• O relacionamento com os treinadores da sua modalidade, colegas de profissão, deve merecer uma atenção especial.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
TREINADOR: RELACIONAMENTO COM OS COLEGAS
• O relacionamento com os treinadores da sua modalidade, colegas de profissão, deve merecer uma atenção especial.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
Código de ética para treinadores: Necessidade de uma relação EXEMPLAR com os outros agentes
A mediatização que tem o desporto
dá-lhe uma força que nenhuma outra atividade goza. Conhecemos todos o grande
investimento que as televisões fazem para terem desporto e tudo o que anda à
sua volta, mesmo que sejam só especulações ou suposições. Não se deve
generalizar tomando injustamente a parte pelo todo. Mas é o que se faz!
Os treinadores são os agentes
centrais do desporto. Ser treinador não é só um emprego ou um part-time. Não
pode ser. As suas responsabilidades são acrescidas em relação a um simples cidadão
adepto, cumpridor da lei.
A formação de treinadores tem de
dar cada vez maior relevância aos comportamentos. Os princípios éticos
inerentes a esta atividade são o respeito pelos participantes, a
responsabilidade no exercício da atividade do treinador, a integridade nas
relações humanas e a dignificação do Desporto. Esta dignificação procura
realçar aspetos positivos fundamentais como o fair-play, a competição honesta,
o respeito pelo corpo, a integridade e o desenvolvimento pessoal.
O treinador tem de considerar os
colegas de atividade como parceiros no que respeita ao desenvolvimento das
modalidades desportivas que treinam e fomentar uma saudável relação entre todos
os colegas de classe. Não é um inimigo que está do outro lado. Nunca o é.
O comportamento do treinador determinará os comportamentos daqueles que se encontram dentro da sua esfera de ação. Ele, treinador, é o líder. Todas as suas decisões e ações têm um enorme impacto na sua equipa e no público. Mas quantas vezes as propostas e decisões, a interação que estabelece com os diversos agentes desportivos dependem, quase sempre, mais da decisiva influência de fatores de contexto, dos seus objetivos pessoais e da sua personalidade, que dos conhecimentos adquiridos!
Aqui chegados, impõe-se a seguinte
reflexão: têm os treinadores sido bons exemplos de desportistas?!
Ensinar a prática dos valores do desporto não é difícil. Difícil é encontrar treinadores / formadores que sejam, eles próprios, exemplos de desportistas e referências éticas incontornáveis. Os treinadores, principalmente os profissionais, devem ser modelos de conduta e assumir as suas responsabilidades. Devem ter consciência de que os seus exemplos são seguidos por muitos e existem mesmo aqueles que os replicam em competições completamente diferentes.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2021
No treino e jogo os pais são apoiantes
#quebradeparadigmas#EducaroSonho
#ospaistambemjogam
#desporto
#deixajogar
#PNED
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
Os valores nunca estão em contramão
Se dezembro é uma época mágica e de encontros familiares, não deixa de ser também uma excelente ocasião para refletirmos sobre os nossos comportamentos.
A retoma da
prática desportiva era aguardada com alguma expetativa para verificar se a sua ausência
iria conduzir a uma alteração dos comportamentos. Será que íamos valorizar mais
o que não tivemos e do qual sentimos tanta falta?
A verdade é
que tudo continua igual. No futebol infantojuvenil continuam a ocorrer
situações que, no mínimo, deviam envergonhar toda a comunidade. O enquadramento
humano do desporto infantil está construído à imagem do desporto adulto. Impressiona,
ou não, que não existam diferenças entre o comportamento dos adultos
relativamente a crianças e jovens árbitros e aquele que se verifica no desporto
sénior.
Continuamos a assistir a situações em que os dirigentes dão livre manifestação às atitudes e comportamentos que são usados nas competições de adultos: levantam-se, insultam árbitros e adversários, protestam, gritam, criam conflitos, etc. Os treinadores dirigem as equipas num clima de exaltação e agressividade que copiam do futebol profissional. São muito interventivos e cortam a criatividade às crianças. Por outro lado, vários treinadores são autênticos atores dramáticos que conseguem provocar um clima de medo e de agressividade entre todos os intervenientes. Por fim, e não menos importante, é o público destes jogos infantis. Quase sempre é constituído por familiares dos atletas que criam com regularidade uma «competição extrema», como se de uma Champions se tratasse. A ansiedade pelo êxito e pela classificação são os únicos pontos de interesse para estes pais. O conflito está quase sempre presente.
