As fotografias no balneário, mesmo não sendo proibidas, exigem bom senso. Aquele espaço é o núcleo íntimo da equipa: preserva-se a privacidade dos atletas, protege-se o espírito do grupo e evitam-se excessos que acontecem facilmente em momentos de euforia.
Quando surgem fotos tiradas dentro do balneário — ou mesmo à porta — com uma equipa inteira a mandar “calar”, a provocar o adversário, a exibir resultados em tom de humilhação, algo sai claramente do lugar. Tudo ao contrário do que se pretende no desporto formativo. E pior ainda quando essas imagens vão parar às redes sociais, abertas para que o “mundo” veja.
Registar o momento de um jogo não é problema nenhum. Uma foto no final, sem gestos ofensivos, é uma memória bonita que fica guardada para a vida. O problema é copiar atitudes de profissionais que, ganhando milhões, tantas vezes dão maus exemplos. Reproduzir isso em contexto de formação é um erro enorme.
Formar não é isto.
Os valores têm de estar presentes sempre. E os adultos responsáveis por estes jovens precisam, de uma vez por todas, de assumir aquilo que devem, e não devem, permitir.
Divirtam-se. Festejem. Registem os vossos momentos.
Mas nunca à custa do respeito pelo adversário, pelo jogo e pelo desporto.
Vitor Santos | Educar o sonho
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