quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Queridos pais… na verdade, queridos adultos.

Quando chegarem ao campo, não agarrem a rede como se fossem vocês a tentar controlar a equipa à distância, a corrigir cada movimento ou cada decisão.
Para isso… já lá está o treinador.
Respirem fundo.
Olhem para vocês.
Deixem o jogo acontecer. E, acima de tudo, por favor, nada de murmurações sobre colegas de equipa.
Do campo ouve-se e vê-se tudo.
Queridos adultos,
o “equipa perfeita” nunca existiu.
Nem nas melhores histórias.
Depois de uma derrota, não corram atrás do árbitro, não entrem em duelos com o treinador, nem discutem com os adultos da equipa adversária.
Porque o vosso comportamento — sim, o vosso — o vosso filho pode recordá-lo. E não necessariamente com orgulho.
Eu sei: todos desejamos que eles se tornem os melhores.
Líderes. Craques. Insubstituíveis.
Mas eles são humanos, bonitos na sua imperfeição — e isso não só é normal, como é essencial.
Entre estes rapazes e raparigas há um defesa desajeitado que sonha com números e fórmulas.
Um guarda-redes distraído que passa horas a desenhar bandas desenhadas.
Um médio com pouca técnica… mas com uma voz capaz de encher um teatro.
Se não brilham no campo, não é drama.
O tempo sabe cumprir as suas promessas.
E talvez um dia se tornem algo maior, mais luminoso, mais feliz do que um jogador de futebol profissional.
Não é só futebol.
Às vezes, sem nos darmos conta, eles marcam o golo mais importante… fora do campo.

Aquele jogador que todos os treinadores encontram

  Todo treinador encontra, mais cedo ou mais tarde, aquele jogador. Sabes perfeitamente qual é. Tecnicamente brilhante. Vê o jogo com uma cl...