A única nota
positiva a destacar nesta sinfonia descompassada são os árbitros, quase sempre
jovens, que estão atualmente mais sensibilizados e têm uma atitude adaptada ao
escalão etário em que estão inseridos.
Hoje, mais do
que nunca, temos a certeza que o processo/tarefa é que é importante, ao
contrário do resultado/classificação. Os clubes têm de ter um projeto
desportivo para cada atleta no contexto de equipa. Não mais podemos ver adultos
num campo de futebol a festejarem o que quer que lhe chamem que foi alcançado
pelos seus filhos.
O desporto tem
de ser encarado com seriedade e também os pais, e bem, devem exigir compromisso
aos filhos numa atividade em que o importante é contribuir para o seu desenvolvimento
integral e promovê-lo. Mas para ser feito a sério, exige que os adultos assumam
conscientemente uma atitude de respeito e saber estar para com as crianças.
Não podemos
nunca esquecer que as crianças recolhem nos seus modelos de referência (pais,
treinadores, formadores, etc.) elementos que as vão moldar em termos de
personalidade, de ser e estar na vida. Os pais não devem permitir que os seus
filhos estejam sujeitos a ambientes de violência e têm de desempenhar o seu
papel de progenitores: proteger. No desporto, os erros dos pais são amarras
para os filhos.
As competições
realizadas até à categoria dos sub‑11 tendem a deixar de ter
resultados/classificações. Não faz sentido as crianças jogarem com as regras
dos adultos, ou sejam, jogar para ganhar, para haver um campeão. As crianças
querem jogar com alegria e empenho. Os pais esquecem esta situação, questionam
os resultados dos jogos e sobrepõem os seus interesses às necessidades da
criança. Não é ficção. Infelizmente, é a realidade.
Ouvir e ver as
situações que ocorrem semanalmente em jogos de crianças leva-nos a questionar
se estaremos nós em contramão e se esta gente é que está certa?! De certeza que
não e eles sabem disso. Admitem-no em privado e desculpam-se em público.
Os adultos
encaram-se a si próprios de um modo positivo e bem-sucedido ou sem valor e
malsucedido. E é assim que demonstram os seus sentimentos e as suas atitudes:
estes dizem muito sobre eles e pouco ou nada sobre quem anda em campo.
Ganhar é um
objetivo importante, mas não pode tornar-se um fim em sim mesmo. É imperioso
não esquecer que a principal motivação de uma criança se afirma no desejo de
jogar – a criança quer jogar!
domingo, 12 de dezembro de 2021
E se fosse com o seu filho?!
𝗖𝗿𝗶𝗮𝗻ç𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝟭𝟭 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗼 𝗱𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗼 𝘀ã𝗼 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗶𝗻𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗯í𝘃𝗲𝗶𝘀 𝗲 𝗰𝗿𝗶𝗺𝗶𝗻𝗼𝘀𝗮𝘀. 𝗝𝗼𝘃𝗲𝗻𝘀 á𝗿𝗯𝗶𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗮 𝘀𝗲𝗿𝗲𝗺 𝗮𝗹𝘃𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮 𝘃𝗶𝗼𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝘃𝗲𝗿𝗯𝗮𝗹 𝗶𝗱𝗲𝗺.
A MONTANHA É ALTA. MAS NÃO É IMPOSSÍVEL SUBI-LA.
A MONTANHA É ALTA. MAS NÃO É IMPOSSÍVEL SUBI-LA. Há uma montanha no futebol de formação. É alta. É exigente. E, à medida que nos apr...
-
A gestão do tempo de jogo, as não convocações e a divisão entre equipas A e B continuam a ser das maiores fontes de conflito no desporto de ...
-
Seis anos depois do lançamento de Educar o Sonho: Ética e Envolvimento Parental na Prática Desportiva, chegou o momento para uma 2.ª edição....