sábado, 23 de outubro de 2021
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Ser ATLETA - TENACIDADE
Os pais bem informados sabem da importância de que se reveste para o desenvolvimento dos seus filhos a prática desportiva. No entanto, sentem por vezes dificuldades em escolher a modalidade concreta para essa prática.
A escolha da modalidade a
praticar pelos filhos deve ser feita pelo gosto que a criança tem por esse
desporto. A paixão é importante. No entanto todos devemos ajudar na escolha da
modalidade, porque têm especificidades diferentes, mas deixar que seja a
criança/jovem a decidir por si mesmo qual a modalidade que quer praticar. Poderá
mesmo experimentar várias.
O foco
é a retoma desportiva e o fundamental é trabalhar o processo/tarefa e relevar o
resultado/classificação.
A prática desportiva tem uma influência favorável sobre o organismo em crescimento. É indispensável durante a infância e adolescência, de modo assegurar um desenvolvimento saudável.
Num estudo[1]
realizado a propósito do confinamento, a que todos fomos sujeitos, foram
identificados, imediatamente, fatores de risco para jovens atletas: Isolamento
social; Diminuição da atividade física; Rotinas alteradas ou inexistentes; Incerteza;
Stress familiar (económico?!) e sem a oportunidade de competir.
E concluiu-se que quem é
praticante desportivo superou melhor o confinamento. Porquê? Porque desporto é
superação. Desportistas são resilientes. A paixão; A tenacidade: Capacidade de
responder a situações difíceis e de lidar com a adversidade (Capacidade de
adaptação); Exercício físico (mesmo que limitado); Alimentação mais cuidada; Sobrepor
o coletivo ao individual; Espírito de sacrifício; entreajuda; solidariedade; A equipa
funcionou como rede/suporte e mantiveram-se contactos (via novas tecnologias)
com colegas e treinadores.
O professor Jorge Silvério explica na perfeição estes
resultados através da tenacidade:
Quando as crianças praticam uma
atividade desportiva, o seu organismo adapta-se ao esforço. Estas adaptações
manifestam-se ao nível do sistema cardiorrespiratório e muscular. O sistema cardiorrespiratório
não se desenvolve na mesma maneira no caso das crianças que treinam
regularmente e no caso de crianças sedentárias. Esta diferença traduz-se entre
outras, por diferenças relativas às capacidades funcionais.
As crianças e os jovens têm
necessidade de muito movimento para que o seu organismo se desenvolva
harmoniosamente. Deste modo a prática de atividades físicas e desportivas deve
ser encorajada
Perante tudo isto só resta
aconselhar para que a criança pratique desporto. Tão só, e somente isto!
@educarosonho
Cartão Branco para treinadores do Grupo Desportivo de Mangualde
A equipa técnica do Grupo Desportivo de Mangualde recebeu hoje o Cartão Branco, no jogo a contar para o Campeonato Distrital de Sub15 frente ao Silgueiros, da Associação de Futebol de Viseu.
𝐉𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝ã𝐨 ‘𝐥𝐢çã𝐨’ 𝐚 𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫𝐚𝐦 𝐧𝐚𝐬 𝐛𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬
Os jovens jogadores das equipas de infantis do Grupo Desportivo de Benavente e do Grupo Desportivo de Samora Correia deram este sábado, 16 de Outubro, uma verdadeira ‘lição’ de desportivismo aos pais, que se encontravam na bancada e se desentenderam durante o encontro.
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
Quero ser árbitro(a)
Em
Portugal, onde a paixão clubística é exacerbada, a atividade de árbitro de
futebol não parece ser uma das mais tranquilas de exercer. Perante todo o ruído
que se gera à volta do ganhar ou perder, a atividade de árbitro é algo que poucos,
ainda, escolhem como carreira e se arriscam a fazer. O crescente destaque dado
às diferenças clubistas, de investimentos financeiros e outras, minimizando as
qualidades técnicas e desportivas que são comuns a todos, cria rivalidades que
são exteriores à prática e à competição desportiva e que as descaracterizam.
