quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O carro que transporta sonhos

O carro que a mãe conduz… não leva apenas equipamentos ou lancheiras.
Leva, todos os dias, os sonhos do filho no banco de trás.
Quando uma criança começa a dar os primeiros passos no futebol, ninguém sabe até onde esse caminho vai levar. Nem a própria mãe.
A mãe que não domina o volante,
a mãe que se perde no GPS,
a mãe que, ao virar na rua errada, se atrapalha e precisa de respirar fundo para recomeçar.
Mas, a partir do momento em que soube que o filho tinha jogo, tudo mudou.
A distância deixou de assustar,
as manhãs cedo deixaram de custar tanto,
e dar voltas ao campo à procura da entrada passou a ser apenas parte da missão.
Porque, para esta mãe, o destino nunca foi apenas o campo.
O destino sempre foram os sonhos do filho.
E cada vez que carrega no acelerador, lembra-se:
“Eu consigo. Ele também está a lutar pelos sonhos dele.”
As voltas ao quarteirão depois de se enganar no caminho fizeram-na perceber algo essencial:
o percurso de um pai ou de uma mãe não é muito diferente do percurso de um atleta.
Ninguém chega ao objetivo sem, pelo menos uma vez, se ter perdido.
Ninguém é excelente desde o primeiro dia.
Mas cada tentativa conta. Cada passo faz crescer.
Desde esse dia, o carro que a mãe conduz deixou de ser apenas um meio de transporte.
Deixou de ser apenas o carro das idas ao treino ou aos jogos.
Transformou-se num “carro que transporta sonhos”, sempre pronto a ir até onde o filho precisar.
Porque, no desporto como na vida,
os sonhos de uma criança são o maior orgulho de uma mãe.
E acompanhá-los é, também, uma forma de os educar.

Vitor Santos | Embaixador do PNED

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