segunda-feira, 18 de outubro de 2021

𝐉𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝ã𝐨 ‘𝐥𝐢çã𝐨’ 𝐚 𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫𝐚𝐦 𝐧𝐚𝐬 𝐛𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬

Os jovens jogadores das equipas de infantis do Grupo Desportivo de Benavente e do Grupo Desportivo de Samora Correia deram este sábado, 16 de Outubro, uma verdadeira ‘lição’ de desportivismo aos pais, que se encontravam na bancada e se desentenderam durante o encontro.

Apesar de ser dos escalões de formação, o derby do concelho de Benavente, levou a que alguns pais entrassem em desentendimento, sem que no entanto tenha existido registo de confrontos físicos, mas ainda assim os jovens decidiram mostrar aos pais, que tudo não passou de um jogo de futebol e que mais importante que o resultado de 9 a 3 para a equipa de Benavente, era a sua formação como homens.


No final da partida os jovens atletas, com idades entre os 12 e 13 anos, recolheram ao balneário, e pouco tempo depois regressaram juntos, de mãos dadas, mostrando um claro repúdio para com o comportamento dos progenitores.
O gesto dos jovens atletas, a que se juntaram treinadores e dirigentes presentes, mereceu mesmo o aplauso da Associação de Futebol de Santarém que considerou mesmo este um “gesto notável”.



quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Quero ser árbitro(a)

Em Portugal, onde a paixão clubística é exacerbada, a atividade de árbitro de futebol não parece ser uma das mais tranquilas de exercer. Perante todo o ruído que se gera à volta do ganhar ou perder, a atividade de árbitro é algo que poucos, ainda, escolhem como carreira e se arriscam a fazer. O crescente destaque dado às diferenças clubistas, de investimentos financeiros e outras, minimizando as qualidades técnicas e desportivas que são comuns a todos, cria rivalidades que são exteriores à prática e à competição desportiva e que as descaracterizam.

A formação de árbitros em Portugal é atualmente bastante completa, exigente e com muita qualidade. Os jovens que começam a atividade têm noção de que vivem semanalmente com o primado da competência que constitui uma constante exigência dos atletas, treinadores, dirigentes, comunicação social e adeptos. O trabalho, invisível, que se faz durante a semana é imenso, sendo os jovens preparados nas várias vertentes e constantemente avaliados e escrutinados.

A verdade é que a arbitragem é apaixonante. Permite a prática desportiva (treinos físicos e técnicos) e a participação nas competições desportivas. A arbitragem proporciona a oportunidade de muitos chegarem a estádios míticos e pisarem relvados que fazem parte do imaginário de todos os desportistas. O árbitro é mais um agente desportivo que tem ele próprio competição com os seus pares. Em resumo, a arbitragem tem todas as componentes que os jovens apreciam.

É fundamental promover junto das crianças que, a partir dos 14 anos, podem tirar o curso e que a arbitragem é uma carreira enriquecedora em termos pessoais, sociais e desportivos. Os pais, há que informá-los de que a arbitragem é uma escola para a cidadania e que, em idade de influências, esta é das positivas. Aqui os jovens aprendem a assumir compromissos e a tomar decisões, que são comportamentos tão importantes para a nossa vida.

"Não conheço nenhum jovem árbitro(a) que tenha seguido o caminho da delinquência. Não conheço nenhum que abuse do álcool ou que consuma regularmente substâncias proibidas. Os jovens árbitros estão sempre a aprender. Aprendem a assumir as consequências das suas decisões, a lidar com a crítica e a gerir emoções. Aprendem a ignorar o insulto, a sancionar o prevaricador e a aplicar a justiça. Aprendem a acertar e a errar. Levam um estilo de vida saudável e disciplinado, que os torna melhores pessoas, melhores seres humanos." Duarte Gomes, in Expresso de 17/10/2021.

Toda a intervenção do árbitro é, garantidamente, uma intervenção humana. Treinadores, atletas, dirigentes e jornalistas têm de fazer prova da sua correta formação desportiva, devendo ser os primeiros a compreender que os árbitros são humanos e não podem deixar de errar!

Arbitrar não é sancionar de maneira automática, é interpretar – de modo humanamente falível, mas igualmente de modo fundamentado – a verdade de um jogo que, embora sujeito a regras, a cada passo evidencia situações irrepetíveis das circunstâncias, em diferentes contextos, dos agentes e dos desempenhos. Por isso, arbitrar não é assim tão fácil.

