Há crianças que nascem em janeiro.
Outras nascem em dezembro.
A diferença são apenas alguns meses.
Mas, no desporto de formação, esses meses podem transformar-se em mais força, mais velocidade, mais oportunidades... e, muitas vezes, em mais elogios.
Enquanto isso, quem amadurece mais tarde pode ouvir que "não tem nível", jogar menos, perder confiança... e até abandonar o desporto.
O problema não é a data de nascimento.
O problema é quando confundimos desenvolvimento com talento.
Nenhuma criança escolhe o mês em que nasce.
Mas todos nós escolhemos a forma como a avaliamos.
O verdadeiro desafio de um treinador não é descobrir quem é melhor aos 10 ou 12 anos.
É conseguir reconhecer quem poderá ser extraordinário aos 18, aos 20 ou aos 25.
Porque o talento não tem calendário.
Não cresce ao mesmo ritmo.
E não se mede pelo trimestre em que alguém nasceu.
Que estas imagens nos recordem uma verdade simples:
O nosso papel não é selecionar os que crescem primeiro. É desenvolver o potencial de todos.
Vitor Santos | Educar o Sonho
