Todo treinador encontra, mais cedo ou mais tarde, aquele jogador.
Sabes perfeitamente qual é.
Tecnicamente brilhante.
Vê o jogo com uma clareza que os outros não têm.
Consegue mudar o rumo de uma partida em segundos.
Mas…
Desliga quando não quer.
Frustra-se facilmente com colegas.
Ultrapassa limites.
Às vezes coloca-se acima do grupo.
Alguns treinadores tentam construir tudo em torno dele.
Outros decidem cedo que “dá demasiadas dores de cabeça”.
Normalmente, ambos se enganam.
O jogador “difícil” é, muitas vezes, simplesmente… mal compreendido.
No futebol de formação, estes jogadores são rapidamente rotulados como:
Preguiçoso.
Perturbador.
Arrogante.
“Não é jogador de equipa.”
Mas, na maioria das vezes, eles são na verdade:
Pensadores rápidos.
Resolvedores de problemas.
Criativamente ligados ao jogo.
Mentalmente um passo à frente do contexto.
O problema raramente é a capacidade deles.
É que a mente deles cresce mais depressa do que a estrutura em que estão inseridos.
É aqui que muitos treinadores os perdem.
A maioria cai numa de duas armadilhas:
1️⃣ Tentar controlá-los
Treino demais.
Correções constantes.
Papéis rígidos.
Isto mata exatamente aquilo que torna o jogador especial.
2️⃣ Dar-lhes carta branca
“É tão bom que pode fazer o que quiser.”
Regras diferentes.
Zero responsabilidade.
Isto destrói o grupo — e, a longo prazo, destrói o próprio jogador.
Nenhuma das abordagens funciona.
**O que realmente funciona?
Não é domá-los.
É canalizá-los.**
E aqui está como Educar o Sonho olha para isto 👇
1️⃣ Encontra-o a meio caminho
Não ganhas estes jogadores com gritos.
Ganhas com compreensão.
Mostra-lhe:
“Eu vejo o que estás a tentar fazer.”
Isto, por si só, constrói confiança.
2️⃣ Dá-lhe problemas para resolver, não ordens para cumprir
Estes jogadores detestam que lhes digam exatamente o que fazer.
Mas adoram ser desafiados.
Em vez de:
“Passa mais rápido.”
“Fica mais aberto.”
“Cumpre a tua função.”
Cria cenários onde:
A tomada de decisão deles é testada.
A criatividade é necessária.
A responsabilidade é inevitável.
Eles crescem nisso.
3️⃣ Liga a liberdade à responsabilidade
A liberdade não é um presente.
É uma conquista.
Torna explícito:
O talento abre a porta.
O comportamento mantém-te em campo.
Quando eles entendem que cada escolha impacta a equipa, tudo muda.
4️⃣ Desenvolve a mente, não apenas a habilidade
Não precisam de mais truques.
Precisam de:
Regulação emocional.
Consciência dos outros.
Melhor timing nas decisões.
Isto é uma jornada psicológica.
Requer paciência — e presença.
Quando faz click… muda tudo.
O jogador “difícil” transforma-se.
Torna-se:
Um líder.
Um jogador decisivo.
Alguém que inspira os outros.
Não porque o obrigaste.
Mas porque o orientaste.
E sim… às vezes é preciso decidir.
Se um jogador, de forma consistente:
Recusa responsabilidade,
Baixa o padrão do grupo,
Partilha energia tóxica,
A equipa vem primeiro.
Mas essa decisão deve nascer da tentativa de compreender — nunca de desistir cedo.
Pensamento final para treinadores (e educadores):
O futebol de formação não é tratar todos por igual.
É dar a cada jogador aquilo de que precisa para crescer.
Os mais desafiantes são, muitas vezes, os que têm o maior potencial…
Se fores paciente o suficiente para liderar de forma certa.
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