A formação
de árbitros em Portugal é atualmente bastante completa, exigente e com muita
qualidade. Os jovens que começam a atividade têm noção de que vivem
semanalmente com o primado da competência que constitui uma constante exigência
dos atletas, treinadores, dirigentes, comunicação social e adeptos. O trabalho,
invisível, que se faz durante a semana é imenso, sendo os jovens preparados nas
várias vertentes e constantemente avaliados e escrutinados.
A verdade
é que a arbitragem é apaixonante. Permite a prática desportiva (treinos físicos
e técnicos) e a participação nas competições desportivas. A arbitragem proporciona
a oportunidade de muitos chegarem a estádios míticos e pisarem relvados que
fazem parte do imaginário de todos os desportistas. O árbitro é mais um agente
desportivo que tem ele próprio competição com os seus pares. Em resumo, a
arbitragem tem todas as componentes que os jovens apreciam.
É
fundamental promover junto das crianças que, a partir dos 14 anos, podem tirar
o curso e que a arbitragem é uma carreira enriquecedora em termos pessoais,
sociais e desportivos. Os pais, há que informá-los de que a arbitragem é uma
escola para a cidadania e que, em idade de influências, esta é das positivas. Aqui
os jovens aprendem a assumir compromissos e a tomar decisões, que são
comportamentos tão importantes para a nossa vida.
"Não
conheço nenhum jovem árbitro(a) que tenha seguido o caminho da delinquência.
Não conheço nenhum que abuse do álcool ou que consuma regularmente substâncias
proibidas. Os jovens árbitros estão
sempre a aprender. Aprendem a assumir as consequências das suas decisões, a
lidar com a crítica e a gerir emoções. Aprendem a ignorar o insulto, a
sancionar o prevaricador e a aplicar a justiça. Aprendem a acertar e a errar.
Levam um estilo de vida saudável e disciplinado, que os torna melhores pessoas,
melhores seres humanos." Duarte Gomes, in Expresso de 17/10/2021.
Toda a intervenção do árbitro é,
garantidamente, uma intervenção humana. Treinadores, atletas, dirigentes e
jornalistas têm de fazer prova da sua correta formação desportiva, devendo ser
os primeiros a compreender que os árbitros são humanos e não podem deixar de
errar!
Arbitrar não é sancionar de maneira
automática, é interpretar – de modo humanamente falível, mas igualmente de modo
fundamentado – a verdade de um jogo que, embora sujeito a regras, a cada passo
evidencia situações irrepetíveis das circunstâncias, em diferentes contextos,
dos agentes e dos desempenhos. Por isso, arbitrar não é assim tão fácil.
A
mediatização a que o desporto está sujeito, designadamente na televisão, generalizou
um conceito de competição-conflito. Julga-se muito a árvore pela floresta!
Transporta-se da televisão para o campo, mesmo que neste estejam crianças ou
jovens a jogar e a arbitrar. O árbitro é o primeiro garante da verdade
desportiva de uma competição. Assim fossem todos os outros agentes.
Perante tudo
isto, só resta aconselhar que os jovens tirem o curso de árbitro e sintam o tão
apaixonante que é esta atividade na sua génese. Tão só, e somente isto!
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Nota: O
Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Viseu realiza cursos
sistematicamente e têm aumentado o número de árbitros nas competições nacionais
(quadro em baixo).
Faltas cá tu!
Envia um email
para arbitragem@afv.pt e faz a tua
pré-inscrição.
Atreve-te a
ser juiz(a)!
sexta-feira, 3 de setembro de 2021
O Fair-Play é um conceito positivo
Fair-Play significa muito mais do que o simples respeitar das regras. Cobre as noções de amizade, de respeito pelo outro e de espírito desportivo, um modo de pensar e não simplesmente um comportamento. O conceito de Fair-Play, numa tradução para o português, significa jogo limpo, sendo muitas vezes entendido também como Desportivismo e Espírito Desportivo.