A mediatização a que o desporto está sujeito, designadamente na televisão, generalizou um conceito de competição-conflito. Julga-se muito a árvore pela floresta! Transporta-se da televisão para o campo, mesmo que neste estejam crianças ou jovens a jogar e a arbitrar. O árbitro é o primeiro garante da verdade desportiva de uma competição. Assim fossem todos os outros agentes.

Perante tudo isto, só resta aconselhar que os jovens tirem o curso de árbitro e sintam o tão apaixonante que é esta atividade na sua génese. Tão só, e somente isto!


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Nota: O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Viseu realiza cursos sistematicamente e têm aumentado o número de árbitros nas competições nacionais (quadro em baixo).



Faltas cá tu!

Envia um email para arbitragem@afv.pt e faz a tua pré-inscrição.

Atreve-te a ser juiz(a)!




sexta-feira, 3 de setembro de 2021

O Fair-Play é um conceito positivo

 Fair-Play significa muito mais do que o simples respeitar das regras. Cobre as noções de amizade, de respeito pelo outro e de espírito desportivo, um modo de pensar e não simplesmente um comportamento. O conceito de Fair-Play, numa tradução para o português, significa jogo limpo, sendo muitas vezes entendido também como Desportivismo e Espírito Desportivo.

O conceito abrange a problemática da luta contra a batota, a arte de usar a astúcia dentro do respeito das regras, o doping, a violência (tanto física como verbal), a desigualdade de oportunidades, a comercialização excessiva e a corrupção. Compreende e incorpora também uma série de valores fundamentais que não são apenas do desporto, mas da nossa vida quotidiana. Competição justa, respeito, amizade, espírito de equipa, igualdade, respeito pelas regras escritas e não escritas, integridade, solidariedade, tolerância, etc.

Na sequência da parceria conjunta entre o Panathlon Internacional e as Organizações Mundiais e Europeias de Fair-Play (CIFP e EFPM) e por iniciativa do Panathlon Club de Wallonie (Bruxelas), comemora-se no dia 7 de setembro o Dia Mundial do Fair-Play.

“O Fair-Play é o princípio fundamental que inspira o comportamento do homem honesto no desporto e em todas as circunstâncias da vida. O Dia Mundial do Fair-Play deve ser uma oportunidade para destacá-lo”, salientou Pierre Zappelli, presidente do Panathlon Internacional.

Muitas vezes temos a sensação de que os agentes desportivos demonstram Fair-Play. Na prática não passa, na sua grande maioria, disso mesmo: sensação. Não sabem lidar com as emoções e gerir as expetativas. Refugiam-se em “mau perder” perante a sua incapacidade de lidar com a competição desportiva.

Na verdade, o futebol português é rico em estratégias que evidenciam a falta de Fair‑Play, quer na perda de tempo no jogo, quer fingindo faltas e “mergulhos”, quer fazendo ruído comunicativo e promovendo a batota ao tentar enganar o árbitro. Os principais clubes não incentivam os seus adeptos a respeitarem os valores do jogo. Muito pelo contrário. O mérito nunca é reconhecido.

Estes comportamentos repercutem-se nos jovens jogadores de futebol, que replicam as mesmas estratégias antiéticas. Quando se consegue ludibriar o árbitro, comemora-se quase como se de um golo se tratasse. Não podem os treinadores e dirigentes permitir este tipo de conduta aos atletas. Amanhã, quando formos nós a perder por uma situação idêntica, não vamos gostar e vamos sentir que o nosso trabalho – duro, mas de qualidade –, foi defraudado por uma simulação!

A falta de cultura desportiva e de Fair-Play dos adeptos não só realça as questões de violência e racismo no desporto, mas também tem impacto na sociedade. O futebol deve promover os valores intrínsecos ao desporto, tornando-se um fator de mudança positiva. Para isso, é necessário que a classe política e os dirigentes desportivos entendam que o desporto é uma atividade sociocultural que enriquece a sociedade e a amizade entre as nações, contanto que seja praticado legalmente.


O desporto é também considerado como uma atividade que, se for exercida com lealdade, permite ao indivíduo conhecer-se melhor, exprimir-se, realizar‑se, desenvolver‑se plenamente, adquirir uma arte e demonstrar as suas capacidades. O desporto permite uma interação social, é fonte de prazer e proporciona bem-estar e saúde. O desporto, com o seu vasto leque de clubes e voluntários, oferece a ocasião para o indivíduo se envolver e assumir responsabilidades na sociedade. Além disso, o envolvimento responsável em certas atividades pode contribuir para o desenvolvimento da sensibilidade para com o meio‑ambiente.

Votos de uma excelente época desportiva 2021/2022 com Fair-Play.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Treinador saber ser e estar

 Ainda no mês passado assistimos a mais um momento de violência protagonizado por um treinador sobre o elemento que arbitrava o jogo entre crianças de 11 anos.

