sexta-feira, 26 de março de 2010

Visto e Falado

Concelho de Viseu
O Concelho de Viseu pode ter na próxima época 4 equipas no escalão máximo do futebol sénior distrital. Abraveses, Silgueiros e Viseu e Benfica são as equipas que estão em condições de aceder á Divisão de Honra. o Lusitano de Vildemoínhos mantém. Viseu sairá reforçado no futebol distrital caso as 3 equipas consigam este feito. Novos desafios se vão colocar aos desportistas e entidades viseenses. Boa sorte.
Andebol
A secção de andebol do AVFC, principalmente a equipa mais visível – seniores, tem conseguido bons resultados desportivos. Um pouco na penumbra mas o certo é que mais uma vez está na luta pela subida de divisão ao classificar-se na 2.ª posição na fase regular da Zona Centro. Tondela AC e ABC de Nelas vão jogar para a manutenção, um objectivo alcançável. O andebol distrital continua vivo.
Sujar o Fontelo
No dia que em Portugal decorreu a acção Limpar Portugal, o Fontelo foi um caixote do lixo para dezenas de crianças e jovens. As bancadas do Campo 1.º de Maio ficaram uma nojeira. A CMV não é «empregada» destes meninos e das empresas que organizam estes eventos que deixam o lixo espalhado pelas bancadas. O desporto tem de ser uma escola de cidadania também. A reflectir.


in Jornal do Centro de 26.03.2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Requalificação do Estádio do Fontelo

A propósito da recente e badalada falência dos projectos dos Estádios de Futebol de Aveiro, Leiria e Algarve, têm sido notadas as vozes de agradecimento ao Presidente da Câmara Municipal de Viseu por não ter entrado na onda, aquando do Euro 2004. E, nesse contexto, não deixo de louvar Fernando Ruas por na ocasião ter procurado que Viseu fizesse parte das cidades onde se realizaram os jogos.
O interior acabou por ficar arredado deste evento, tendo Viseu condições para assumir o desafio como tantas vezes o Presidente da CMV o afirmou. Agora vir a palco, dar graças por estarmos de fora daquela triste realidade, parece-me ainda assim, uma leitura oportunista ou no mínimo demasiado simplista. O que está mal não terá sido a requalificação ou construção daqueles Estádios mas sim o número e os locais onde tal aconteceu.
Viseu até poderá ser (não o é!!) uma cidadezinha em relação a cidades do litoral mas pede meças a quaisquer uma delas quando toca a encher estádios. Para os mais arredados da discussão, recordo que Viseu quando estava na 1.ª divisão de futebol foi o 4º clube com mais assistência nos campos, a seguir aos três grandes do futebol português e como tal, se mais não houvesse só por isto, diria que comparar o Parque do Fontelo com os existentes nas cidades referidas é estar completamente desatento ao fenómeno desportivo. As Beiras uniram-se, naquele tempo, em torno de um clube e de Lamego a Belmonte, de Pinhel a Oliveira do Hospital todas as estradas nacionais ou regionais, conduziam no fim de semana a Viseu. A região identificava-se com o clube que a representava e galvanizava as suas gentes a encher as apertadas e curtas bancadas do Estádio Municipal do Fontelo.
Com o fim deste cenário pelas razões conhecidas que, o então Académico atravessou, a requalificação do Estádio deixou de ser e ainda hoje não o será uma prioridade actual mas espera-se que o Fontelo a breve prazo seja motivo de um plano de intervenção bem estudado que, complemente as melhorias que têm sido ali realizadas.
E digo bem estudado porque, pior do que o dinheiro que lá se poderá gastar é fazê-lo sem visão de futuro, à semelhança do que se fez nos citados Estádios. Viseu, acredito eu, saberá justificar um estádio moderno com salas de apoio a atletas, treinadores, jornalistas, “corredores de fim de semana”, enfim… um Estádio útil. Não temos um Estádio novo às moscas e alvo de falência é certo mas, também não precisamos de um ter um Estádio velho, acabado, gasto, sem condições para os atletas e para os espectadores para gáudio de alguns, pois não?
Pelo Fontelo passam diariamente mais de 6 clubes e ao fim de semana realizam-se dezenas de jogos envolvendo centenas de jovens. O Fontelo não é, nem nunca foi, ao contrário do Mário Duarte em Aveiro ou do Magalhães Pessoa em Leiria da exclusividade de um só clube e Viseu é e tem sido, uma região com muito e bom desporto de competição, que não se resume à falência do Estádio de futebol, como alguns querem fazer passar.
E por isso e para ser coerente comigo mesmo, não posso deixar passar as opiniões sobre a falência dos Estádios do Euro de uma forma simplista e desapropriada, quando Viseu não tem alta competição, não tem desporto profissional, não tem uma referência desportiva em nenhuma modalidade mas também não tem as condições que deveria ter…
E não tem porque as prioridades são outras!
Votos de louvor nessa matéria valem o que valem!
in Jornal do Centro de 29 de Janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não há vencedores por acaso

As cidades de Tondela e Viseu viveram, no sábado, momentos de fortes emoções e de enorme alegria com as vitórias dos seus clubes. As subidas à 2.ª Divisão Nacional de futebol foram conseguidas depois de muito sofrimento, mas o desporto, o futebol também é isso mesmo.
Depois das descidas de Nelas e Penalva, o Distrito corria o risco de ficar fora desta divisão que, não sendo apelativa em termos económicos e desportivos, é sempre a etapa superior ao nível do futebol semi-profissional/amador.





O Plantel do AVFC e a equipa técnica dirigida pelo Prof. Miguel Borges que iniciou a época


As expectativas, nestas ocasiões, são sempre as mais animadoras. Viseu correspondeu ao ir a Fontelo apoiar o Académico e mais do que isso, viver intensamente um jogo de futebol. Uma subida de divisão é um feito enorme, conseguido sempre com dificuldades, com muito espírito de vitória, de conquista. Estes são elementos chaves que têm agora de ser transpostos para a nova época. Aproveitar a onda de ânimo existente. A moldura humana presente no Fontelo no sábado foi demonstrativa que os viseenses gostam de futebol, apreciam este espectáculo desportivo e dizem presente se o que lhes for oferecido for de qualidade, emocionante, apaixonante.
Futebol sem público não existe, não interessa. Cabe aos responsáveis desportivos modernizarem cada vez mais os clubes, tornando-os transparentes e aglutinadores.



Luís Almeida ex-guarda redes do CAF, foi o treinador da subida


As subidas são tónicos importantíssimos para todos os que servem e têm responsabilidades nos clubes de forma a continuarem a fazer um trabalho que os motiva.
Acredita-se que os dirigentes de hoje têm os pés bem assentes na terra e não mais vão entrar em loucuras que hipotequem o futuro dos clubes. A manutenção neste escalão do futebol português é o objectivo destes clubes.
Tondela e Viseu têm excelentes estruturas desportivas que oferecem aos seus clubes seniores, cabendo agora a estes fazerem uma gestão realista na área dos recursos humanos.
Uma subida do Académico de Viseu à liga profissional terá de ser feita sempre degrau a degrau, sustentada. Viseu e a região envolvente vão ter de se unir em torno de um Clube que os represente e dignifique, na certeza que todos temos a ganhar.


in Jornal do Centro de 12 de Junho de 2009

Antes dos 14, já fora do jogo… e da infância

O futebol forma cada vez mais cedo – e descarta ainda mais depressa. Entre o investimento e a realidade, há um sistema que continua a falhar...