quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Disseram-me: “Joga futebol, vais divertir-te…”

 Na verdade, não foi bem assim. ☹️

Na equipa não era, de certeza, o melhor, mas também não era o pior. Mesmo assim, para o meu pai eu tinha sempre de dar mais — nada o satisfazia.
😔
Um dia, o meu treinador colocou-me a avançado e marquei um hat-trick. O primeiro foi só empurrar a bola para a baliza vazia; o segundo foi um passe meu para a ala que saiu mal, entrou e foi celebrado como um grande golo; o terceiro, esse sim, foi um belo livre direto. 🍾🥳🎉
Voltei para o balneário radiante, a festejar com os meus colegas — pela primeira vez senti-me realmente parte da equipa.
Mas a partir daí começaram os meus pesadelos. 🫨
O meu pai obcecado com a ideia de que eu tinha de treinar e jogar como avançado;
o treinador a dizer que eu era defesa, ou no máximo médio;
e o meu pai, por não me ver voltar a marcar, a insistir para eu treinar com ele ou mudar de clube, porque ali “não me metiam na minha posição”. 😤
Para resumir… fiz mais uma época e deixei o futebol.
Tornou-se um pesadelo: em casa, no carro, quando chegava da escola… falava-se sempre da minha equipa e das expectativas sobre mim. Todos os dias. Era sufocante. 😰

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  Todo treinador encontra, mais cedo ou mais tarde, aquele jogador. Sabes perfeitamente qual é. Tecnicamente brilhante. Vê o jogo com uma cl...