segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Os pais que se acham treinadores

Este fim de semana, enquanto via jogos da formação, percebi algo que continua e me deixou inquieto: pais a "entrar" no campo para dar ordens aos filhos, atropelando o treinador.

É importante dizer isto com clareza: isso não ajuda as crianças. Pelo contrário. Confunde-as, desautoriza o treinador e desvirtua o espírito do jogo. Não é assim que se deve proceder. Nunca.
O treinador que orienta o teu filho estudou, formou-se e preparou-se para trabalhar com crianças. Conhece metodologias, fases de desenvolvimento e processos que nenhum programa de televisão substitui. Ver jogos ao domingo não transforma ninguém em treinador.
O papel dos pais é outro: apoiar, encorajar, transmitir valores.
E isso começa por respeitar quem está ali para ensinar.
Ser treinador exige muito mais do que dar indicações na linha lateral. Exige planear, comunicar, liderar, motivar e criar equipa. Exige ser exemplo.
Quando os pais invadem o campo - literal ou simbolicamente - passam uma mensagem errada: a de que tudo vale porque pagam uma mensalidade. Não vale. O futebol infantil é formação, não campeonato do mundo.
Se queremos que as crianças cresçam com respeito, espírito de equipa e alegria pelo jogo, então pais e treinadores precisam de estar do mesmo lado.
Deixemos o campo a quem sabe. E deixemos o protagonismo a quem realmente importa: as crianças.

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