terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto

Hoje fecha-se um ciclo.
Sete anos a caminhar pela ética no desporto, como Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto. Sempre em voluntariado. Sempre com sentido de missão.
A ética não se decreta.
Pratica-se.
Vive-se.
Ensina-se pelo exemplo.
Ao longo destes anos estive em clubes, escolas, associações, pavilhões e salas improvisadas de futuro. Falei de respeito quando ele faltava. De responsabilidade quando era incómoda. De fair play quando ganhar parecia ser tudo. De cooperação quando competir parecia separar.
Foram sete anos de encontros.
Com atletas, treinadores, dirigentes, professores, decisores e sonhadores.
Sete anos de escuta, de partilha e de aprendizagem.
Saio com gratidão. Grata é também a forma como se permanece inteiro.
Daquelas que não se pedem.
Daquelas que confirmam que o caminho, apesar de difícil, vale a pena. Obrigado.
Acredito profundamente que o desporto é uma das mais poderosas ferramentas de transformação social.
Ainda subaproveitada.
Ainda tantas vezes confundida com resultado.
Quando devia ser processo.
Quando devia ser escola.
Não termino.
Interrompo para respirar.
Para continuar noutro lugar o mesmo compromisso.
Continuo a Educar Sonhos.
A defender os princípios que deram origem ao PNED e à rede de Embaixadores da Ética no Desporto.
A tentar que a prática não traia a teoria.
Nem o contrário.
Colocar a ética no centro do desporto é um ato de coragem.
É escolher o humano antes da vitória.
É acreditar que os valores não atrasam — orientam.
Os valores nunca estão em contramão.
São estrada.

 


--------------
Os Embaixadores da "Ética no Desporto" têm por missão contribuir para a prossecução dos desígnios do PNED, nomeadamente a promoção e vivência dos valores éticos no desporto e tem cada mandato a duração de 2 anos.
O modelo conceptual e operacional dos Embaixadores da "Ética no Desporto" é regido pelo Regulamento n.º 509/2023, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 90, de 10 de maio.




 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Boa comunicação e respeito

Os pais devem estar disponíveis para cooperar com a equipa e compreender que uma presença discreta e equilibrada pode ser extremamente útil. Num contexto onde o voluntariado e o espírito comunitário são a base de grande parte da experiência desportiva (Fassi, 2003), o apoio dos pais é importante — desde que seja saudável e responsável.

É essencial que os progenitores participem nas reuniões e momentos especiais da equipa, para se manterem informados sobre as atividades e programas que envolvem os seus filhos. A comunicação regular com o clube é bem-vinda, mas deve evitar transformar-se num tipo de aproximação “sedutora” a treinadores ou dirigentes, com o objetivo de obter benefícios particulares para o filho.
No desporto de formação, todos os jovens devem ter iguais oportunidades de aprender, crescer e desfrutar do jogo.
As escolas de futebol e os clubes de formação desempenham um papel determinante no crescimento integral das crianças. Por isso, os pais fazem parte desta relação fundamental entre jogador, treinador e equipa. Quando existe boa comunicação e respeito pelos papéis de cada um, evitam-se muitos problemas e cria-se um ambiente positivo onde as crianças podem realmente ser felizes.
Em síntese:
Quando pais, filhos, treinadores e clubes comunicam de forma clara e colaboram com sentido de missão, nasce o verdadeiro espírito do Educar o Sonho: um desporto onde as crianças se sentem apoiadas, valorizadas e motivadas para crescer — dentro e fora do campo.




Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto

Hoje fecha-se um ciclo. Sete anos a caminhar pela ética no desporto, como Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto. Sempre em volun...