sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Mais atletas. Mas estaremos a formar melhores pessoas?

 O desporto federado em Portugal atingiu um máximo histórico em 2025.

Mais de 860 mil praticantes, um aumento de 16.700 atletas face ao ano anterior, um crescimento de 33% na participação de pessoas com deficiência e quase 10 mil novos títulos profissionais emitidos.
São números que merecem ser celebrados.
Há uma pergunta ainda mais importante.
Não é apenas quantos entram no desporto. É quantos permanecem.
Não basta aumentar o número de praticantes. É fundamental garantir que as crianças e os jovens continuam a praticar porque são felizes, porque aprendem, porque se sentem valorizados e porque encontram no desporto um espaço de crescimento.
De pouco serve bater recordes de inscrições se continuarmos a perder demasiados jovens devido à pressão excessiva, à obsessão pelos resultados, à especialização precoce ou à falta de ambientes verdadeiramente educativos.
O crescimento do desporto deve ser acompanhado pelo crescimento da sua qualidade humana.
Precisamos de treinadores que eduquem antes de querer vencer.
De dirigentes que coloquem as crianças e os jovens no centro das decisões.
De pais que apoiem sem pressionar.
De clubes onde o sucesso não se mede apenas pelas medalhas ou pelas vitórias, mas também pelo número de atletas que, anos mais tarde, continuam a amar o desporto.


O aumento da participação de pessoas com deficiência é um excelente sinal. Mostra que o desporto está a tornar-se mais inclusivo e acessível. Esse é o caminho que devemos continuar a seguir.
Porque o verdadeiro sucesso não está apenas em termos mais atletas.
Está em formar melhores pessoas através do desporto.
Essa será sempre a maior vitória.
E tu, acreditas que o sucesso do desporto deve ser medido apenas pelos números ou, sobretudo, pelo impacto que tem na vida das crianças e dos jovens?

Vitor Santos | Educar o sonho

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O potencial não nasce no mesmo dia para todos.

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