sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Aquele jogador que todos os treinadores encontram

 

Todo treinador encontra, mais cedo ou mais tarde, aquele jogador.

Sabes perfeitamente qual é.

Tecnicamente brilhante.

Vê o jogo com uma clareza que os outros não têm.

Consegue mudar o rumo de uma partida em segundos.

Mas…

Desliga quando não quer.

Frustra-se facilmente com colegas.

Ultrapassa limites.

Às vezes coloca-se acima do grupo.

Alguns treinadores tentam construir tudo em torno dele.

Outros decidem cedo que “dá demasiadas dores de cabeça”.

Normalmente, ambos se enganam.

O jogador “difícil” é, muitas vezes, simplesmente… mal compreendido.

No futebol de formação, estes jogadores são rapidamente rotulados como:

Preguiçoso.

Perturbador.

Arrogante.

“Não é jogador de equipa.”

Mas, na maioria das vezes, eles são na verdade:

Pensadores rápidos.

Resolvedores de problemas.

Criativamente ligados ao jogo.

Mentalmente um passo à frente do contexto.

O problema raramente é a capacidade deles.

É que a mente deles cresce mais depressa do que a estrutura em que estão inseridos.

É aqui que muitos treinadores os perdem.

A maioria cai numa de duas armadilhas:

1️⃣ Tentar controlá-los

Treino demais.

Correções constantes.

Papéis rígidos.

Isto mata exatamente aquilo que torna o jogador especial.

2️⃣ Dar-lhes carta branca

“É tão bom que pode fazer o que quiser.”

Regras diferentes.

Zero responsabilidade.

Isto destrói o grupo — e, a longo prazo, destrói o próprio jogador.

Nenhuma das abordagens funciona.

**O que realmente funciona?

Não é domá-los.

É canalizá-los.**

E aqui está como Educar o Sonho olha para isto 👇

1️⃣ Encontra-o a meio caminho

Não ganhas estes jogadores com gritos.

Ganhas com compreensão.

Mostra-lhe:

“Eu vejo o que estás a tentar fazer.”

Isto, por si só, constrói confiança.

2️⃣ Dá-lhe problemas para resolver, não ordens para cumprir

Estes jogadores detestam que lhes digam exatamente o que fazer.

Mas adoram ser desafiados.

Em vez de:

“Passa mais rápido.”

“Fica mais aberto.”

“Cumpre a tua função.”

Cria cenários onde:

A tomada de decisão deles é testada.

A criatividade é necessária.

A responsabilidade é inevitável.

Eles crescem nisso.

3️⃣ Liga a liberdade à responsabilidade

A liberdade não é um presente.

É uma conquista.

Torna explícito:

O talento abre a porta.

O comportamento mantém-te em campo.

Quando eles entendem que cada escolha impacta a equipa, tudo muda.

4️⃣ Desenvolve a mente, não apenas a habilidade

Não precisam de mais truques.

Precisam de:

Regulação emocional.

Consciência dos outros.

Melhor timing nas decisões.

Isto é uma jornada psicológica.

Requer paciência — e presença.

Quando faz click… muda tudo.

O jogador “difícil” transforma-se.

Torna-se:

Um líder.

Um jogador decisivo.

Alguém que inspira os outros.

Não porque o obrigaste.

Mas porque o orientaste.

E sim… às vezes é preciso decidir.

Se um jogador, de forma consistente:

Recusa responsabilidade,

Baixa o padrão do grupo,

Partilha energia tóxica,

A equipa vem primeiro.

Mas essa decisão deve nascer da tentativa de compreender — nunca de desistir cedo.

Pensamento final para treinadores (e educadores):

O futebol de formação não é tratar todos por igual.

É dar a cada jogador aquilo de que precisa para crescer.

Os mais desafiantes são, muitas vezes, os que têm o maior potencial…

Se fores paciente o suficiente para liderar de forma certa.


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Aquele jogador que todos os treinadores encontram

  Todo treinador encontra, mais cedo ou mais tarde, aquele jogador. Sabes perfeitamente qual é. Tecnicamente brilhante. Vê o jogo com uma cl...