O conceito abrange a problemática da luta contra a batota, a arte de usar a astúcia dentro do respeito das regras, o doping, a violência (tanto física como verbal), a desigualdade de oportunidades, a comercialização excessiva e a corrupção. Compreende e incorpora também uma série de valores fundamentais que não são apenas do desporto, mas da nossa vida quotidiana. Competição justa, respeito, amizade, espírito de equipa, igualdade, respeito pelas regras escritas e não escritas, integridade, solidariedade, tolerância, etc.
Na sequência da parceria conjunta entre o Panathlon Internacional e as Organizações Mundiais e Europeias de Fair-Play (CIFP e EFPM) e por iniciativa do Panathlon Club de Wallonie (Bruxelas), comemora-se no dia 7 de setembro o Dia Mundial do Fair-Play.
“O Fair-Play é o princípio fundamental que inspira o comportamento do homem honesto no desporto e em todas as circunstâncias da vida. O Dia Mundial do Fair-Play deve ser uma oportunidade para destacá-lo”, salientou Pierre Zappelli, presidente do Panathlon Internacional.
Muitas vezes temos a sensação de que os agentes desportivos demonstram Fair-Play. Na prática não passa, na sua grande maioria, disso mesmo: sensação. Não sabem lidar com as emoções e gerir as expetativas. Refugiam-se em “mau perder” perante a sua incapacidade de lidar com a competição desportiva.
Na verdade, o futebol português é rico em estratégias que evidenciam a falta de Fair‑Play, quer na perda de tempo no jogo, quer fingindo faltas e “mergulhos”, quer fazendo ruído comunicativo e promovendo a batota ao tentar enganar o árbitro. Os principais clubes não incentivam os seus adeptos a respeitarem os valores do jogo. Muito pelo contrário. O mérito nunca é reconhecido.
Estes comportamentos repercutem-se nos jovens jogadores de futebol, que replicam as mesmas estratégias antiéticas. Quando se consegue ludibriar o árbitro, comemora-se quase como se de um golo se tratasse. Não podem os treinadores e dirigentes permitir este tipo de conduta aos atletas. Amanhã, quando formos nós a perder por uma situação idêntica, não vamos gostar e vamos sentir que o nosso trabalho – duro, mas de qualidade –, foi defraudado por uma simulação!
A falta de cultura desportiva e de Fair-Play dos adeptos não só realça as questões de violência e racismo no desporto, mas também tem impacto na sociedade. O futebol deve promover os valores intrínsecos ao desporto, tornando-se um fator de mudança positiva. Para isso, é necessário que a classe política e os dirigentes desportivos entendam que o desporto é uma atividade sociocultural que enriquece a sociedade e a amizade entre as nações, contanto que seja praticado legalmente.
O desporto é também considerado como uma atividade que, se for exercida com lealdade, permite ao indivíduo conhecer-se melhor, exprimir-se, realizar‑se, desenvolver‑se plenamente, adquirir uma arte e demonstrar as suas capacidades. O desporto permite uma interação social, é fonte de prazer e proporciona bem-estar e saúde. O desporto, com o seu vasto leque de clubes e voluntários, oferece a ocasião para o indivíduo se envolver e assumir responsabilidades na sociedade. Além disso, o envolvimento responsável em certas atividades pode contribuir para o desenvolvimento da sensibilidade para com o meio‑ambiente.
Votos de uma excelente época desportiva 2021/2022 com Fair-Play.
quarta-feira, 7 de julho de 2021
Treinador saber ser e estar
Ainda no mês passado assistimos a mais um momento de violência protagonizado por um treinador sobre o elemento que arbitrava o jogo entre crianças de 11 anos.
Quando pensamos que estes casos
já são do passado, existe sempre quem nos recorde que ainda temos muito
trabalho a fazer. A época desportiva que agora termina também nos deu
indicações, muitas mesmas, de maus comportamentos de treinadores.
