dores dos clubes de Lisboa e Porto, sem se aperceberem do ridículo em que caiem.
Não existem pessoas boas que no desporto são más. Existem pessoas que não sabem comportar-se. Ponto. Não vale de nada estar sempre com a retórica de que "até é boa pessoa, mas no desporto transtorna-se". Não sabe estar no desporto. A emoção e a paixão que o desporto provoca não servem de desculpa para nada. Quem mata a companheira, também o faz por amor?!!!
É neste ambiente que a formação se desenvolve. É o exemplo que se transmite. Do futebol das redes sociais e dos paineileiros para os campos não existe filtragem.
Daí, também, serem normalmente os pais que vivem os jogos como se fossem eles que estivessem a jogar os que tendencialmente insultam os árbitros, sejam eles árbitros adultos ou, mais absurdo ainda, jovens que estão a iniciar a atividade. Em casa repreendem os filhos quando dizem asneiras e não permitem que se insultem pessoas, mas quando estão no jogo os princípios de educação enunciados em casa desaparecem.
A pergunta da criança é, "mas afinal dizem-se ou não se dizem asneiras?! Insultam-se ou não se insultam pessoas?" Nada é mais educativo que os exemplos, e não é com maus exemplos que melhor educam. Se acreditamos que o desporto para os mais jovens é um processo educativo e formativo, todos devemos contribuir para essa finalidade, a começar pelos pais.
É necessário aprender a conviver com esta realidade: todos somos potenciais desestabilizadores, mas, com valores humanos e uma educação adequada e atempada, podemos enfrentar a situação com êxito e fazer com que esta sucessão de problemas tenha um impacto mínimo.
"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço" é um ditado popular que não serve de modelo de transmissão de valores para os filhos, pois o exemplo é o que se apreende e marca.
As crianças apreendem com maior frequência aquilo que vivenciam do que aquilo que lhes é dito. Se forem constantemente confrontadas com maus exemplos, vão acabar por tomá-los como bons, pois é a realidade em que se encontram.
Os pais devem transmitir aos filhos que estes têm de dar o melhor de si mesmos para superar os obstáculos e não esperar que o adversário fraqueje ou que ocorra uma influência externa. O objetivo pode ser vencer, mas todos temos de ser melhores, de evoluir diariamente.
A criança/jovem tem direito, tem mesmo a necessidade, de sonhar. O crescimento implica várias fases. O sonho está, e deve estar, sempre presente no seu desenvolvimento. O sonho começa a traçar um caminho, estimula a criatividade e abre novos horizontes.
Uma meta que possa não ser alcançada não é definitivamente um fracasso. Nem sempre somos os melhores. O campeão não é o que não cai, mas sim o que se levanta a seguir à queda.

Desenho de Paulo Medeiros

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Educar o sonho

"Ao estarem presente na atividade desportiva dos seus filhos, os pais estão a contribuir para uma formação cuidada e saudável. A forma como o fazem é que fará toda a diferença. É fundamental que sejam responsáveis. Bons exemplos"

in Educar o sonho: ética e envolvimento parental na prática desportiva de Vitor Santos
Ilustração de Paulo Medeiros


www.facebook.com/vitorsantos1967

segunda-feira, 2 de maio de 2016

"La participation des parents dans la formation sportive des enfants"

"La participation des parents dans la formation sportive des enfants"
Présentation élaborée par Vitor Santos (Viseu, Portugal)
Traduction et adaptation à l´US Sandweiller para Alda Batista
Une initiative de Paulo Gomes - Coordinateur sportug - US Sandweiler Louxembourg




#educarosonho

O resultado que não aparece no marcador!

  Se uma criança vai duas ou três vezes por semana treinar, o verdadeiro impacto pode estar muito para além dos minutos passados dentro do p...