Na verdade, não foi bem assim. 
Na equipa não era, de certeza, o melhor, mas também não era o pior. Mesmo assim, para o meu pai eu tinha sempre de dar mais — nada o satisfazia.
Um dia, o meu treinador colocou-me a avançado e marquei um hat-trick. O primeiro foi só empurrar a bola para a baliza vazia; o segundo foi um passe meu para a ala que saiu mal, entrou e foi celebrado como um grande golo; o terceiro, esse sim, foi um belo livre direto. 


Voltei para o balneário radiante, a festejar com os meus colegas — pela primeira vez senti-me realmente parte da equipa.
Mas a partir daí começaram os meus pesadelos. 
O meu pai obcecado com a ideia de que eu tinha de treinar e jogar como avançado;
o treinador a dizer que eu era defesa, ou no máximo médio;
e o meu pai, por não me ver voltar a marcar, a insistir para eu treinar com ele ou mudar de clube, porque ali “não me metiam na minha posição”. 
Para resumir… fiz mais uma época e deixei o futebol.
Tornou-se um pesadelo: em casa, no carro, quando chegava da escola… falava-se sempre da minha equipa e das expectativas sobre mim. Todos os dias. Era sufocante. 
Escolhi outro desporto —
o judo — que o meu pai detesta e nunca foi ver. Mas eu renasci.
Vitor Santos | Embaixador do PNED
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