Começamos pelo ser treinador. Não
é quem quer. Quem paga para ser. É preciso ter talento, ser-se líder e
completar com formação. Hoje está quase tudo ao contrário. Não se pode fazer
desta formação só uma fonte de receita. Quando não damos relevância aos
comportamentos, à ética desportiva, à gestão emocional e ao exemplo, não
estamos a formar, mas a vender conhecimento técnico.
Faço desde já uma declaração de
interesse: sou acérrimo defensor da formação. O treinador tem de ter
competências a vários níveis para o desempenho da função. Deve comprometer-se a
fazer toda a formação exigida sem interrupção. Ao não cumprir com este
requisito, aí sim ficaria impedido de exercer qualquer função, de forma a não
se socorrer de artimanhas para continuar a poder orientar a equipa.
Não sou corporativista e muito
menos fundamentalista. É exigida muita formação na área técnica, da qual temos
excelentes exemplos em conceção e metodologias de treino, mas poucos
"falam com o jogo" como refere o Mister Toni. É o mais importante
para se ser treinador. O jogo. Perceber o jogo. Mexer com o jogo. As outras
competências adquirem-se e, em muitos casos, complementam-se com elementos,
formando excelentes equipas técnicas multidisciplinares.
"Quando deixei de jogar disseram-me que eu tinha de
estudar quatro anos para poder ser treinador. Disse-lhes que estavam
loucos." Johan Cruyff
A independência também é muito
importante. Mas é uma outra história. A sobrevivência no "emprego"
por vezes não o permite.
Na formação temos de ser ainda
muito mais exigentes com o perfil do treinador que vai ser responsável pelos
"nossos" jovens e crianças. Faz todo o sentido que a exigência de
formação a quem trabalha com crianças e jovens seja obrigatória, mas em que os
módulos da ética e dos comportamentos sejam tão ou mais relevantes que o da
técnica. Educar através do desporto e para o desporto é a prioridade.
O comportamento do treinador é
vital no desenrolar de um jogo. A forma como os dois treinadores adversários se
respeitam antes, durante e no fim do jogo podem fazer, e fazem, toda a
diferença. São comportamentos positivos dissuasores de potenciais conflitos. O
desporto é uma atividade neutra. Consideremos o desporto uma ferramenta e a
forma como a utilizamos é que vai fazer a diferença. Pode ser utilizada
positivamente ou negativamente.
O "saber estar" tem de
ser uma atitude na atividade de Ser treinador e ganha uma relevância decisiva a
partir do momento em que o treinador entende que, para ser um líder motivador,
tem de respeitar o direito dos outros e estar com os outros segundo uma
perspetiva de valorização e personalização dos seus colegas adversários. É uma
atitude que vai sendo enriquecida, na medida em que o treinador passa a
entender o "papel da comunicação" com todos os elementos que
partilham, ao mesmo tempo, as atividades desportivas.
Saber ser treinador também não é
um saber que se possui quando se termina a carreira de atleta, quando se faz o transfer de qualquer lugar do público ou
da universidade para o cargo. Quem pensa que treinador sai de laboratório
também não percebe do jogo. Muitos treinadores com níveis de formação elevados
nem clube têm!
O treinador tem a obrigação
ética de respeitar todos os que participam nas atividades desportivas, no
exercício de funções que lhes são próprias. É isto a que temos assistido no
futebol profissional?! A formação exigente e onerosa de nível superior não se
interessa pelos valores do desporto?! Muitas contradições levam a que se
extremem posições e não se defina de vez uma "carreira" sensata.
Desporto e cultura são atividades diferenciadas das outras. Não é maestro quem quer. O talento tem de estar presente. Muitos confundem talento com vocação.
Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância
O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...
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A gestão do tempo de jogo, as não convocações e a divisão entre equipas A e B continuam a ser das maiores fontes de conflito no desporto de ...
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Seis anos depois do lançamento de Educar o Sonho: Ética e Envolvimento Parental na Prática Desportiva, chegou o momento para uma 2.ª edição....
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Nos dias de hoje, cada vez mais são as mães a acompanharem os filhos na prática desportiva. Nos jogos essa presença é partilhada com o pai, ...