Quando pensamos que estes casos já são do passado, existe sempre quem nos recorde que ainda temos muito trabalho a fazer. A época desportiva que agora termina também nos deu indicações, muitas mesmas, de maus comportamentos de treinadores.

Começamos pelo ser treinador. Não é quem quer. Quem paga para ser. É preciso ter talento, ser-se líder e completar com formação. Hoje está quase tudo ao contrário. Não se pode fazer desta formação só uma fonte de receita. Quando não damos relevância aos comportamentos, à ética desportiva, à gestão emocional e ao exemplo, não estamos a formar, mas a vender conhecimento técnico.

Faço desde já uma declaração de interesse: sou acérrimo defensor da formação. O treinador tem de ter competências a vários níveis para o desempenho da função. Deve comprometer-se a fazer toda a formação exigida sem interrupção. Ao não cumprir com este requisito, aí sim ficaria impedido de exercer qualquer função, de forma a não se socorrer de artimanhas para continuar a poder orientar a equipa.

Não sou corporativista e muito menos fundamentalista. É exigida muita formação na área técnica, da qual temos excelentes exemplos em conceção e metodologias de treino, mas poucos "falam com o jogo" como refere o Mister Toni. É o mais importante para se ser treinador. O jogo. Perceber o jogo. Mexer com o jogo. As outras competências adquirem-se e, em muitos casos, complementam-se com elementos, formando excelentes equipas técnicas multidisciplinares.

"Quando deixei de jogar disseram-me que eu tinha de estudar quatro anos para poder ser treinador. Disse-lhes que estavam loucos." Johan Cruyff

A independência também é muito importante. Mas é uma outra história. A sobrevivência no "emprego" por vezes não o permite.

Na formação temos de ser ainda muito mais exigentes com o perfil do treinador que vai ser responsável pelos "nossos" jovens e crianças. Faz todo o sentido que a exigência de formação a quem trabalha com crianças e jovens seja obrigatória, mas em que os módulos da ética e dos comportamentos sejam tão ou mais relevantes que o da técnica. Educar através do desporto e para o desporto é a prioridade. 

O comportamento do treinador é vital no desenrolar de um jogo. A forma como os dois treinadores adversários se respeitam antes, durante e no fim do jogo podem fazer, e fazem, toda a diferença. São comportamentos positivos dissuasores de potenciais conflitos. O desporto é uma atividade neutra. Consideremos o desporto uma ferramenta e a forma como a utilizamos é que vai fazer a diferença. Pode ser utilizada positivamente ou negativamente.

O "saber estar" tem de ser uma atitude na atividade de Ser treinador e ganha uma relevância decisiva a partir do momento em que o treinador entende que, para ser um líder motivador, tem de respeitar o direito dos outros e estar com os outros segundo uma perspetiva de valorização e personalização dos seus colegas adversários. É uma atitude que vai sendo enriquecida, na medida em que o treinador passa a entender o "papel da comunicação" com todos os elementos que partilham, ao mesmo tempo, as atividades desportivas.

Saber ser treinador também não é um saber que se possui quando se termina a carreira de atleta, quando se faz o transfer de qualquer lugar do público ou da universidade para o cargo. Quem pensa que treinador sai de laboratório também não percebe do jogo. Muitos treinadores com níveis de formação elevados nem clube têm!

O treinador tem a obrigação ética de respeitar todos os que participam nas atividades desportivas, no exercício de funções que lhes são próprias. É isto a que temos assistido no futebol profissional?! A formação exigente e onerosa de nível superior não se interessa pelos valores do desporto?! Muitas contradições levam a que se extremem posições e não se defina de vez uma "carreira" sensata.

Desporto e cultura são atividades diferenciadas das outras. Não é maestro quem quer. O talento tem de estar presente. Muitos confundem talento com vocação.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

"Desporto com Ética" 2019 e 2020

Quando os valores são a bússola, não se falha nunca.

Realizou-se em Leiria, depois de adiamento devido à situação pandémica, a cerimónia de entrega dos Prémios Imprensa "Desporto com Ética" 2019 e 2020, organizado pelo PNED e CNID.
É com orgulho que partilho convosco este momento. Não foi mais um.
Subir ao palco duas vezes para receber o 1ºPrémio Ética/2019 e a Menção Honrosa Ética/2020 não podem ser coincidências. É fruto de um trabalho de anos e de convicções de que vale a pena continuar a partilhar valores com os quais me identifico cada vez mais.
Obrigado a todos vós pelos incentivos e felicitações a todos os outros contemplados.
Foto: PNED/CNID











terça-feira, 4 de maio de 2021

Capitão de equipa

            No desporto atual tem-se discutido muito o perfil dos treinadores, dirigentes, árbitros e atletas. No entanto, tem-se esquecido o cargo do capitão de equipa.

Capitão de equipa é uma função muito importante e a escolha deve ser bastante criteriosa e cuidada. Deverá assentar sobre comportamentos sociais e valores, não sendo o rendimento desportivo uma característica essencial para o cargo nos desportos coletivos.

Na iniciação ao desporto, até determinada idade, a braçadeira de capitão deve rodar entre todos os atletas, para que todos aprendam a dialogar com os árbitros, a saberem escolher o lado do campo ou a bola, a sentirem-se iguais aos colegas, a fazer o «grito», etc. Esta estratégia permite que todos ganhem experiência e sintam a responsabilidade do cargo. A utilização da braçadeira em jogo, nestes escalões, não significa que a equipa não tenha capitães definidos.

Ser capitão não é apenas uma formalidade. Os capitães são atletas que lideram a equipa e que, para além de merecerem a confiança do treinador, são frequentemente consultados sobres os principais assuntos que envolvem o dia-a-dia da equipa.

A questão da escolha do(s) atleta(s) que exercem as funções de capitão de equipa é de vital importância no sucesso desportivo. No desporto sénior, muitas vezes o capitão é escolhido, ainda, segundo algumas tradições: o jogador com mais idade, o mais antigo, o mais internacional, o «génio», etc. Todas estas opções são aceitáveis, desde que se cumpra o principal objetivo – o sucesso da equipa – no qual o capitão só por si tem de constituir uma mais-valia. É aconselhável que seja a equipa técnica a escolher o capitão, uma vez que esta tem a responsabilidade da gestão da equipa e é conhecedora das características pessoais e em competição de cada elemento do grupo.

A função de capitão de equipa é cada vez mais relevante. Hoje existe um grupo de capitães que devem ter incutidos e incutir valores desportivos, éticos e de conhecimento do clube que permitam aos atletas desfrutarem da modalidade e serem conhecedores de todo o contexto que os rodeia. A integração de novos atletas passa muito por esta função que os capitães devem ter. No alto rendimento é muito visível o papel do capitão e o seu exemplo. Ele é o primeiro a ter de saber ser e estar no desporto. É o exemplo para todos os colegas e o elo de ligação entre todos, bem como entre a equipa e os demais elementos do grupo de trabalho. Não pode nunca ser um porta‑voz do fanatismo dos adeptos ou destilar ódio ao adversário, correndo o risco de se autodestruir enquanto atleta e como pessoa.

O seu carácter assume também aqui um papel fulcral. É no seu íntimo que começa o verdadeiro capitão. Tem de ser uma personalidade de grande atitude positiva. Que dirige e lidera com naturalidade. Não se ensina a ser capitão. Aprende-se a ser alicerçado em valores intrínsecos e de personalidade. Um capitão de equipa é um líder.

São muitas as funções de capitão de equipa. Mas é em competição que é mais visível o exercício do cargo e hoje, com a falta de público nos jogos e as imagens mais centradas no terreno do jogo e no pós‑jogo, constata-se que as escolhas nem sempre são as melhores. 

Este é mais um assunto em que o futebol tem muito a aprender com as outras modalidades.

Carlos Puyol é provavelmente um dos maiores exemplos do que é ser capitão. As imagens da sua atuação durante os jogos deviam ser obrigatória e repetidamente vistas por todos os atletas da formação. Para que percebam que, não sendo o «génio» do Barcelona, era o líder a quem todos respeitavam por também ser respeitador e saber-se fazer respeitar.

 João Basto (Académico de Viseu) e Eduardito (Sport Viseu e Benfica) são as minhas referências de capitão de equipa.






Fairplay

Em 2003, no jogo da Dinamarca contra o Irão, o atleta iraniano, quase no final do segundo tempo, confundiu um apito vindo das bancadas com o do árbitro e agarrou a bola com a mão.

- O árbitro assinalou penalti.
- A Dinamarca perdia 1 x 0.
O jogador Morten Wieghorst foi conversar com o seu treinador Morten Olsen, e rematou para fora.
- A Dinamarca perdeu 1 x 0.
Há muito a aprender com essa história.
(Morten Wieghorst foi nomeado Jogador dinamarquês do ano em 2003 e recebeu o prémio de fair play do Comité Olímpico de 2003 por ter falhado este penalti propositadamente.



Atualmente a Dinamarca é considerado o país menos corrupto do mundo e goza com uma das melhores qualidade de vida que existe do mundo)

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...